A FÍSICA

DA

DOUTRINA SECRETA

WILLIAM KINGSLAND

PROVO, UT VH

Vendido por

Theosophical Press

Oakdale Ave.

Chicago

V

A FÍSICA DA DOUTRINA SECRETA

Todos os Direitos Reservados POR


WILLIAM KINGSLAND

AUTOR DE

A BUSCA MÍSTICA," "A BASE ESOTÉRICA DO CRISTIANISMO,"

"IDEALISMO CIENTÍFICO," ETC.

LONDRES, THE THEOSOPHICAL PUBLISHING SOCIETY

161 NEW BOND STREET, W. A BIBLIOTECA

UNIVERSIDADE BRIGHAM YOUNG

PROVO, UTAH

PREFÁCIO

A Doutrina Secreta, de Madame H. P. Blavatsky, publicada em 1888, e outras obras teosóficas modernas, contêm uma quantidade muito grande de informações concernentes à natureza do universo fenomenal em que vivemos — concernentes à natureza da Matéria (ou Substância) e da Força (ou Energia).

Muito da informação assim fornecida está, no entanto, de forma muito dispersa e fragmentária, e parece desejável, não apenas que seja coletada e cotejada de modo a compará-la com os resultados mais recentes da Ciência moderna, mas também para uma elucidação adicional das muitas insinuações veladas e referências tão abundantemente encontradas.

Grande parte dessa informação é claramente antecipatória de muito daquilo que desde então se tornou fato aceito pela Ciência ortodoxa moderna, mas ainda resta muito que a Ciência moderna ainda não alcançou, e que, de fato, está além do alcance da pesquisa por métodos puramente indutivos e aparelhos mecânicos tais como os cientistas modernos utilizam.

A diferença distintiva entre a Ciência moderna e a oculta reside em primeiro lugar no ponto de vista a partir do qual toda a questão do fenômeno ou da objetividade é abordada, e em segundo lugar nos métodos de investigação que são empregados.

A Ciência moderna considera o universo fenomenal ou material

VI PREFÁCIO

como uma realidade definida que pode ser investigada e conhecida totalmente independente de qualquer questão quanto à natureza da Vida e da Consciência, e aborda a grande questão quanto à natureza dessa realidade objetiva a partir de baixo, por métodos indutivos que procedem dos particulares aos universais.

Ela também busca penetrar cada vez mais no invisível e no desconhecido pelo método do aperfeiçoamento constante e da invenção de aparelhos mecânicos e instrumentos de observação, a serem usados por nossos sentidos e faculdades físicas normais.

A Ciência Oculta, por outro lado, aborda a questão de cima, reconhecendo em primeiro lugar, como princípio fundamental, que todos os fenômenos são modos de manifestação da Vida — a operação e o jogo da Vida Una que é o Universo.

Em segundo lugar, seus métodos são diametralmente opostos aos da Ciência moderna, pois ela não depende de artifícios mecânicos, mas trabalha pelo desenvolvimento, dentro do próprio indivíduo, de poderes e faculdades superiores, por uma expansão da consciência pela qual os fenômenos podem ser investigados e conhecidos em um Plano superior.

A Ciência Oculta vai além dos fenômenos como conhecidos pelos meros sentidos físicos, e os vê e conhece em uma relação e proporção muito maiores e mais profundas do que seria de outro modo possível.

Não temos aqui a intenção de entrar em quaisquer questões controversas quanto ao valor dos métodos científicos ocultos em oposição aos da Ciência ortodoxa.

A Ciência Oculta é sua própria justificativa para aqueles que a estudam, e nosso principal objetivo é expor, da forma mais clara e concisa possível, certos conceitos que ela apresenta sobre a natureza da Matéria e da Força (ou Substância e Movimento), na medida em que esses conceitos foram apresentados ao público na literatura teosófica nos últimos vinte e cinco anos ou mais.

Nem é preciso dizer que não se reivindica infalibilidade para qualquer teoria ou teorias ora avançadas.

Estas devem ser

PREFÁCIO VI

consideradas mais ou menos como tendo a natureza de uma hipótese, sujeitas a modificação como resultado de informações adicionais ou de maior capacidade de compreender o que já foi dado.

Nosso primeiro objetivo será elucidar claramente as visões científicas modernas sobre a natureza da Matéria e da Energia.

Podemos então passar aos ensinamentos ocultos, tratando primeiramente da questão geral sobre a natureza dos fenômenos e sua Raiz na Substância Primordial, e depois de alguns fenômenos especiais, como calor, luz, som, eletricidade, etc.

Será mostrado incidentalmente em que aspectos as descobertas mais recentes da Ciência moderna foram em grande parte antecipadas pelos ensinamentos da Ciência Oculta e os confirmam; como, de fato, as teorias científicas modernas estão agora rapidamente se aproximando daquelas que a Ciência Oculta avançou há muito tempo.

Poderíamos citar, a esse respeito, as declarações muito recentes sobre a possibilidade de uma transmutação dos elementos; uma possibilidade, como é bem sabido, há muito tempo avançada pelos Alquimistas Medievais, mas até bem recentemente — desde a descoberta do Rádio — negada pela Ciência ortodoxa.

A Física Oculta está tão intimamente ligada à Metafísica que é quase impossível tratar de uma sem a outra.

Portanto, embora sejamos compelidos a apresentar algo da base Metafísica sobre a qual repousa todo o conjunto dos ensinamentos, ao mesmo tempo nos esforçaremos por subordinar isso tanto quanto possível ao que é mais geralmente entendido como Física.

Toda Física, no entanto, toda investigação física, quando levada longe o suficiente, deve necessariamente terminar em uma região metafísica.

A Matéria não pode ter explicação última em si mesma, ou sem sua correlata, a Mente ou Consciência.

Dificilmente é possível fazer uma obra deste tipo ser de algum modo elementar; no entanto, será tornada o menos técnica possível; e espera-se que o assunto tenha sido apresentado de tal maneira que seja prontamente compreensível pelo leitor médio não técnico.

Espera-se também que o que aqui é exposto sirva, em algum pequeno grau, como um tributo ao notável gênio e conhecimento da mulher talentosa a quem devemos A Doutrina Secreta.

W. KINGSLAND.

Londres,
Dezembro de 1909.

SUMÁRIO

CAP.
PÁG.

PREFÁCIO ..........
V

1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS .......

2. MATÉRIA E MOVIMENTO .......

3. SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL .......

4. A NATUREZA SUBSTANCIAL DA FORÇA . . . . . .

5. A AURORA DA EVOLUÇÃO

6. OS ELEMENTOS CÓSMICOS . . . . . . . . .

7. A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E A EVOLUÇÃO DOS

ELEMENTOS .........

8. MATÉRIA DO PLANO FÍSICO .......

9. O SOL E O SISTEMA SOLAR . . . . . . . .

10. FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELATAS . . . .

ÍNDICE

ix CAPÍTULO I


PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Na raiz de todo o nosso pensamento, de todo esforço humano para penetrar e compreender o grande triplo mistério da Matéria, da Força e da Vida (ou Consciência), para resolver, se possível, o grande Enigma do Universo, para ir além da mera aparência das coisas até a região arcana das Causas Primordiais: reside uma necessidade fundamental — expressa de diferentes maneiras na Religião, na Filosofia e na Ciência — de unificar toda diversidade sob algum termo ou conceito geral; de postular a existência de algum Princípio Raiz Único, existindo eternamente como a Causa, a Fonte ou o Receptáculo de todas as coisas.

Na Religião, essa Causa Primordial é expressa sob algum conceito de um Ser Divino.

Na Filosofia, temos o conceito de um Absoluto, ou termos como o Incognoscível, ou o Inconsciente.

A Ciência, no entanto, dificilmente se pode dizer que já tenha tal conceito; de fato, no sentido moderno do termo Ciência, tal conceito não está, estritamente falando, dentro de sua alçada; de qualquer forma, não está dentro do domínio da ciência física, pois a ciência física não pode lidar com questões metafísicas; ela não tem nada a ver com a questão da relação última entre sujeito e objeto, da Consciência com esse universo fenomênico que a ciência física aceita, ou de qualquer forma trata, como uma Realidade independente.

É verdade que alguns cientistas tentaram incluir os fenômenos da vida e da consciência dentro das leis mecânicas da matéria e da força; fazer da matéria, com sua energia intrínseca, o *fons et origo* de todas as coisas no Universo.

Esta tentativa é o que comumente se conhece como Materialismo; e, em sua própria inadequação, é apenas um exemplo da necessidade fundamental da mente humana à qual aludimos.

Profundamente implantado em nós reside um senso da unidade e uniformidade da Natureza; somos compelidos a conceber um Algo substancial que pode mudar em aparência, em seus modos de ação ou manifestação, mas que em si mesmo e por si mesmo deve ser Autoexistente.

Infinito e Eterno.

O símbolo objetivo e visível, a aparência, a manifestação desse Algo, conhecemos como Matéria; e embora ninguém jamais tenha provado que a Matéria existe por si mesma, ou aparte da Consciência pela qual é conhecida ou percebida, ainda assim a Matéria ao menos representa para nós aquele Algo básico que não pode surgir do nada, nem pode jamais ser concebido como aniquilado.

O conhecedor (Consciência) e aquilo que é conhecido (Matéria ou Fenômenos) devem ambos, no fim, ser esse mesmo Algo básico, se nossa intuição de uma Unidade final tem algum fundamento em fato.

Possivelmente, portanto, possamos descobrir em uma análise final que é tudo um só se dissermos que sem Matéria não pode haver Consciência, ou que sem Consciência não pode haver Matéria.

Esses dois estão possivelmente tão relacionados como polos, ou aspectos, ou modos da Única Realidade, que qualquer um deles deve desaparecer com o outro — não, é claro, em qualquer forma individual em que possam existir por enquanto, mas em sua relação cósmica.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Em outras palavras, sugeriríamos — sem entrar em qualquer discussão metafísica da questão — que aquilo que brota dentro de nós como Consciência individual deve ter uma origem cósmica tão necessariamente quanto aquilo que se manifesta como formas individuais de matéria, ou fenômenos físicos.

Esse conceito, de fato, é fundamental na Ciência Oculta, que vê em todos os Fenômenos a expressão de uma Vida Cósmica, e em todos os eus ou formas individuais de consciência o reflexo do Único Eu Universal.

A história da Ciência moderna, a Ciência do século XIX, estará sempre associada a três grandes generalizações — (a) a indestrutibilidade da matéria, (b) a conservação da energia e (c) a lei da evolução.

Esses três grandes princípios gradualmente assumiram o caráter de axiomas científicos.

Estritamente falando, eles só são demonstráveis dentro de limites muito estreitos dos fenômenos observados; mas, como resultado do nosso senso de uniformidade e unidade na Natureza, eles assumiram ainda o caráter de leis universais.

Os homens de ciência acreditam que eles operam em todas as partes do Cosmos.

Teremos de lidar com cada um deles, por sua vez, nas páginas seguintes, pois são conceitos fundamentais tanto da Ciência Oculta quanto da Ciência Moderna; na verdade, são apenas reformulações de alguns dos mais antigos ensinamentos do mundo; foram redescobertos, ou reformulados, numa era e civilização apenas emergindo de séculos de trevas e servidão intelectual.

A prova disso, os vários glifos, e a simbologia e terminologia que incorporam esses princípios nas antigas Escrituras e Registros Ocultos do mundo — tudo isso é tratado abundantemente na grande obra de Madame Blavatsky, A Doutrina Secreta. Esta parte do assunto, contudo, pertence ao lado literário e histórico da questão, com o qual não estamos agora preocupados.

O primeiro desses três grandes princípios — a indestrutibilidade da matéria — significa hoje algo muito diferente do que significava no início do século passado, ou mesmo há poucos anos.

Durante todo o século passado, a Ciência Física foi dominada pela ideia da indestrutibilidade absoluta da matéria física como tal, ou do átomo químico.

No início do século, a Ciência Física estava em grande parte ofuscada pelo gênio de Sir Isaac Newton, e Newton havia escrito sobre a Matéria da seguinte forma: —

"Parece-me provável que Deus, no princípio, formou a matéria em partículas sólidas, massivas, duras, impenetráveis, móveis, de tais tamanhos e figuras, e com tais outras propriedades, e em tal proporção ao espaço, que mais conduzissem ao fim para o qual as formou; e que essas partículas primitivas, sendo sólidas, são incomparavelmente mais duras do que qualquer corpo poroso composto delas; tão duras, de fato, que nunca se desgastam nem se quebram em pedaços; nenhum poder comum sendo capaz de dividir o que o próprio Deus fez uno na primeira criação."

Encontramos um eco disso, tingido também com o viés teológico, no célebre "Discurso sobre Moléculas" do Professor Clerk Maxwell, proferido diante da Associação Britânica em Bradford em 1873.

O Professor Maxwell diz: —

*'Embora no curso das eras catástrofes tenham ocorrido e ainda possam ocorrer nos céus, embora sistemas antigos possam ser dissolvidos e novos sistemas evoluídos de suas ruínas, as moléculas das quais esses sistemas são construídos — as pedras fundamentais do universo material — permanecem intactas e sem desgaste.

Elas continuam até hoje como foram criadas — perfeitas em número, medida e peso."

Poderíamos também citar o seguinte, extraído de um livro publicado tão tarde quanto 1899 pelo Professor Dolbear, intitulado Matéria, Éter e Movimento.

Serve para mostrar como a ideia da indestrutibilidade da matéria física per se tem sido um artigo de fé para alguns homens da ciência até o próprio fim do século passado.

*'Não há nada que indique que a atrição entre átomos ou moléculas jamais remova qualquer de sua matéria.

Parece como se

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

alguém pudesse afirmar da maneira mais forte que os átomos da matéria nunca se desgastam.

... Assim, pode-se ser levado à conclusão de que, qualquer que seja o que mais decaia, os átomos não decaem, mas permanecem como tipos de permanência através de todas as mudanças imagináveis — corpos permanentes em forma e em todas as qualidades físicas, e permanentes no tempo, capazes aparentemente de perdurar através do tempo infinito.

Não apresentando evidência de crescimento ou decaimento, estão em forte contraste com tais corpos de magnitude visível que nossos sentidos percebem diretamente.

. . . Parece não haver nada estável senão os átomos."

Mas, não obstante essa tendência conservadora, a indestrutibilidade do átomo químico há muito tem sido posta em dúvida por alguns poucos cientistas de vanguarda; e, finalmente, a descoberta da radioatividade, e do próprio Rádio, colocou praticamente a questão fora de qualquer dúvida; pois no Rádio temos um caso real da quebra ou desintegração do átomo químico.

É agora absolutamente certo que o átomo é um corpo extremamente complexo, que ele é, de fato, construído por números variáveis ou agregações de corpos muito menores, que esses corpos menores têm uma relação muito íntima com o que conhecemos como eletricidade, e que o átomo contém dentro de si um enorme reservatório de energia intrínseca.

Foi talvez bastante natural que, sem o conhecimento comparativamente íntimo da estrutura dos corpos físicos que agora possuímos, as concepções anteriores do átomo fossem inteiramente baseadas nas propriedades muito evidentes da matéria em massa.

Assim, sem adentrar uma região puramente metafísica, é comparativamente fácil conceber o átomo como sendo apenas um pedaço muito pequeno da matéria com a qual estamos tão familiarizados; conceber o átomo como sendo um corpo extremamente diminuto possuindo tanto massa, ou inércia, quanto tamanho, ou extensão no espaço.

Mas essa concepção do átomo como uma "partícula sólida, maciça, dura, impenetrável" não é uma com a qual tanto a Ciência quanto a Filosofia pudessem realmente permanecer satisfeitas.

A Religião poderia repousar na suposição de que o átomo era um artigo "criado", embora mesmo a Religião autoritativa deva finalmente curvar-se à evidência de fatos irrefutáveis.


Mas logo se vê que a teoria da partícula dura levanta muitas dificuldades próprias, de natureza tanto científica quanto filosófica, e deixa muitas coisas inexplicadas ou não contabilizadas pelo princípio da uniformidade ou unidade.

Não poderia, de fato, ser um Conceito final ou Raiz.

Qualquer coisa que ocupe espaço, por menor que seja, pode concebivelmente ser subdividida — ad infinitum.

Mas admitir que o átomo possa ser subdividido ao infinito é praticamente aniquilá-lo por completo; ou, como diz Büchner, "negar totalmente a realidade da matéria." Por outro lado, Herbert Spencer considera que devemos admitir tal divisibilidade infinita.

O cientista, no entanto, que se recusa a ultrapassar a linha imaginária que ele próprio traça entre a física e a metafísica, deve sentir-se compelido a apegar-se a uma partícula material de algum tipo ou outro, e, portanto, encontramos, como uma modificação do conceito original da indestrutibilidade do átomo químico, a hipótese de que possa haver alguma partícula primordial minúscula ou átomo ou átomos últimos, sendo todos esses átomos absolutamente semelhantes, e os vários átomos químicos com os quais estamos familiarizados sendo construídos a partir de números e combinações variados dessas partículas primitivas.

Essas partículas, no entanto, ainda são concebidas como tendo massa e extensão, as duas características irredutíveis e inalienáveis da matéria como tal, às quais o físico deve apegar-se.

Sob essa hipótese, supõe-se que todos os fenômenos sejam devidos, em última análise, aos movimentos e impactos dessas partículas últimas ou primordiais.

Essa teoria, no entanto, apenas desloca uma das dificuldades primárias um pouco mais para trás, do átomo químico para a partícula primordial.

É necessário que essa dificuldade primária seja muito

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

claramente compreendida, uma vez que afeta em grande parte nossas ideias quanto à natureza da Força ou Energia, bem como as da matéria.

Qualquer teoria física que possa ser avançada quanto à natureza da Matéria deve estar em consonância com a segunda de nossas grandes generalizações, ou seja, a Conservação da Energia.

A expressão "a Conservação da Energia" significa simplesmente que a soma total de Energia no Universo é uma quantidade constante e indestrutível, assim como a quantidade de matéria era concebida sob a antiga teoria da partícula última.

A energia pode ser transformada, ou transmutada de uma forma para outra, mas a Energia, considerada como quantidade, nunca pode ser destruída.

Agora, os dois fatores indispensáveis na manifestação do que conhecemos como Energia são massa e movimento.

A energia é o produto desses dois, e qualquer corpo ou partícula que se move com uma certa velocidade possui uma quantidade definida de energia, ou momento, expressável como a massa multiplicada pela velocidade, ou m×v.

Anteriormente, supunha-se que todas as várias forças — luz, calor, eletricidade, etc. — fossem imponderáveis.

Elas eram algo diferente da matéria.

Mas com o crescimento de uma ideia puramente mecânica do Universo, esses imponderáveis foram banidos, e finalmente a ideia da natureza substancial da Força foi totalmente repudiada.

Trazida para a linha da teoria atomo-mecânica do Universo, o termo Força foi substituído pelo de Energia; sendo a Energia simplesmente o resultado do movimento da massa, enquanto a Força é apenas considerada um termo conveniente para a taxa de variação do movimento, não tendo assim qualquer pretensão a uma existência substancial ou objetiva.

Veremos mais adiante, no entanto, que a natureza substancial da Força está em vias de ser restabelecida.

É uma das doutrinas fundamentais da Ciência Oculta.

A Energia, então, sendo dependente dos dois fatores massa

  Ver P. G. Tait, *Avanços Recentes na Ciência Física* (1876), Palestra xiv., sobre Força.


e movimento, é evidente que, se qualquer um deles desaparecer ou for aniquilado, a Energia deve ser destruída, e a doutrina da Conservação da Energia ab-rogada.

É por isso que o cientista moderno se apega tão desesperadamente à sua ideia de massa última.

A visão mais filosófica da natureza última da Substância ainda não penetrou na região da física ortodoxa.

Na verdade, não é necessária para a manipulação prática da matéria e da energia no plano físico.

Assim como a teoria atômica de Dalton servirá a todos os requisitos práticos da Química até certo ponto, também uma ideia puramente mecânica da natureza da Matéria e da Força servirá ao físico em todas as suas investigações práticas ou experimentais.

Mas quando ele procura penetrar mais profundamente na natureza e constituição últimas das coisas, e até mesmo quando procura penetrar apenas até a natureza da Matéria em seu próximo afastamento do Plano Físico — a Matéria no Plano Etérico — ele se depara com um estado de coisas em que todas as analogias físicas falham.

Retire a ideia fundamental de massa como algo material definido e concreto, e todo o seu esquema do Universo se desvanece numa região metafísica onde ele não pode de modo algum acompanhar com suas fórmulas matemáticas.

Assim, ele se apega tenazmente à ideia de massa como um fator último e indestrutível nos fenômenos; em outras palavras, ele concebe que qualquer análise final da matéria — seja em Éter ou em alguma forma mais primordial de substância — deve ainda revelar a presença de massa.

Massa ou inércia, nos dizem os físicos modernos, é um mínimo irredutível das qualidades materiais.

Isso pode ser concedido como aplicável à matéria física, que é tudo o que podemos conhecer com nossos sentidos físicos.

Quaisquer que sejam outras forças ou formas de matéria que possam existir no universo, na ciência física só podemos tomar conhecimento delas por seus efeitos na ou sobre a matéria física, e nesse aspecto elas devem ser associadas de alguma forma, ou traduzidas, por assim dizer, naquele modo particular de manifestação

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

que chamamos de energia, e que está indissoluvelmente associado à ideia de massa ou inércia.

O fato real é que a concepção de massa é absolutamente necessária para qualquer explicação física ou mecânica dos fenômenos, porque é parte de nossa imagem mental da matéria: está indissoluvelmente associada à nossa sensação de matéria; e sendo o ofício do físico dar uma explicação física dos fenômenos, ele não pode prescindir dela. Devemos lembrar que dar uma explicação física dos fenômenos significa que devemos fazê-lo em termos das coisas familiares de nossa vida e consciência cotidianas.

No entanto, sendo a matéria física um efeito, e não uma causa, nunca podemos realmente explicar o Universo em termos de fenômenos materiais.

Agora, para compreendermos onde a teoria das partículas últimas da Matéria falha em sua conexão com a doutrina da conservação da Energia, tomemos uma ilustração concreta.

Suponhamos que um corpo, tal como uma bala de canhão ou uma bala de fuzil, colida com um alvo, pelo que seu movimento como corpo é totalmente aniquilado.

A energia do corpo como um todo, portanto, cessa, mas não se perde nem se destrói.

De acordo com a lei da conservação da energia, ela deve ser transmitida ou transmutada em outra coisa; deve reaparecer sob alguma outra forma.

De fato, sabemos que, neste caso, a energia que anteriormente existia como movimento de massa da bala de canhão ou da bala de fuzil é convertida em movimento molecular e reaparece como calor.

Apliquemos isso à teoria das partículas últimas.

Essa teoria postula que todos os fenômenos, quaisquer que sejam, devem-se aos movimentos das partículas últimas.

Ora, se essas partículas últimas são realmente indivisíveis e indestrutíveis, asseguramos de imediato que um dos fatores necessários na conservação da energia, o da massa, é conservado e não pode ser destruído, nem mesmo transformado em outra coisa.

Mas como se apresenta a questão com o outro fator necessário, ou seja, o movimento?

Se supusermos que nossas partículas últimas são duras, rígidas, e inelásticas, então nos defrontamos com a séria dificuldade de que elas devem estar constantemente perdendo seu movimento e, consequentemente, sua energia, por colisão umas com as outras.


Duas partículas que se encontram em direções opostas com a mesma velocidade teriam seus respectivos movimentos absolutamente destruídos; pois, sendo absolutamente rígidas e inelásticas, não poderia haver ricochete, nem poderia o movimento ser convertido em movimento molecular interno, como no caso da bala; pois nossa partícula última, como já definido, não possui construção interna.

Nesse caso, portanto, o movimento seria absolutamente destruído, e a lei da conservação da energia seria anulada.

Vemos, de fato, como questão de fato, que a menos que alguma quantidade de energia se perca em cada colisão, a partícula última não pode ser nada menos que absolutamente elástica, isto é, duas partículas que se encontram em colisão ricocheteariam com exatamente a mesma velocidade com que se encontraram.

Essa suposição, no entanto, apenas nos envolve em um impasse, pois a elasticidade deve, segundo todas as nossas ideias físicas, implicar uma estrutura para a partícula última; deve implicar que a partícula possa ser tensionada e que possa se recuperar da tensão; implica um movimento das partes componentes.

Mas nossa partícula última não tem partes componentes.

Se devemos concebê-la como elástica, portanto, estultificamos nossa concepção fundamental dela.

No entanto, o movimento deve ser conservado de alguma forma.

Instintiva e intuitivamente sentimos que o Primum Mobile do Universo não pode ser diminuído ou depreciado.

Em certo sentido, o Universo deve ser uma máquina de movimento perpétuo.

Se estivesse, em qualquer sentido, se esgotando como um relógio que foi dado corda — bem, já teve uma eternidade para se esgotar. Tal concepção pode ser aplicável a uma parte, como um Sistema Solar, ou apenas a este Plano Físico, mas não pode ser verdadeira para o todo.

Herbert Spencer e outros Filósofos conceberam que, enquanto se esgota em um lugar, está sendo dado corda

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

em outro, e que esse processo constitui o que conhecemos como evolução e devolução.

Mas a dificuldade de conceber isso em qualquer base puramente física é insuperável.

A maior parte da energia que esta Terra possui, ou que lhe vem do Sol ou de outras fontes, é, em última análise, irradiada para o espaço, e ali aparentemente perdida de forma irremediável, passando para a infinitude do espaço, viajando sempre, para todo o sempre, como um modo de movimento no Éter.

E se for postulado — como de fato tem sido feito para superar a dificuldade — que em algum ponto inconcebivelmente remoto ela é revertida, que na verdade o Espaço não é infinito — alguns chegaram mesmo a conceber que ele é curvo — então, de imediato, deixamos a região da física e nos deparamos com a questão metafísica sobre a natureza do próprio Espaço.

Ora, é muito claro que todas essas dificuldades surgem simplesmente do fato de estarmos tentando explicar todo o Universo, de cima a baixo, apenas em termos do Plano físico; em termos, isto é, de nossos limitados sentidos físicos e consciência.

Gostaríamos de enfatizar particularmente isto, porque o primeiro e mais fundamental princípio da Ciência Oculta é o pleno e completo reconhecimento do fato de que nenhuma questão de causas últimas pode ser resolvida a partir de meros dados ou fenômenos do Plano físico.

O Plano físico é um Plano de efeitos, não de causas; é, na verdade, um Plano muitas vezes afastado do Plano da Causa Primordial, e os efeitos ou fenômenos nele discerníveis não são efeitos primários, nem mesmo secundários, mas efeitos muitas vezes afastados da Causa última ou Noumenon.

Trataremos disso mais amplamente, e também da questão dos Planos, mais adiante; mas, entretanto, devemos notar como a Ciência Moderna está se alinhando com esse conceito fundamental da Ciência Oculta.

Voltemos, portanto, por um momento à nossa teoria das partículas últimas.

Supondo que toda matéria consista realmente dessas partículas últimas, desses objetos "sólidos, maciços, duros, impenetráveis", que se movem no espaço em todas as direções e mutuamente trocam seus movimentos, e supondo que tenhamos fechado os olhos para a pequena dificuldade acerca da elasticidade, etc., ainda temos de perguntar — Que mais contém o Espaço?

A essa pergunta, atualmente só há uma resposta dada pela Ciência Moderna — o Espaço está preenchido com o Éter.

Ora, a existência do Éter foi intuída por Newton, mas foi considerada inteiramente hipotética por muitos cientistas até mesmo em meados do século passado.


Sua existência foi realmente creditada, em primeira instância, como resultado da celebrada teoria ondulatória da luz, enunciada em 1801 por Thomas Young; de fato, a única função que se supunha inicialmente que o Éter desempenhava era servir como o meio para a transmissão das ondas de luz; sua única atividade era ondular.

Gradualmente, porém, a importante parte que o Éter desempenha em todos os fenômenos físicos foi reconhecida.

Sua conexão com os fenômenos elétricos e magnéticos foi claramente demonstrada; e, de fato, a história da Ciência do século XIX pode ser considerada a história da descoberta da importância primordial do Éter.

O Éter literalmente dá alma à matéria física; nenhum fenômeno físico, seja qual for, pode ocorrer sem a sua agência.

Mas o que é o Éter, e qual é a sua conexão com a matéria física?

Uma das principais objeções a qualquer teoria de partícula última da matéria — vista à luz do nosso desejo de unificar todos os fenômenos, de relacionar tudo no Universo a um único Princípio Raiz — é o fato de termos assim, na Matéria e no Éter, duas substâncias aparentemente distintas, diferindo totalmente em suas características e propriedades, e aparentemente absolutamente independentes uma da outra.

A matéria, como tal, foi postulada como indestrutível e eterna, e certamente nada menos poderia ser dito do Éter.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

O primeiro cientista a tentar romper essa dualidade foi Lord Kelvin.

Em 1867, ele apresentou sua celebrada teoria do átomo-vórtice, na qual postulou que o átomo da matéria física poderia possivelmente ser alguma forma de movimento de anel-vórtice na e da substância do Éter.

Essa teoria obteve pouco ou nenhum apoio dos cientistas contemporâneos; estava, de fato, várias décadas à frente de seu tempo, e dificilmente havia qualquer — talvez possamos dizer nenhuma — evidência científica real para sustentá-la. No entanto, era uma teoria destinada a dar frutos mais tarde; de fato, podemos possivelmente datar o declínio e a queda da teoria da partícula rígida a partir dessa época.

Várias linhas de pesquisa apontavam gradualmente para o fato de que o átomo químico, ao menos, não era simples em sua natureza, que era concebivelmente construído de algo muito mais elementar.

Então veio a descoberta dos Raios Catódicos; mais tarde, a descoberta da Radioatividade, dos Elétrons e, finalmente, do Rádio: os fenômenos relacionados a essa substância foram, por fim, determinados como devidos à desintegração ou ruptura real do átomo químico.

Assim, como a conquista final da Ciência Física do século XIX, rompemos a antiga barreira atômica para um avanço posterior, a muralha aparentemente impenetrável de "partículas duras e maciças" que obstruía o caminho, e avançamos pelo menos alguns passos para a região arcana além.

O que, então, a Ciência Moderna descobriu ali?

Primeiro e acima de tudo, o corpúsculo ou elétron.

O fato principal relacionado aos fenômenos dos raios catódicos e a todas as substâncias radioativas é a existência de partículas excessivamente minúsculas às quais foi dado o nome de corpúsculo ou elétron.

Em 1897, o Professor Sir J. J. Thomson conseguiu determinar a massa dessas partículas e descobriu que ela era apenas 1/800 ou 1/1000 da do átomo mais leve até então conhecido, ou seja, o átomo de hidrogênio.

A princípio, então, pensou-se que o átomo de hidrogênio pudesse ser composto ou construído de cerca de 800 ou 1000 dessas partículas menores, mas essa suposição parece ter sido uma conclusão um tanto precipitada.


O fato realmente importante, no entanto, sobre o elétron é este: ele é encontrado consistindo em, ou carregando consigo, uma carga definida de eletricidade, e, nesse aspecto, todos os elétrons, de qualquer fonte obtidos, são encontrados idênticos.

Assim, o elétron não tem apenas a menor massa de tudo o que é conhecido, mas é também, por assim dizer, um átomo unitário de eletricidade.

Ora, é bem sabido que um corpo carregado de eletricidade adquire, como resultado dessa carga, e quando se move através do espaço, uma massa ou inércia aparente adicional; além de sua massa física legítima.

Até uma velocidade de cerca de 18.000 milhas por segundo — cerca de um décimo da velocidade da luz — essa massa adicional não está sujeita a qualquer variação aparente.

Mas em velocidades mais altas ela aumenta rapidamente, e na própria velocidade da luz — 185.000 milhas por segundo — seria infinita.

Se, então, o elétron é uma partícula muito pequena de matéria que possui, ou carrega consigo, uma carga elétrica definida, esperar-se-ia que sua massa variasse com as velocidades variáveis, e tal efeito foi, de fato, realmente observado por Kaufmann: a massa do elétron em algumas de suas observações foi encontrada como sendo pelo menos três vezes maior do que aquela medida nas velocidades mais lentas.

Mas neste ponto surge uma especulação muito interessante. Não poderia toda a massa do elétron — sua massa aparente nas velocidades mais lentas, bem como sua massa adicional nas velocidades mais altas — ser devida simplesmente à sua natureza elétrica; não poderia o elétron, de fato, ser inteiramente uma carga elétrica, sem nenhum núcleo sólido real de matéria?

Sob esse ponto de vista — que é conhecido como teoria eletrônica da matéria — o elétron é considerado uma unidade ou átomo de eletricidade, e a matéria — o átomo químico — é construída de elétrons.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Mas o que é, então, a própria eletricidade?

A eletricidade é certamente um fenômeno etérico; e o elétron é concebivelmente algum tipo de "nó", "torção" ou "núcleo de tensão intrínseca" no Éter.

A matéria, portanto, de acordo com essa teoria, é em substância de natureza etérica; a matéria física, de fato, é Éter, um modo ou forma especial de movimento na e da substância do Éter.

Essa teoria ainda não está de forma alguma comprovada; no entanto, ela mantém o campo como hipótese de trabalho, e uma que, além disso, parece oferecer as melhores perspectivas de avanço futuro.

Alguns cientistas eminentes parecem ter definitivamente aceitado essa ideia. O Professor Sir J. J. Thomson nos diz que "Toda massa é massa do éter; todo momento, momento do éter; toda energia cinética, energia cinética do éter"; em outras palavras, todo fenômeno físico, seja qual for, incluindo a própria matéria, tem sua origem e fonte no Éter.

Já em 1882, Sir Oliver Lodge escreveu sobre o Éter e suas funções da seguinte forma: "Uma substância contínua preenchendo todo o espaço: que pode vibrar como luz; que pode ser cisalhada em eletricidade positiva e negativa; que em vórtices constitui a matéria; e que transmite por continuidade, e não por impacto, toda ação e reação das quais a matéria é capaz.

Esta é a visão moderna do Éter e suas funções."

Aqui, então, chegamos à fronteira em que a Ciência Moderna agora se encontra.

A matéria física é resolvível de volta ao Éter: numa Substância contínua e homogênea que preenche todo o espaço.

Esta Substância é, portanto, para a Ciência Moderna, a Substância Primordial, o Urstoff do Universo.

E uma vez que a matéria física é resolvível de volta a esta Substância, ela presumivelmente foi evolvida a partir dela.

* Eletricidade e Matéria, p. 51.

Conferência sobre "O Éter e suas Funções", proferida na London Institution, 28 de dezembro de 1882. Ver reimpressão em Visões Modernas da Eletricidade.


Muito possivelmente, como a Ciência já descobriu a desintegração da matéria, não deve demorar muito para que a integração ou formação de nossos átomos físicos também seja descoberta.

Possivelmente os cientistas poderão rastrear o processo da Natureza até alguma região ainda insuspeitada, e ali descobrir o segredo do processo formativo.

Veremos mais adiante que a Ciência Oculta tem muitas sugestões a dar nessa direção.

Uma coisa é certa: a antiga teoria da partícula rígida foi por água abaixo; a teoria atomo-mecânica está tão morta quanto se supunha que os próprios átomos estivessem, mesmo que ainda não tenha recebido um enterro decente.

Como disse Sir Oliver Lodge: "Não podemos voltar ao mero impacto de corpos sólidos depois de nos termos permitido um meio contínuo."

Vemos, portanto, que a Ciência alcançou agora uma generalização muito mais ampla e profunda do que qualquer uma que fosse possível enquanto a frase "a indestrutibilidade da matéria" não significava nada mais do que a indestrutibilidade da matéria física, ou do átomo químico.

A Ciência está, de fato, agora a uma distância mensurável de um conceito verdadeiramente unitário, mesmo que não exatamente de um conceito filosófico daquela Única Substância Primordial que é o Princípio Raiz Eterno e a Causa indestrutível de todos os fenômenos.

Seria pedir demais à Ciência Moderna, contudo, considerar a Substância Primordial — seja essa Substância o Éter, ou algo ainda mais afastado do nosso Plano físico — como qualquer coisa além de uma substância morta, como qualquer coisa além de um algo material, usando a palavra "material" num sentido puramente mecânico.

Para o físico, a matéria em si mesma ou por si mesma é inerte e passiva; é morta em todos os sentidos da palavra.

É somente em combinações muito complexas de átomos e moléculas físicas, no protoplasma por exemplo, que ela começa a exibir os fenômenos que comumente associamos ao termo vida — isto é, movimento autoiniciado.

Para o físico puro e simples, a questão da vida

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

não existe, e é talvez apenas natural que, assim como as primeiras ideias sobre a natureza dos átomos foram derivadas daquilo que nos é tão óbvio ao lidarmos com a matéria em massa, também as primeiras concepções sobre a natureza da Substância devam ser baseadas nas meras propriedades mecânicas e fórmulas matemáticas com as quais o físico lida.

Como, de fato, pode o físico atribuir ao Éter — para não falar daquilo que está além do Éter — quaisquer propriedades ou modos de movimento dos quais ele não possui analogias físicas de espécie alguma?

Ver-se-á pelo que se segue que a Ciência Oculta não está assim restringida.

Para a Ciência Oculta, a Substância do Universo é substância viva, e é somente "aqui embaixo", na forma de matéria física, que essa Substância assume a aparência — para nossos limitados sentidos físicos — de uma coisa morta e inerte.

A Ciência Oculta une-se à Ciência Moderna ao afirmar que a Matéria é indestrutível; somente a Matéria da Ciência Oculta não é sequer o Éter, muito menos a matéria física.

A Ciência Oculta une-se à Ciência Moderna ao afirmar que a Energia é indestrutível; somente essa Energia é algo muito mais do que o mero produto de massa e velocidade.

A Ciência Oculta une-se à Ciência Moderna ao sustentar a grande lei da Evolução; mas sua compreensão do escopo e da operação dessa lei é infinitamente mais ampla e profunda do que qualquer uma a que a Ciência Moderna ainda tenha alcançado.

CAPÍTULO II

MATÉRIA E MOVIMENTO

Concebamos agora, de acordo com os ensinamentos tanto da Ciência Moderna quanto da Ciência Oculta, que todo o Espaço está preenchido com Algo, cujo termo mais filosófico seria Substância Primordial, porque o termo Substância significa literalmente aquilo que subjaz, ou está por baixo, como uma raiz ou Princípio básico.

É aquilo a partir do qual o Universo fenomênico é evolvido, aquilo por razão do qual ele existe ou vem à existência (de ex, fora, e sisto, estar), i.e., aquilo que aparece ou é manifestado de uma Causa ou Princípio de outra forma oculto.

Considerando esse Princípio, no entanto, em um sentido um tanto mais restrito, como meramente a Raiz da Matéria, podemos dar-lhe outros nomes; e o nome que a Ciência Moderna lhe dá é Éter.

Os Antigos também o chamavam de Éter; somente seu Éter não era o Éter da Ciência Moderna, mas algo muito mais afastado dos fenômenos do Plano físico.

Podemos reter a grafia distintiva da palavra a fim de indicar a diferença.

Agora, não é difícil postular a existência de "uma substância universal, perfeitamente homogênea, contínua e simples em estrutura, estendendo-se até os limites mais remotos do espaço de que temos qualquer conhecimento, existindo igualmente em toda parte" (Sir Oliver Lodge). Tal substância, vemos, deve ser praticamente idêntica ao próprio espaço.

Não é

MATÉRIA E MOVIMENTO

difícil formar algum tipo de conceito mental disso, porque aos nossos sentidos físicos o ar invisível, que sabemos ocupar o espaço em que nos movemos, parece ser contínuo e homogêneo.

Na água também temos outro exemplo de uma substância aparentemente homogênea e contínua.

Não é difícil, ademais, conceber certas formas de movimento existindo em tal substância.

Podemos formar anéis de vórtice no ar ou na água; embora, a menos que usemos um pouco de fumaça ou algum líquido colorido, esses anéis não sejam distinguíveis à nossa vista do próprio meio em que são formados.

Também estamos familiarizados com ondas, ondulações e vibrações em tais meios, e de fato nossas ideias atuais sobre os possíveis movimentos do Éter parecem estar inteiramente baseadas nessas formas familiares.

Sabemos com certeza que os fenômenos de luz, calor, eletricidade, magnetismo, etc., devem-se a certas formas ou modos específicos de movimento no e do Éter; mas se todos esses fenômenos — e o da própria matéria — não passam de "modos de movimento" de uma Substância simples, homogênea e que preenche o espaço, é uma questão inteiramente diferente.

A tendência geral agora é considerar o Éter como estrutural, mesmo que não atômico; nesse caso, teremos de recuar ainda mais para nossa verdadeira Substância que preenche o espaço, ou Substância Primordial.

Em outras palavras, assim como temos de distinguir entre o próprio Éter e aquele modo de movimento do Éter que conhecemos fenomenalmente como matéria física, assim também talvez tenhamos de distinguir entre a própria Substância Primordial e aquele modo de movimento dela que agora conhecemos como o Éter.

As dificuldades que se interpõem no caminho de um conhecimento claro da natureza e das funções do Éter são, de fato, muito grandes; pois, quando nos esforçamos por compreender o que o Éter deve ser em si mesmo, em sua própria natureza e propriedades intrínsecas, as analogias físicas simples e grosseiras a que nos referimos nos falham por completo.

Não temos, no plano físico, algo como uma substância contínua e homogênea; os átomos da substância mais densa não se tocam; enquanto tal é a natureza do Éter que ele aparentemente flui com toda liberdade através dos próprios corpos físicos mais densos, como se estes consistissem em uma malha aberta das maiores dimensões possíveis.

Os físicos estão começando a nos ensinar, de fato, que átomos e moléculas são comparáveis, em seus tamanhos e distâncias relativos, ao Sol e aos Planetas de nosso Sistema Solar.

Um único átomo de hidrogênio poderia, possivelmente, verificar-se consistir, se suficientemente ampliado, de alguns corpos (corpúsculos ou elétrons) comparáveis em tamanho aos Planetas, e girando em órbitas ao redor de um núcleo central comparável ao Sol.

Em outras palavras, nosso Sistema Solar poderia ser, possivelmente, um mero átomo, e nosso próprio universo particular — que há razão para supor ter seus limites — seria meramente uma molécula composta no vasto Todo Cósmico.

Ora, tudo isso é, naturalmente, a mais pura especulação da parte da Ciência; contudo, serve para mostrar, em primeiro lugar, como a mente deve necessariamente lançar-se nessas generalizações mais amplas para sua própria satisfação.

Mesmo a mente científica não pode descansar contente com meros fatos; a imaginação deve sempre ultrapassar as limitações do conhecimento real.

Em segundo lugar, vemos nessa perspectiva mais ampla o reconhecimento, pela Ciência Moderna, de um princípio que sempre foi fundamental para a Ciência Oculta.

Este princípio é conhecido como o da correspondência e analogia; "assim em cima, como embaixo." Ele ensina que o Microcosmo é uma cópia ou reflexo do Macrocosmo; que tanto no pequeno quanto no grande encontraremos não apenas os mesmos princípios fundamentais em ação, não apenas uma unidade e uniformidade fundamentais na natureza, mesmo como ela aparece aos nossos limitados sentidos, mas algo muito mais fundamental ainda do que isso, algo para cuja devida apreensão devemos até mesmo transcender nossas limitadas concepções de tempo

MATÉRIA E MOVIMENTO

e espaço.

Isso nos levaria, porém, longe demais para o lado metafísico da questão.

Os cientistas modernos, não obstante sua geral detestação da Metafísica, buscam constantemente interpretar os fenômenos em termos filosóficos, penetrar com a imaginação naquela região superfísica que jaz além do alcance de seus sentidos e instrumentos físicos, e cujos acontecimentos reais só podem ser inferidos dos efeitos visíveis e palpáveis na matéria física.

Os cientistas têm de fato sido acusados, não sem alguma aparência de razão, de serem metafísicos inconscientes.

A Ciência Física, contudo, não possui filosofia da Substância Primordial, e a questão da relação do Éter, ou, em geral, dos Planos superiores ou superfísicos de Substância com a Vida e a Consciência, é uma que atualmente concerne mais à ciência da Psicologia ou à Pesquisa Psíquica do que ao que é mais geralmente conhecido como Ciência.

Na Ciência Oculta, porém, como já foi indicado, é impossível, ao tratar da questão da Substância que preenche o Espaço, pôr de lado a questão da Vida e da Consciência.

A razão para isso pode ser muito simplesmente enunciada.

Na visão da Ciência Oculta, o Espírito (Vida, Consciência, Ideação) e a Matéria são os dois polos ou aspectos contrastados de uma mesma e única coisa — do Princípio Raiz Uno, seja qual for o nome que se lhe dê.

Todos os fenômenos são o resultado de contraste, diferenciação, discriminação ou oposição.

À parte completamente da questão metafísica quanto à relação primária da Consciência com o Fenômeno, ou do Sujeito com o Objeto, não podemos conhecer qualquer coisa singular senão por suas qualidades, e essas qualidades são da natureza de contraste com outras qualidades, e sempre implicam um oposto, uma dualidade.

Elas sempre implicam também uma limitação na própria coisa, tal como é cognoscida.


Nos conceitos da Ciência física, a dualidade fundamental é Força ou Movimento, e Matéria; e a Ciência Oculta afirma que a Força, em sua análise e natureza últimas, é a Vida Una do Universo.

Nos mais elevados Planos Cósmicos, no Plano da Substância Primordial em si mesma, a Causa de tudo o que conhecemos aqui embaixo como várias forças diferenciadas é uma Inteligência Consciente; ou, mais corretamente talvez, uma Hierarquia de Inteligências Conscientes.

Isso, no entanto, trataremos mais detalhadamente mais adiante.

Já insinuamos que a Ciência moderna não está muito longe de um reconhecimento da natureza substancial da Força, uma ideia que foi praticamente abandonada no século passado em favor do termo mais concreto Energia.

Já os elétrons são referidos por alguns cientistas como "centros de força" na substância do Éter.

Tendo de fato eliminado o átomo ou partícula última como uma coisa existente por si só, e tendo substituído em seu lugar uma Substância que preenche absolutamente o espaço, vemos que as formas ou modos de movimento nessa Substância, ou dessa Substância, que estão na relação de forças para com aquela outra forma ou modo de movimento que chamamos de matéria física, devem ser tão substanciais quanto a própria matéria.

Mais ainda, podem até ser atômicos, no mesmo sentido em que a matéria é atômica.

Já nos é dito que a eletricidade é atômica, e pode ainda ser descoberto que a teoria corpuscular da luz é capaz de uma nova interpretação.

Vê-se claramente que, com base numa Substância que preenche absolutamente o espaço, na qual a matéria física — ou a matéria de qualquer Plano de consciência possível — é apenas um modo particular de movimento, ou manifestação de Força, não existe na realidade coisa alguma como uma partícula material: isto é, uma partícula que tenha uma massa ou inércia distinta, inteiramente independente do seu movimento específico.

A existência da partícula depende do movimento, e não a existência do movimento depende da partícula.

Uma Substância que preenche o espaço, tal como postulamos, não pode ser densificada para formar uma partícula material, pois

MATÉRIA E MOVIMENTO

existe igualmente em toda parte; e a densidade aparente da matéria não se deve a mais ou menos substância, mas a mais ou menos movimento, ou Força.

Essa forma específica de movimento do Éter que constitui a matéria física pode, concebivelmente, ser transformada em outro modo de movimento absolutamente dissimilar; e, nesse caso, a matéria física simplesmente desapareceria, ela se desvaneceria por completo, embora o movimento permanecesse, inerente à Substância.

Que todo o universo físico assim um dia desaparecerá, reabsorvido ou reenvolvido naquela Única Substância Raiz da qual ou na qual foi evolvido, é um dos ensinamentos fundamentais da Ciência Oculta.

Concebamos, então, que todo o espaço está preenchido com esta Substância Primordial, seja ela o Éter da Ciência, ou algo ainda mais afastado da nossa presente consciência física.

Se considerarmos esta Substância meramente como a Raiz da Matéria, como algo meramente passivo e inerte, então ela deve ser algo no qual outra coisa, que só podemos chamar de Força, atua para produzir certas formas específicas de movimento.

Não podemos dizer que a Força atua sobre esta Substância, porque, uma vez que ela preenche todo o Espaço, e é, portanto, praticamente idêntica ao Espaço, não há exterior para ela. A Força poderia, concebivelmente, atuar a partir de algum plano ainda mais interior, de algo mais interior do que o próprio Espaço; mas aqui novamente tocamos a questão metafísica sobre a natureza do nosso conceito de Espaço.

Fisicamente, de fato, quando postulamos uma Substância que preenche absolutamente o espaço, alcançamos o limite de nossas concepções possíveis.

Podemos, portanto, imaginar para nós mesmos uma Substância que preenche o espaço, capaz de assumir, por assim dizer, todos os tipos e formas ou modos de movimento, dos quais os mais concebíveis para nós no presente são anéis de vórtice e ondas ou ondulações.

O homem de ciência deve necessariamente formar algum tipo de imagem mental do que está realmente ocorrendo na região invisível que ele se esforça por penetrar.


Muitos físicos consideram útil fazer modelos mecânicos para ilustrar coisas como as combinações químicas de átomos e moléculas, e a ação da eletricidade e do magnetismo.

Vários modelos mecânicos do próprio Éter já foram até tentados; mas, nesse caso, o Éter deve, naturalmente, ser concebido como estrutural em sua natureza e, portanto, não seria a Substância Primordial que buscamos.

"O Éter, seja o que for que a Ciência Moderna faça dele, é Substância diferenciada." (S.D., vol. iii. p. 497.)

Se agora, em consonância com a doutrina da conservação da energia, considerarmos o movimento na e da Substância Primordial como indestrutível — não individual ou separadamente em suas várias formas ou modos, mas como um todo — não precisamos ir além da própria Substância Primordial para a origem da Força, nem precisamos estabelecer a Força como uma Entidade separada.

Temos, de fato, resolvido tanto a Força quanto a Matéria de volta a um único Princípio Raiz primitivo, que poderíamos assim denominar Força-Substância.

Nessa visão, todas as forças individuais, bem como todos os tipos específicos de matéria, serão simplesmente formas ou modos especializados ou limitados de movimento na e da Única Substância.

A Força, de fato, será tão substancial quanto a matéria, ou a matéria tão insubstancial quanto a força, de qualquer maneira que prefiramos enunciar. Essas formas ou modos variados e específicos da Única Substância são destrutíveis como formas, ou mutuamente conversíveis, mas a Força-Substância em si mesma, e em seu eterno e incessante Movimento, é indestrutível e eterna.

Ver-se-á facilmente, ademais, que tão logo qualquer forma ou modo específico de movimento — tal, por exemplo, como o que constitui o elétron — tenha sido estabelecido, ou qualquer combinação específica de tal movimento, como a que constitui nossos átomos físicos: essa forma específica, constituindo agora o que chamamos de "matéria", não terá meramente seu próprio armazenamento intrínseco de energia, tal como realmente encontramos dentro do átomo físico, mas será também uma coisa individual real, diferenciada de outras coisas semelhantes, e também de outras formas de movimento que constituem o que chamamos de "força". Essa força, portanto, ou essas forças, podem agora agir sobre ela a partir de fora, e a Força-Substância, que em sua natureza primordial somos compelidos a conceber como Una, tornou-se agora distinguível não meramente como duas — Matéria e Força — mas como uma infinita variedade de coisas, constituindo para nós o Universo dos Fenômenos.

Discutiremos esse processo de diferenciação ou evolução mais detalhadamente mais adiante, mas entretanto podemos apontar, a fim de que o princípio fundamental seja claramente apreendido, que temos na relação que existe entre o Plano físico e o Plano etérico uma correspondência e analogia que pode ser aplicada, mutatis mutandis, a qualquer número de Planos.

A relação de qualquer Plano com o imediatamente inferior é uma relação de força; o Plano superior literalmente dá alma ao inferior.

Suponhamos que o Éter seja realmente nossa Substância Primordial, que de fato existam apenas dois Planos no Universo, isto é, o etérico e o físico: então, uma vez que o Plano físico tenha sido formado a partir do etérico, ou evoluído dele, o etérico agora se encontra na relação de "força" para com a "matéria" do Plano físico.

O Éter e a matéria física são todos uma só Substância, mas o Éter per se é responsável por todas as "forças" com as quais estamos familiarizados — calor, luz, eletricidade, magnetismo, gravitação, etc.

Para recapitular ligeiramente, podemos distinguir entre Matéria e Substância desta maneira.

A Matéria é um efeito, e suas características são o que conhecemos como massa ou inércia, e extensão no espaço, no sentido de tamanho, ou ocupação de um espaço limitado.

A Substância, por outro lado, é causa; e em sua natureza última não se pode dizer que tenha massa ou extensão no espaço no sentido acima; pois ambos devem estar ausentes em uma Substância que preenche absolutamente o espaço.

Se se pode dizer que ela possui qualquer característica física que seja, essa característica seria apenas o Movimento incessante e eterno.


A Matéria pode desaparecer por completo, pois é apenas uma forma de movimento; mas a Substância permanece, e o Movimento é indestrutível.

Ora, vimos que a Energia é movimento da massa, mas com o desaparecimento da matéria ou massa, a Energia também desapareceria.

A Energia é o efeito da ação da Força, enquanto a Força é causa.

Medimos o efeito na forma de Energia — e inferimos a ação da Força — pela quantidade de movimento produzida sobre uma certa massa, como, por exemplo, no caso da gravitação.

A Energia está associada à matéria ou massa, e é um termo puramente físico; mas a Força está associada à Substância; e não são a Matéria e a Energia as verdadeiras substancialidades, mas sim a Substância e a Força.

Não apenas é assim, não apenas podem a Matéria e a Energia desaparecer do Universo, mas é até mesmo possível concebê-las como a ausência, e não a presença, da Substância.

Isto, de fato, é o que se faz na notável teoria do Éter elaborada pelo Professor Osborne Reynolds, onde a matéria física é postulada como uma espécie de fenda, ou fissura, ou linha de desajuste na substância do Éter, um vazio antes que um pleno.

Isto é certamente, como diz o Professor Reynolds, "uma inversão de ideias" quanto à estrutura da matéria; mas, se interpretado metafisicamente, poderia se dizer que se aproxima mais dos ensinamentos ocultos do que a visão mais ortodoxa, que levaria a ideia física de massa ou inércia de volta à própria Substância Primordial.

O Éter que a Ciência moderna investiga, no entanto, pode possivelmente ser ponderável; pode possivelmente, em sua forma atômica, ter massa ou inércia muito maior do que a própria matéria física; mas então — como veremos mais adiante — ele é, segundo os ensinamentos ocultos, apenas a uma pequeníssima distância da

Professor Osborne Reynolds, The Rede Lecture, sobre "Uma Inversão de Ideias quanto à Estrutura do Universo." (Cambridge Press, 1902.)

MATÉRIA E MOVIMENTO

matéria física; e, de fato, realmente pertence ao Plano físico, e não é o Éter do Espaço.

A Força, segundo a Ciência Oculta, é o Arqueu vivo e movente, a Anima Mundi, a única substancialidade real.

A conexão entre isso e a Substância Primordial é tratada em nosso próximo capítulo.

O físico puro e simples, lidando apenas com fenômenos físicos, pode possivelmente contentar-se com o conceito de uma Substância Universal única existindo meramente como o substrato de todos os diferentes modos de movimento com os quais está familiarizado, e possivelmente de outros com os quais ainda não está familiarizado.

Nesta visão,

a Substância certamente seria considerada como totalmente inerte e morta.

A própria Vida ele pode assim possivelmente considerar como meramente um entre um número infinito de fenômenos muito complexos, como um mero "modo de movimento", ou "uma série de fermentações".

Mas nem o Filósofo nem o Estudante da Ciência Oculta podem contentar-se com uma visão tão parcial e incompleta dos fatos que se apresentam diante de nós, os fatos de nossa própria experiência.

Não podemos explicar o fato da Consciência em quaisquer termos de mero movimento de uma Substância morta e inerte.

Certos nós ou vórtices, digamos, no Éter constituem elétrons; elétrons agrupam-se (?) em átomos; átomos em moléculas; moléculas em células; células em cérebros; e imediatamente tornam-se cientes não meramente da existência de outros "modos de movimento", mas, mira bile dictu, também de si mesmos.

Agora, qualquer que seja a opinião do cientista moderno, a Ciência Oculta nunca cometeu o erro de considerar a Substância Primordial como morta; ou de encarar a Força, mesmo em sua mera manifestação física, como algo diverso da ação da Vida Una do Universo.

Pois deve-se lembrar que não temos apenas que alinhar nosso conceito de Substância Primordial com o princípio da indestrutibilidade da matéria e a dita conservação da energia, mas também com a grande lei da evolução.


A evolução é um processo cósmico.

A matéria física, todo o universo material como o conhecemos, deve ser colocada sob a operação desse grande princípio.

Mas, se assim for, e se a *fons et origo* do grande processo mundial é a Substância Primordial, então essa Substância deve conter em si mesma a potência de tudo o que já apareceu ou jamais poderá aparecer como fenômeno; a sucessão ordenada não apenas das formas de vida que conhecemos neste globo, mas do próprio globo, do Sistema Solar, de todo o vasto Universo, e de uma infinita sucessão de tais Universos em duração ilimitada e sem fim.

Podemos fazer nossa escolha.

Todo esse grande processo mundial ou é o resultado do acaso cego e de forças mecânicas mortas, ou é a ação de um grande Princípio de Vida, do qual tudo o que se manifesta em formas individuais de vida e consciência é o reflexo.

Assim, pelo princípio de correspondência e analogia, cada átomo, bem como cada complexo de átomos, manifesta em seu grau e tipo particulares a natureza do Todo.

Cada átomo reflete o Universo inteiro.

Como poderia ser de outro modo, se cada átomo é Substância Primordial? Desça até essa Substância no âmago mais íntimo do átomo, e você encontrará o Todo.

Mas com nossos sentidos limitados não podemos fazer isso.

Vemos apenas o exterior do átomo, ou melhor, o vemos apenas de uma certa maneira limitada em sua ação e interação com certos outros fenômenos individuais e limitados.

Neste aspecto, o átomo, ou a matéria em geral, parece possuir certas qualidades; mas compreendamos claramente que essas qualidades não são sua natureza intrínseca como Substância, mas são limitações específicas e definidas dessa natureza raiz.

Todas essas limitações são, de fato, não no átomo em si, mas em nossa própria consciência ou percepção dele; e a definição última e final da matéria só pode realmente ser

MATÉRIA E MOVIMENTO

uma definição metafísica — é aquilo que é objetivo para a consciência.

"Matéria, para o ocultista, deve ser lembrado, é aquela totalidade de existência no Cosmos que cai em qualquer um dos planos de percepção possível." (S.D., vol. i. p. 560.)

Podemos agora proceder a expor, a partir de A Doutrina Secreta, mais detalhadamente, este conceito fundamental da natureza da Substância Primordial.

CAPÍTULO III

SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL

Em A Doutrina Secreta, há três nomes ou termos distintivos usados para denotar o Princípio Raiz do Universo Fenomênico, ou o que até agora denominamos Substância Primordial.

Esses três termos são, respectivamente, Mulaprakriti, Akasha e Éter.

Eles são todos praticamente os mesmos em sua aplicação física, embora haja matizes de diferença metafísica que não são de muita importância para nós neste trabalho.

Mulaprakriti é um termo sânscrito que significa literalmente a Raiz da Natureza (Prakriti), ou Matéria.

Akasha é também uma palavra sânscrita.

É definida no Glossário Teosófico como "O Espaço Universal no qual reside inerente a Ideação eterna do Universo em seus aspectos sempre mutáveis nos planos da matéria e da objetividade, e do qual irradia o Primeiro Logos, ou pensamento expresso." É também definida como "A essência espiritual sutil, supersensual, que permeia todo o espaço; a substância primordial erroneamente identificada com o Éter."

Éter é uma palavra grega, e parece estar mais especialmente

associada à ideia de Luz — Luz Primordial, a

Luz do Logos, não nossa luz física — do que a qualquer outra coisa.

Tem sido identificado por alguns escritores, como

Eliphas Levi, com a "Luz Astral"; mas contra isso

SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL

identificação — há muitos protestos veementes em *A Doutrina Secreta*.

A distinção entre iÉter e Éter, que já mencionamos no Capítulo II, deve ser claramente lembrada aqui.

iÉter é o sinônimo de Substância Primordial, aquela Substância que é a Raiz de todas as formas diferenciadas de Matéria que constituem os Planos fenomênicos de manifestação.

"O Éter, no Esoterismo, é a própria quintessência de todas as formas possíveis de energia, e é certamente a este Agente Universal (composto de muitos agentes) que se devem todas as manifestações de energia nos mundos material, psíquico e espiritual." (S.D., vol. i. p. 650.)

O uso do termo energia nesta citação, em vez de matéria, pode ser um pouco confuso até compreendermos claramente que, na Ciência Oculta, matéria e energia são, em sua raiz, uma e a mesma coisa.

Isto será mais claramente elucidado em nosso próximo capítulo.

"O que é o Caos primordial senão o Éter .... não o Éter moderno .... o Éter, com todas as suas misteriosas e ocultas propriedades, contendo em si os germes da criação universal? O Éter superior, ou Akasha, é a Virgem Celestial e Mãe de toda forma e ser existente, de cujo seio, tão logo 'incubado' pelo Espírito Divino, são chamados à existência a Matéria e a Vida, a Força e a Ação. O Éter é o Aditi dos Hindus, e é Akasha." (S.D., vol. i. p. 354.)

O Éter, por outro lado, é uma das diferenciações inferiores do iÉter.

É um dos Planos "inferiores" do Cosmos, assim como a matéria física o é. É um produto posterior no grande processo de diferenciação pelo qual todo o Universo manifestado evolui a partir da Única Substância Primordial — Mulaprakriti, Akasha, ou iÉter —; assim como um frango se diferencia ou evolui a partir da substância primordial do ovo.

A Substância Única "torna-se" essas diferenciações inferiores ou posteriores, essas formas no tempo e no espaço; mas, ainda assim, nunca é outra senão ela mesma, nunca outra senão a Substância Única.


Akasha certamente não é o Éter da Ciência — nem mesmo o Éter do Ocultista, que define este último apenas como um dos princípios de Akasha — é certamente, juntamente com seu primário, a causa do som, uma causa psíquica e espiritual, de modo algum material.

As relações do Éter com Akasha podem ser definidas aplicando-se a ambos, Akasha e Éter, as palavras usadas pelo Deus nos Vedas: "Ele mesmo era de fato (seu próprio) filho", sendo um a progênie do outro e, no entanto, ele mesmo." {S.D., vol. i. p. 316.)

Na Ciência Oculta, o Éter da Ciência Moderna é identificado com a matéria do Plano físico como sendo simplesmente formas "superiores" ou menos diferenciadas dessa matéria; mas a Doutrina Secreta não parece tornar isso absolutamente claro.

Está, no entanto, implícito na seguinte citação, onde é chamado de "a forma mais grosseira" de Akasha.

"Quaisquer que sejam as opiniões da Ciência Física sobre o assunto, a Ciência Oculta tem ensinado durante eras que Akasha (do qual o Éter é a forma mais grosseira), o quinto Princípio cósmico universal — ao qual corresponde e do qual procede o Manas humano — é, cosmicamente, uma matéria radiante, fria, diaterma, plástica, criativa em sua natureza física, correlativa em seus aspectos e porções mais grosseiros, imutável em seus princípios superiores." {S.D., vol. i. p. 41.)

A referência aqui a Akasha como o quinto Princípio cósmico universal pode ser um pouco confusa se não se tiver em mente que ele é aqui colocado em quinto lugar — e não em sétimo — como sendo aquilo do qual os quatro Elementos cósmicos inferiores — Fogo, Ar, Água, Terra — se diferenciam.

Podemos agora abordar a conexão do Éter com a Luz Astral.

"O Éter .... é um dos 'princípios' inferiores do que chamamos de Substância Primordial (Akasha em sânscrito), um dos sonhos antigos, que agora novamente se tornou o sonho da Ciência moderna. É a maior e a mais ousada das especulações sobreviventes dos Filósofos Antigos. Para o Ocultista, no entanto, tanto o Éter quanto a Substância Primordial são realidades.

Para dizê-lo claramente, o Éter é a Luz Astral, e a Substância Primordial é Akasha, o Uphadi do Pensamento Divino." (S.D., vol. i. p. 347.)

SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL

Aqui, então, temos o Éter absolutamente identificado com a Luz Astral.

Já vimos que o Éter é o sinônimo de Akasha, e as seguintes citações são uma repudiação de qualquer conexão entre o Éter (ou Akasha) e a Luz Astral.

"Como se mostra que Akasha não é sequer o Éter, muito menos podemos imaginar que seja a Luz Astral." (S.D., vol. i. p. 276.)

"Eliphas Lévi comete um grande erro ao identificar sempre a Luz Astral com o que chamamos de Akasha." (S.D., vol. i. p. 275.)

"A Luz Astral dos Cabalistas é, por alguns, muito incorretamente traduzida como 'Éter'; este último é confundido com o Éter hipotético da Ciência, e ambos são referidos por alguns Teosofistas como sinônimos de Akasha. Isto é um grande erro." (S.D., vol. i. p. 315.)

A palavra "Éter" no trecho acima, tal como traduzida e grafada pelos Cabalistas, é naturalmente o Éter de A Doutrina Secreta — a distinção na grafia não sendo feita pelos Cabalistas.

"Akasha, então, é Pradhana em outra forma, e como tal não pode ser o Éter, o agente sempre invisível, cortejado até mesmo pela ciência física. Tampouco é a Luz Astral." (S.D., vol. i. p. 277.)

Estas citações parecem tornar a distinção entre o Éter, o Éter (em sua grafia distinta) e a Luz Astral bastante clara.

Nas Transações do Lodge Blavatsky (vol. i. p. 53), a Luz Astral é ainda referida como os "resíduos de Akasha".

Há uma frase no vol. ii. de A Doutrina Secreta (p. 538) que parece identificar Akasha com a Luz Astral; mas pensamos que o contexto mostra que o termo Luz Astral está sendo usado aqui num sentido mais elevado, como "a Causa Universal em sua unidade e infinitude não manifestadas" (vol. ii. p. 539. Ver também i. 164, 218, 377, 456).

Agora, quanto a Mulaprakriti, esta é definida no Glossário Teosófico como "A raiz Parabrâhmica, o abstrato princípio feminino deífico — substância indiferenciada. Akasha. Literalmente, 'a raiz da Natureza (Prakriti)', ou Matéria." Mulaprakriti pode possivelmente ser considerada — metafisicamente — como estando em um Plano mais elevado do que Akasha; de fato, assim é mencionada na seguinte citação: —


"O Eterno Pai (Espaço) envolto em suas Vestes Sempre-Invisíveis." . . . As 'Vestes' representam o númeno da Matéria Cósmica indiferenciada.

Não é matéria como a conhecemos, mas a essência espiritual da matéria, e é coeterna e até mesmo una com o Espaço em seu sentido abstrato.

... É a Alma, por assim dizer, do Uno Infinito Espírito.

Os hindus a chamam de Mulaprakriti, e dizem que é a Substância primordial, que é a base do Upadhi ou Veículo de todo fenômeno, seja físico, psíquico ou mental.

É a fonte da qual Akasha irradia," (S.D., vol. i. p. 67.)

Embora não estejamos lidando aqui com matizes metafísicos de significado, pode ser útil para o estudante de A Doutrina Secreta fornecer a seguinte citação e referências sobre a relação de Mulaprakriti com Parabrahman — o Uno Absoluto Incondicionado.

"Parabrahman e Mulaprakriti são Um em realidade, porém Dois na concepção universal do Manifestado, mesmo na concepção do Uno Logos, a primeira 'Manifestação'. Aparece do ponto de vista objetivo como Mulaprakriti, e não como Parabrahman; como seu véu, e não a Una Realidade oculta por trás, que é incondicionada e absoluta." (S.D. vol. i. p. 294; ver também S.D., i. 46, 98, 202.)

Em Mulaprakriti temos, então, claramente o primeiro conceito abstrato de Objeto em contraste com Sujeito — essa grande polaridade ou dualidade que entra em toda a nossa consciência e experiência de existência.

Todos os sistemas dualistas não apenas começam, mas também terminam com essa polaridade ou oposição; eles nunca são considerados como resolvíveis em, ou como meros aspectos do, Uno Princípio Absoluto.

Os ensinamentos ocultos, no entanto, são monistas, não dualistas.

"Substância Raiz Pré-cósmica (Mulaprakriti) é aquele aspecto do Absoluto que subjaz a todos os planos objetivos da Natureza." (S.D., vol. i. p. 43.)

No início de um grande Manvantara (Ciclo de Evolução), Parabrahman se manifesta como Mulaprakriti, e então como

SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL

o Logos.

Este Logos .... constitui a base do lado-sujeito do Ser Manifestado, e é a fonte de todas as manifestações de consciência individual.

Mulaprakriti, ou Substância Cósmica Primordial, é o fundamento do lado-objeto das coisas — a base de toda evolução objetiva e cosmogênese.

A Força, então, não emerge com a Substância Primordial da latência parabrâhmica.

É a transformação em energia do pensamento supraconsciente do Logos, infundido, por assim dizer, na objetivação deste último a partir da latência potencial na Realidade Una.

. . . A Força, assim, não é sincrônica com a primeira objetivação de Mulaprakriti.

No entanto, como, à parte dela, esta última é absoluta e necessariamente inerte — uma mera abstração — é desnecessário tecer uma teia demasiado fina de sutilezas quanto à ordem de sucessão dos Últimos Cósmicos.

A Força sucede a Mulaprakriti; mas, menos a Força, Mulaprakriti é, para todos os efeitos práticos, inexistente (S.D., vol. ii. p. 27).

Ficará agora bastante claro que os três termos Mulaprakriti, Akasha e Éter aplicam-se apenas à Raiz do Universo fenomênico.

Considerados como Substância, são o aspecto feminino ou passivo do Uno Princípio Absoluto Incognoscível, que deve necessariamente permanecer in abscondito, sempre oculto por trás da "veste" do Universo fenomênico, ou por trás da Substância-Raiz, a partir da qual essa "veste" é formada.

O aspecto masculino ou de "Força" deste Supremo Absoluto (Parabrahman) é o Logos, representando a potência da Ideação Divina.

A este respeito, portanto, o próprio Logos é um aspecto individualizado do Uno; é aquele aspecto individualizado que "se torna", pelo processo de evolução, um Universo individual.

Quando, portanto, este Universo individual, fenomênico ou manifestado surge à existência "no princípio", temos este duplo modo do Uno manifestando-se como Força e Substância.

A Força é o pensamento do Logos, ou antes, a Ideia completa de todo o vasto Universo que está prestes a manifestar-se no tempo e no espaço, assumindo a forma de uma suprema inteligência Divina que denominamos Logos.

Devemos considerar este pensamento Divino ou Logos, portanto, como o Primum Mobile, o Princípio movente e energizante, que, por assim dizer, impregna ou fecunda o outro aspecto de Si mesmo, que é a Substância Primordial, de modo que essa Substância se torna, doravante, indistinguível do próprio Primum Mobile.


Isso se repete em todos os Planos — no Microcosmo como no Macrocosmo.

Por trás ou dentro de toda manifestação de "Matéria" jaz a "Força", e essa força é uma potência viva e consciente — não uma força mecânica — seja em Deuses, Mônadas ou Átomos.

"Traçai uma linha profunda em vosso pensamento entre a Essência eternamente incognoscível e a Presença, igualmente invisível, porém compreensível, Mulaprakriti ou Shekinah, de além e através da qual vibra o Som do Verbum (Logos), e da qual evoluem as inúmeras Hierarquias de Egos inteligentes, de Seres conscientes como semiconscientes 'aperceptivos', cuja essência é Força espiritual, cuja Substância são os Elementos, e cujos Corpos (quando necessários) são os átomos." (S.D. vol. i. p. 690.)

Todo Universo, por mais vasto que seja, ou por mais tempo que leve a percorrer seu curso de evolução e devolução, só podemos considerar como um único pensamento, uma única ideia no Infinito Todo do único Princípio Absoluto.

Sendo cada Universo, assim, uma coisa única e individualizada, o próprio Absoluto permanece sempre oculto por trás dele; e, em certo sentido, até mesmo fora dele; sendo, de fato, tanto imanente quanto transcendental.

Se, agora, porém, considerarmos apenas um Universo particular, nossa Substância Primordial estará na mesma relação com esse Universo que o único Princípio Absoluto tem com todos os Universos possíveis.

A Substância Primordial de qualquer Universo particular é, por assim dizer, o germe-plasma desse universo, já fecundado pela potência masculina da Ideação Divina.

Quando, portanto, essa frutificação ocorreu no "Ovo Mundano", podemos agora considerar a Substância desse "ovo" — Mulaprakriti, a Raiz da Natureza — como aquela

SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL

da qual todo o Universo surge ou evolui, e à qual deve finalmente retornar quando o grande ciclo tiver completado seu curso.

Em certo sentido, podemos conceber o pensamento divino do Logos como ainda energizando e sustentando o todo, como ainda operante na Substância Primordial per se. Mas, como desejamos não traçar uma distinção metafísica demasiado sutil, não precisamos nos alongar nesse ponto.

O que desejamos, no entanto, tornar abundantemente claro é isto: que quando recuamos diretamente à Substância Primordial em sua fonte e origem, estamos lidando com uma Substância Viva Divina, e uma Potência Divina.

"Uma teoria cosmogônica, para se tornar completa e compreensível, tem de começar com uma Substância Primordial difundida por todo o Espaço ilimitado, de natureza intelectual e divina.

Essa Substância deve ser a Alma e o Espírito, a Síntese e o Sétimo Princípio do Kosmos Manifestado, e, para servir como um Upadhi (Base) espiritual a esta, deve haver o sexto, seu veículo — Matéria Física Primordial, por assim dizer, embora sua natureza deva escapar para sempre aos nossos limitados sentidos normais." (S.D., vol. i. p. 650.)

Temos nas citações acima uma indicação muito clara do conceito primário e fundamental da Ciência Oculta a respeito dos últimos elementos do que conhecemos como Matéria e Força.

Na forma em que são aqui enunciados, são conceitos puramente filosóficos, livres de qualquer viés especial pertencente a qualquer sistema particular de Ciência, Filosofia ou Religião.

Afirma simplesmente que o Universo é a expressão de Vida, Pensamento, Consciência.

Estes são o Princípio energizante e guia em todos os Processos Cósmicos, enquanto aquilo que aparece sob a forma de Matéria é o correlato objetivo dessa atividade primária da Vida Una, ou Existência.

Poderíamos até substituir a ideia de Vida pela de Movimento, mas, ao fazê-lo, ainda teríamos de postular que esse Movimento — Movimento Absoluto, Abstrato — é o de um lado o Sujeito, ou Consciência, e do outro o Objeto, ou Matéria.


"O que é, então, a 'Substância Primordial', esse misterioso objeto do qual a Alquimia sempre falava, e que foi o tema da especulação filosófica em todas as épocas? O que pode ela ser, afinal, mesmo em sua pré-diferenciação fenomênica? Mesmo isso é o Tudo da Natureza manifestada e — nada para os nossos sentidos.

Ela é mencionada sob vários nomes em toda cosmogonia, referida em toda filosofia, e demonstrada ser, até hoje, o Proteu sempre esquivo na Natureza.

Nós a tocamos e não a sentimos; nós a olhamos sem vê-la; nós a respiramos e não a percebemos; nós a ouvimos e cheiramos sem o menor conhecimento de que ela está ali; pois ela está em cada molécula daquilo que, em nossa ilusão e ignorância, consideramos como Matéria em qualquer de seus estados, ou concebemos como um sentimento, um pensamento, uma emoção.

Em suma, ela é o Upadhi, ou Veículo, de todo fenômeno possível, seja físico, mental ou psíquico.

Nas frases iniciais do Gênesis, e na Cosmogonia Caldeia; nos Puranas da Índia, e no Livro dos Mortos do Egito; em toda parte ela abre o ciclo da manifestação.

Ela é denominada Caos, e a Face das Águas, incubada pelo Espírito, procedente do Desconhecido, qualquer que seja o nome desse Espírito." (D.S. vol. i. p. 352.)

Referências adicionais úteis sobre o assunto deste capítulo podem ser encontradas em — A Doutrina Secreta, vol. i. pp. 39, 85, 92, 104, 110, 294, 361, 460, 585; Transações do Lodge Blavatsky, vol. i. pp. 4, 5, 6, 35, vol. ii. pp. 3, 11, 15, 19, 30; Discursos sobre o Bhagavad Gita (T. Subba Row), pp. 10 a 13.

CAPÍTULO IV

A NATUREZA SUBSTANCIAL DA FORÇA

Todos os fenômenos objetivos com os quais estamos familiarizados, ou que podemos conceber, exigem um mínimo de dois fatores para sua produção.

Esses dois fatores são (a) algo que se move, isto é, Matéria, e (b) algo pelo qual ela é movida, isto é, Força.

Temos sempre, então, de considerar a Força como, em certo sentido, superior à Matéria, na medida em que é o princípio ativo, enquanto a Matéria é, em sua relação com a Força, passiva, receptiva ou inerte.

Mas, se postularmos uma Substância-Força Primordial, perdemos de vista essa distinção; a Força é, nessa Substância, indistinguível da própria Substância.

No lado mais além, no lado noumenal dessa Substância, temos, como já vimos, podido postular a energia do Pensamento Divino ou Ideação como o princípio motor ativo; mas, uma vez que esse Princípio tenha energizado na Substância, ele é indistinguível da própria Substância.

Em linguagem mais convencional, diríamos de fato que, no mundo fenomênico, Deus é indistinguível da Natureza, sendo Sua ação conhecida ou reconhecida apenas como lei natural.

Como, então, recuperamos a distinção entre Força e Matéria neste lado — o lado fenomênico — da Substância?

Há duas maneiras pelas quais podemos conceber que isso seja feito.

Em primeiro lugar, podemos conceber que, tão logo surja qualquer forma particular de movimento na Substância Primordial, constituindo assim "Matéria", a Substância Primordial original estará na relação de "Força" para com essa "Matéria". Teremos então dois Planos de Substância, um dos quais, o "superior", estará em relação de força com o outro, o Plano "inferior" ou material.

Tal relação, de fato, é precisamente o que temos na relação do Éter com a matéria física.

A matéria física é Éter em substância — uma forma ou modo especial de Éter — mas o próprio Éter está em relação de força com o Plano inferior ou material.

Podemos conceber, de fato, vários desses Planos existindo no Cosmos, cada um sendo uma modificação especial da Substância Primordial, e cada Plano "superior" tendo uma relação de força com os que estão abaixo dele, enquanto, ao mesmo tempo, é ele próprio um Plano "material" para os que estão acima dele. Esse conceito, como mostrado no Capítulo IX, é fundamental na Ciência Oculta.

Em segundo lugar, podemos conceber que certas formas ou modos de movimento da Substância Única constituem a Matéria, enquanto certas outras formas ou modos constituem a Força; e isso pode ser o caso mesmo em qualquer Plano particular.

Assim, no Plano Etérico, certas formas de Movimento constituem a matéria física, enquanto outras são luz, calor, eletricidade, magnetismo, etc.

(ver citação de Sir Oliver Lodge, p. 15).

Se perguntarmos por que certas formas de movimento deveriam ser objetivas para a nossa consciência, e assim constituir matéria, enquanto outras formas da mesma Substância são subjetivas, e constituem força ou forças, só podemos responder que tal é o fato empírico da nossa Consciência.

Muito concebivelmente pode haver outros modos de Consciência para os quais aquelas

A NATUREZA SUBSTANCIAL DA FORÇA

formas de movimento que são para nós forças invisíveis seriam formas objetivas de matéria; e, de fato, que assim seja é o ensinamento específico da Ciência Oculta.

**Os Ocultistas, que têm boas razões para isso, consideram todas as forças da Natureza como estados veritáveis, embora supersensuais, da Matéria; e como objetos possíveis de percepção para seres dotados dos sentidos necessários." (D.S., vol. i. p. 167.)

"Os últimos (Ocultismo) sustentam que esses tremores etéricos (luz, calor, etc.) não são produzidos, como afirma a Ciência, pelas vibrações das moléculas dos corpos conhecidos, a Matéria da nossa consciência objetiva terrestre, mas que devemos buscar as Causas últimas da luz, do calor, etc. na Matéria existente em estados supersensuais — estados, no entanto, tão plenamente objetivos para o olho espiritual do homem quanto um cavalo ou uma árvore o é para o mortal comum. Luz e calor são os fantasmas ou sombras da Matéria em Movimento." (D.S., vol. i. p. 561.)

Todo modo individual de movimento na Substância Única deve necessariamente ser um centro de Força, ou um modo de Força; mas são apenas aqueles centros ou modos particulares que são objetivos para a nossa consciência presente que erroneamente chamamos de Matéria.

Desde a descoberta dos elétrons, contudo, a Ciência aproximou-se distintamente dos ensinamentos ocultos e, de fato, o atual conflito de opiniões entre os próprios físicos dá-se entre aqueles que ainda se apegam a uma partícula material em si mesma e aqueles que consideram o elétron meramente como um "centro de força", ou "núcleo de tensão intrínseca" na substância do Éter.

Até agora, porém, no que concerne às nossas distinções físicas, verificamos que os nossos átomos e moléculas químicas — e mesmo os elétrons — são objetos distintos ou discretos, que podem ser influenciados, isoladamente ou em conjunto, por outros modos de movimento da Substância que designamos como "Forças". Até esse ponto, portanto, e negligenciando o movimento interno do átomo ou da molécula, essas formas de matéria assumem uma aparência passiva ou inerte, aquele aspecto, de fato, que comumente associamos à ideia de Matéria.

Em si mesma, em sua própria natureza inerente, a Matéria tem tanto direito de ser uma "Força" quanto qualquer outra coisa; e igualmente toda "Força" tem tanto direito a uma natureza substancial quanto aquilo que chamamos de "Matéria".


"Ora, o que a Ciência física nos diz sobre essas 'Forças', Som, Luz, Cor, etc.? O Som, diz ela, é uma sensação produzida pelo impacto das moléculas atmosféricas sobre o tímpano, que, ao provocar delicados tremores no aparelho auditivo, comunica assim suas vibrações ao cérebro. A Luz é a sensação causada pelo impacto de vibrações inconcebivelmente minúsculas do éter sobre a retina do olho. Assim também dizemos nós. Mas esses são simplesmente os efeitos produzidos em nossa atmosfera e em seus arredores imediatos; tudo, de fato, que cai dentro do alcance de nossa consciência terrestre." (S.D., vol. i. p. 605.)

"Eletricidade, luz, calor, etc. foram apropriadamente denominados os 'Fantasmas ou Sombras da Matéria em Movimento', i.e., estados supersensoriais da Matéria cujos efeitos apenas somos capazes de conhecer." (S.D., vol. i. p. 170.)

"Faraday, Boscovitch e todos os outros, contudo, que veem nos átomos e moléculas centros de força e no elemento correspondente.

"Força, uma Entidade por si mesma, estão muito mais próximas da verdade." {D.S., vol. i. p. 552.)

"Se eles (os homens da Ciência) quisessem sondar a natureza última dessas Forças, teriam primeiro de admitir sua natureza substancial, por mais supersensível que essa natureza possa ser." (D.S., vol. i. p. 560.)

"As Ciências Ocultas não consideram nem a eletricidade, nem qualquer das Forças supostamente geradas por ela, como Matéria em qualquer dos estados conhecidos pela Ciência Física; para dizê-lo mais claramente, nenhuma dessas Forças, assim chamadas, é um sólido, gás ou fluido. Se não parecesse pedante, um Ocultista até objetaria que a eletricidade fosse chamada de fluido — pois ela é um efeito, não uma causa. Seu Noumenon é uma Causa Consciente." (D.S., vol. i. p. 563.)

Deve-se notar aqui, e compreender claramente, que ao falar de Causas, A Doutrina Secreta trata, em quase todos os casos, do Noumenon dos fenômenos, e não do que convencionalmente chamamos de causa de um certo evento.

Podemos distinguir claramente entre dois tipos de causas de qualquer evento ou fenômeno particular.

Temos, em primeiro lugar, a causa imediata, como algo que ocorre sequencialmente no tempo; por exemplo, se eu toco um sino, pode-se dizer que a causa do som é o meu ato.

O golpe que dou ao sino faz com que ele vibre; essas vibrações são comunicadas à atmosfera e propagadas como ondas sonoras.

Elas incidem sobre o seu tímpano e são a causa de você ouvir o som do sino.

Nas moléculas e células do seu cérebro, outras coisas acontecem; há, de fato, uma sequência interminável de causa e efeito, cada efeito tornando-se, por sua vez, a causa de um efeito posterior.

Isso podemos chamar de linha horizontal de causa e efeito no tempo.

Mas, além disso, há, em segundo lugar, outro conjunto de causas: pois podemos voltar ao nosso sino e perguntar por que ele deveria vibrar de certa maneira, de modo a emitir um certo som? Qual é a sua estrutura molecular e atômica que lhe permite vibrar assim? O que são os próprios átomos e moléculas, para que possam vibrar de todo, e como podem as vibrações ser comunicadas assim à atmosfera? Estas, e uma infinidade de questões semelhantes, levam-nos, por assim dizer, a outra região ou dimensão de causas, numa direção bastante diferente da nossa linha horizontal de sequência no tempo.

Aqui não há sequência; as questões estão inteiramente ligadas à natureza da matéria ou substância, à natureza da força: e para respondê-las temos de procurar a causa numa direção interior, numa linha que vai à raiz desses fenômenos, uma raiz que jaz no espaço, não no tempo.

É uma causa sempre presente; está aqui e agora, em cada momento do tempo.

Poderíamos, portanto, simbolizá-la por uma linha vertical, em ângulo reto com a nossa linha horizontal de causa e efeito.

Nesta linha de causas, também, teríamos de procurar a resposta à questão sobre o que somos nós — o sujeito consciente que pode ouvir o som —, por meio do qual podemos estar cientes dos fenômenos de todo.

Ao falar, então, de "as Causas que produzem vibrações etéreas", ou da eletricidade como sendo "um efeito, não uma causa", A Doutrina Secreta está lidando com a linha vertical de causa e efeito, e não com a horizontal.


Se produzirmos vibrações etéreas por meio do aparelho de Marconi, por exemplo, estaremos lidando, por outro lado, com a linha horizontal.

As seguintes citações podem ser dadas em maior exposição do ponto de vista de A Doutrina Secreta quanto à natureza da Força, ou Energia, em sua relação com a Matéria, ou Substância.

"  No entanto, aquilo que é chamado de 'energia' ou 'força' na Ciência .... nunca é, de fato, e não pode ser, energia sozinha; pois é a Substância do mundo, sua Alma, o Todo-permanente, Sarvaga (a suprema 'Substância-Mundo'), em conjunção com Kala, o Tempo." {S.D., vol. i. p. 637.)

"  Ela (a Ciência Moderna) poderia aprender, por exemplo, o significado místico, alquímico e transcendental, das muitas substâncias imponderáveis que preenchem o espaço interplanetário, e que, interpenetrando-se mutuamente, são a causa direta, no extremo inferior, da produção de fenômenos naturais que se manifestam através da chamada vibração. O conhecimento da natureza real, não hipotética, do Éter, ou antes, do Akasha, e de outros mistérios, em suma, pode sozinho levar ao conhecimento das Forças." (S.D., vol. i. p. 641.)

"  Nenhum experimentador pode ter algo a ver com a matéria propriamente dita, mas apenas com as forças nas quais ele a divide. Os efeitos visíveis da matéria são apenas os efeitos da força. . . . Aquilo que agora é chamado de matéria nada mais é do que a agregação de forças atômicas, para expressar a qual a palavra 'matéria' é usada; fora disso, para a ciência, a matéria é apenas uma palavra vazia de sentido." {S.D., vol. iii. p. 398.)

A Substância Primordial — ou seja, o Éter — que a Ciência moderna concebe, é postulada como sendo "perfeitamente homogênea, contínua e simples em estrutura"; em outras palavras, é concebida como, em certo sentido, toda-semelhante; e essa ideia substitui a antiga teoria das partículas ou átomos últimos todos-semelhantes.

Mas a Ciência moderna não tem conceito a oferecer sobre como essa Substância toda-semelhante pode diferenciar-se em todos os vários modos de força e formas de matéria, visíveis e invisíveis, que constituem nosso Universo atual, ou como qualquer processo de evolução poderia começar em tal

A NATUREZA SUBSTANCIAL DA FORÇA

Substância toda-semelhante sem o auxílio de alguma Força extrínseca — para não mencionar a Inteligência Consciente.

Mesmo que nos limitemos a uma ideia puramente física da Substância Una, não é evidente por si mesmo que essa Substância não pode ser inteiramente uniforme, ou "simples em estrutura", assim como a célula germinativa impregnada que, em pouco tempo, evolui para uma planta ou um ser humano?

A Ciência moderna, contudo, ainda está muito longe do conceito fundamental da Ciência Oculta: que um Universo particular, ou um Sistema Solar particular, com todas as suas características especiais, evolui tão inevitavelmente de um núcleo particular de Substância Primordial — vivificado ou energizado por um Logos particular — como um indivíduo humano particular evolui de uma célula germinativa particular.

Devemos tratar brevemente do esquema geral da Evolução Cósmica, conforme exposto em A Doutrina Secreta, antes de passarmos a considerar mais especificamente essas formas de matéria e força com as quais estamos diretamente familiarizados no Plano Físico, ou através de nossos sentidos físicos.

Para maior exposição, o estudante pode ser remetido às seguintes páginas de A Doutrina Secreta — vol. i. pp. 43, 171, 302, 366, 481, 555-6-7, 659, 661, vol. ii. p. 27.

CAPÍTULO V

O ALVORECER DA EVOLUÇÃO

Embora não pertencendo estritamente à província da Física, mas antes à Metafísica, os estágios iniciais na evolução de um Cosmos ou Universo Fenomênico Manifestado — ou, por correspondência e analogia, de um Sistema Solar — conforme exposto em A Doutrina Secreta, exigem uma breve exposição, pois é a chave para a compreensão de todos os processos posteriores.

Na Filosofia Oculta, tudo o que tem existência fenomênica no tempo e no espaço está sujeito à lei da evolução ou periodicidade; sua existência na forma fenomênica é temporária e finita.

Todo fenômeno pode ser considerado sob dois aspectos: (a) como uma coisa individual, isto é, em sua própria história particular ou individual; e (b) em sua relação com alguma unidade maior da qual faz parte.

Torna-se uma coisa individual na medida em que é diferenciado, separado ou limitado (em consciência), e assim posto em contraste com outros fenômenos.

Mas isso nunca pode ser uma coisa individual ou separada em si; nunca podemos analisá-la como tal de forma definitiva; suas conexões e relações se estendem ao infinito.

A ciência encontra certos princípios operantes em todos os fenômenos conhecidos, e desse fato deduz uma relação fundamental, ou uma unidade de todos os fenômenos em um Princípio Raiz — Substância Primordial.

Cada coisa individual

A AURORA DA EVOLUÇÃO

deve ser algum modo ou aspecto dessa Substância Raiz Única, e assim não existe realmente no Universo qualquer coisa individualizada ou separada: uma coisa, isto é, existindo em ou por si mesma, sem qualquer conexão ou relação fundamental e inseparável com todas as outras coisas; tal coisa, ou seja, que pudesse ser total, plena ou completamente explicada em ou por si mesma, sem qualquer referência a qualquer outra coisa.

Cada coisa deve sua coisidade às limitações sob as quais é cognoscível pela Consciência; ou, em outras palavras, à maneira como pensamos nela. Se pudéssemos ver e conhecer uma coisa em todas as suas relações e proporções — a "coisa em si" — ela nos revelaria todo o Universo, passado, presente e futuro.

Já vimos que a Ciência Oculta, reconhecendo essa Unidade fundamental e essencial, não pode considerar qualquer fenômeno, por mais vasto que seja, como outra coisa senão uma coisa individual; um aspecto individualizado do Uno.

Para a Ciência Oculta, portanto, todo o Universo Manifestado é uma coisa individual; qualquer Universo particular, por mais que dure, é meramente um aspecto individualizado ou fenomenal da Existência Absoluta Una, e como tal é temporário e finito.

"Além disso, a Doutrina Secreta afirma .... a Eternidade do Universo em sua totalidade como um plano ilimitado; periodicamente 'o palco de inúmeros Universos incessantemente manifestando-se e desaparecendo', como diz o Livro de Dzyan: 'O aparecimento e desaparecimento dos Mundos é como um fluxo e refluxo regular das marés.'" {S.D., i. 45.)

Este aspecto individualizado, ou Ideia Divina, de qualquer Universo particular é representado, em primeira instância, pelo Logos desse Universo, que é, portanto, a Potência Divina de tudo o que é ou pode ser naquele Universo particular.

O desdobramento dessa Ideia, ou a sua manifestação na Consciência através dos modos de tempo e espaço, constitui o processo que conhecemos como Evolução.

O que conhecemos como Evolução, no entanto, é apenas metade do processo; pois a evolução, ou desdobramento, deve ser seguida pela devolução ou involução: um retirar-se ou retorno à fonte original; um re-tornar-se o Uno — em consciência: pois nunca é, em realidade, outra coisa senão o Uno — uma ideia que, mesmo em seu sentido físico, a ciência moderna ainda não alcançou.


Esse processo cíclico de evolução e devolução, ou involução, ocorre correspondentemente em todos os ciclos menores e em todos os planos.

A matéria física, por exemplo, evoluiu a partir da substância etérica, e no curso do tempo deve retornar ou ser redissolvida nessa substância.

A desintegração do átomo químico, como observada no fenômeno do Rádio e de algumas outras substâncias, é de fato a evidência de que esse processo está ocorrendo até agora.

Vimos (p. 34) que a Ideia individualizada do Universo que está prestes a evoluir — representada pelo Logos — é, em seu primeiro aspecto objetivo, Mulaprakriti, ou Substância Primordial.

Essa Substância é o "Corpo" ou "Vestimenta" no qual a Ideia se reveste; e assim como a própria Ideia é uma Potência Viva, também o "Corpo" é Substância Viva.

Na visão da Ciência Oculta, toda Substância, toda Matéria, é Substância Viva e Matéria Viva.

A Ciência Oculta não reconhece as distinções arbitrárias que a Ciência Moderna faz entre matéria viva e morta, pois estas se baseiam meramente nas limitações de nossas percepções sensoriais.

"A Matéria da Ciência pode ser, para todos os propósitos objetivos, uma matéria morta e totalmente passiva; para o ocultista, nem um átomo dela pode estar morto — a Vida está sempre presente nela." (S.D., iii. p. 399.)

Agora, assim como a célula-germe de uma planta, de um animal ou de um homem é composta de matéria viva, ou substância, e tem dentro de si a potência de evoluir para uma manifestação especial de vida, e uma espécie e um indivíduo particulares ou especiais, assim também, na Ciência Oculta, a Substância Primordial de um Universo, ou de um Sistema Solar, impressa ou impregnada

O   AMANHECER   DA   EVOLUÇÃO

com a Potência Viva da Ideia Divina ou do Logos, é a Célula-Germe do Universo ou Sistema que há de ser, que há de evoluir ou desdobrar-se no tempo e no espaço.

Assim como o ser humano está, de fato, já contido potencialmente na célula-germe única, assim também o Universo já está contido nessa Substância Primordial, e deve inevitavelmente evoluir dela à sua própria maneira particular, assim como o homem individual, com todas as suas características especiais, deve evoluir de sua própria célula-germe particular.

Assim, o Universo em embrião na Substância Primordial é frequentemente referido na Ciência Oculta como o "Ovo do Mundo", ou "Ovo Mundano", e na Filosofia Oriental como o "Ovo de Brahma". A ideia está incorporada em uma grande quantidade de Simbologia antiga.

"O 'Ovo do Mundo' é, talvez, um dos símbolos mais universalmente adotados, altamente sugestivo como é, igualmente no sentido espiritual, fisiológico e cosmológico.

Portanto, ele é encontrado em toda teogonia mundial, onde está amplamente associado ao símbolo da serpente, sendo esta última, em toda parte, tanto na filosofia quanto no simbolismo religioso, um emblema da eternidade, da infinitude, da regeneração e do rejuvenescimento, bem como da sabedoria.

O mistério da aparente autogeração e evolução através de seu próprio poder criativo, repetindo em miniatura, no ovo, o processo da evolução cósmica — ambos devidos ao calor e à umidade sob o influxo do espírito criativo invisível — justificou plenamente a seleção desse símbolo gráfico." (S.D., vol. i. p. 94.)

No início da evolução, então, no início do grande Processo Mundial para qualquer Universo ou Sistema particular, este "Ovo Mundano", cuja substância é Mulaprakriti, começa a germinar ou diferenciar-se; e temos de nos perguntar quais serão os primeiros estágios desse processo.

Aplicando o princípio de correspondência e analogia, descobriremos que as primeiras diferenciações no ou do "Ovo do Mundo" ou Substância devem ser de tal natureza que sejam quase indistinguíveis da Substância original.

Em outras palavras, a Substância Raiz Una deve diferenciar-se em algumas grandes formas ou modificações cósmicas muito antes de se diferenciar nos complexos átomos e moléculas do nosso plano físico inferior.


Como a Vida Una também é aparentemente diferenciada ou individualizada pari passu com essa separação ou individualização da Substância — visto que temos "aqui embaixo" aparentemente vidas individuais associadas a formas individuais de matéria — devemos também postular que, assim como o Logos — até onde nos concerne — é praticamente idêntico ao Uno Absoluto e indistinguível dele, assim também as primeiras diferenciações do Logos serão praticamente indistinguíveis do próprio Logos.

Em outras palavras, os mais elevados aspectos individualizados do Logos serão quase universais em sua natureza e poderes, e na Substância que é sua vestimenta externa e manifestação.

Serão, de fato, Inteligências ou Poderes Divinos, cada um, no entanto, até certo ponto especializado em sua natureza, embora praticamente refletindo o todo.

A Ciência Oculta postula assim que, uma vez que na raiz de Tudo está a Vida UNA, assim também na raiz de todo fenômeno especializado ou individualizado está uma vida.

"Os Ocultistas sustentam que todas as 'Forças' dos Cientistas têm sua origem no Princípio Vital, a Vida Una coletiva do nosso Sistema Solar — sendo essa 'Vida' uma porção, ou antes, um dos aspectos da Vida Universal Una." (S.D., vol. i. p. 647.)

O Princípio de Vida, ou Energia Vital, que é onipresente, eterno, indestrutível, é uma Força e um Princípio como númeno, enquanto é Átomos, como fenômeno.

É uma e a mesma coisa, e não pode ser considerado como separado exceto no Materialismo." {S.D., vol. ii. p. 710.)

Nas primeiras diferenciações ou individualizações, portanto, da Vida Una (ou do Logos) teremos formas Cósmicas de Vida e Consciência, e também formas Cósmicas de Substância, inteiramente além do alcance, no entanto, do nosso entendimento e conhecimento em qualquer coisa que conhecemos como Vida e Consciência, ou como Matéria ou Substância, dentro dos limites da nossa experiência física.

Essas diferenciações ou individualizações primordiais da

O ALVORECER DA EVOLUÇÃO

Vida Una do nosso Universo são nomeadas de várias maneiras em diferentes sistemas de Cosmogonia e Teogonia, mas em A Doutrina Secreta elas são geralmente referidas como Dhyan Chohans, um termo sânscrito que significa literalmente "Os Senhores da Luz". Elas são o Númeno de todas as várias Forças na Natureza, enquanto seus "corpos" são aquelas diferenciações especiais da Substância Primordial que são conhecidas na Ciência Oculta como os Elementos (não os elementos químicos), sendo esses Elementos ainda desconhecidos da moderna Ciência Física, mas frequentemente referidos pelos Antigos e pelos Alquimistas.

Consideraremos a natureza desses Elementos mais plenamente em nosso próximo capítulo.

"O Ocultismo vê em todas essas Forças e manifestações uma escada, cujos degraus inferiores pertencem à Física exotérica, e os superiores são traçados até um Poder vivo, inteligente, invisível, que é, como regra, a Causa despreocupada, mas, excepcionalmente, a consciente, dos fenômenos nascidos dos sentidos designados como esta ou aquela lei natural." {S.D., vol. i. p. 605; ver também, S.D., i. 536, 542, 566.)

Temos a correspondência e analogia exatas disso em nossa própria vida e consciência individuais em sua relação com o corpo físico.

Cada pensamento, ou cada ato consciente de vontade de nossa parte, é a causa de certas mudanças fisiológicas definidas, que em sua última análise como meros acontecimentos físicos são simplesmente mudanças químicas moleculares e atômicas.

Materialismo postula essas mudanças moleculares e atômicas como a causa da consciência.

"Os fenômenos peculiares da consciência", diz Haeckel, "devem ser reduzidos aos fenômenos da física e da química." Nenhum materialista, contudo, jamais demonstrou logicamente como qualquer agregado de átomos mortos pode ter consciência de outros agregados de átomos semelhantes; como qualquer agregado de átomos mortos, isto é, pode possuir a característica mais simples possível da consciência, ou seja, a percepção — para não mencionar aquelas características superiores que sabemos estar em nossa posse, isto é, pensamento, vontade, emoção.

Enigma do Universo, 6ª ed., p. 65.


A Ciência moderna, em sua análise do funcionamento corporal, detém-se nos átomos e moléculas; só pode tratar o funcionamento fisiológico, em última instância, como uma questão de física e química.

No entanto, mesmo a Ciência moderna está ciente de que há outras "forças" sutis operando no corpo; que pelo menos o cérebro, a coluna vertebral e os nervos são o meio e os canais para a transmissão e o jogo de correntes que se supõem ser de natureza elétrica (isto é, etérica).

Assim também, em sua análise do Macrocosmo, a Ciência moderna detém-se no movimento de átomos hipotéticos — embora mesmo estes não possam encontrar fundamento ou explicação à parte do Éter hipotético, que se encontra na relação de força para com a matéria física.

A Ciência Oculta, por outro lado, trata definitivamente dos corpos ou veículos internos e mais sutis da Mônada consciente ou Ego, e vê no funcionamento fisiológico, bem como no pensamento, a operação desses corpos substanciais internos, que correspondem a modificações definidas da única Substância Raiz que constitui os grandes Planos Cósmicos de Matéria ou Substância, e são formados por elas.

Todos esses corpos se interpenetram e agem e reagem entre si em qualquer função corporal isolada; mas a ciência física — lidando apenas com a matéria física — é naturalmente incapaz de detectar o corpo sutil interno, que se encontra na relação de uma força para com a matéria da qual o corpo físico é construído.

Já mostramos, de fato, que essas forças são tão substanciais quanto a própria matéria física.

Em seu aspecto cósmico, como Planos de Substância, elas são os "corpos" dos grandes Poderes e Inteligências Cósmicas a que agora se aludiu.

Quando essas forças que chamamos de pensamento, vontade ou emoção entram em ação em nós mesmos, certos acontecimentos fisiológicos ocorrem em nossas células cerebrais e no corpo físico; mas dos detalhes fisiológicos desses acontecimentos somos normalmente totalmente inconscientes, mesmo quando não somos completamente ignorantes de sua natureza.

O AMANHECER DA EVOLUÇÃO

O que chamamos de "nós", o Ego consciente e pensante, é a causa desses acontecimentos físicos; mas somos normalmente todos inconscientes — tendo nossos próprios assuntos cósmicos a atender — dos efeitos que nosso pensamento, vontade, desejo ou emoção produz no cosmos de nossos corpos, entre os milhões de milhões de vidas que habitam, constroem e funcionam em nosso organismo.

Assim, mantemos a mesma relação com o cosmos de nossos corpos que o Logos mantém com o Cosmos como um todo, ou que qualquer um dos "Poderes vivos, inteligentes, invisíveis" inferiores da Filosofia Oculta mantém com sua própria parte particular desse Cosmos.

Eles são descritos como a "causa despreocupada, mas, excepcionalmente, consciente, dos fenômenos nascidos dos sentidos designados como esta ou aquela lei natural."

Por outro lado, nós — em nossa consciência normal, limitada e restrita — nada sabemos da Vida Cósmica dessas Inteligências Divinas cujos "corpos" são o Universo Manifestado, e cujos "pensamentos" são os Acontecimentos Cósmicos.

Assim também as células, ou corpúsculos sanguíneos, ou micróbios de nossos corpos — cada um individualmente uma vida consciente — nada sabem de nós, de nossos assuntos cósmicos, ou da natureza daquele pensamento ou emoção nossa que é vida ou morte para eles, ou que causa inúmeros acontecimentos físicos em seu próprio ambiente imediato e universo.

Assim como a nossa natureza objetiva, qualquer corpo que possamos possuir — físico, astral ou mental — é formado a partir da Única Substância, de modo que literalmente vivemos nos corpos ou no corpo do Logos, assim também a nossa natureza subjetiva, a nossa vida e consciência, deve estar enraizada e fundamentada nEle.

Se pudéssemos rastrear a nossa vida e consciência até a sua raiz, inevitavelmente descobriríamos que ela é una com a vida e consciência maiores do Logos, assim como descobriríamos que toda a substância do nosso corpo é a Única Substância Primordial, se pudéssemos analisá-la até a sua raiz e fonte mais íntimas; até aquilo que ela é em sua natureza inerente e indestrutível, e não em sua mera forma fenomênica.


Já vimos que, "menos a Força, Mulaprakriti é, para todos os efeitos práticos, inexistente" (S.D., vol. ii. p. 27), e podemos igualmente dizer que, para todos os efeitos práticos, a Força sem Mulaprakriti também é inexistente.

Em outras palavras, quando lidamos com a Substância Primordial como a Raiz ou o começo desse vasto processo de diferenciação ou evolução que traz o Universo fenomênico à existência em toda a sua complexidade, estamos lidando com uma Força-Substância, com um Arqueu automotor; e uma vez que todo fenômeno individualizado — toda forma de "matéria" — é Substância Primordial, ela deve ter Força — ou Vida — inerente a si, e essa Força se manifesta a nós como Movimento inerente.

"A Vida Una, eterna, invisível, porém onipresente, sem começo nem fim, porém periódica em suas manifestações regulares... Seu único atributo absoluto, que é Ela mesma, o eterno, incessante Movimento, é chamado na linguagem esotérica de Grande Sopro, que é o movimento perpétuo do Universo, no sentido de Espaço ilimitado e sempre presente.

Aquilo que é imóvel não pode ser Divino.

Mas não há nada, em fato e realidade, absolutamente imóvel dentro da Alma Universal." (S.D. vol. i. p. 32.)

Desde o início da herança do homem, desde o primeiro aparecimento dos arquitetos do globo em que ele vive, a Deidade não revelada foi reconhecida e considerada sob seu único aspecto filosófico — Movimento Universal, o frêmito do Sopro criativo na Natureza.

O Ocultismo resume a Existência Una assim: Deidade é um Fogo arcano, vivo (ou em movimento), e as testemunhas eternas dessa Presença invisível são Luz, Calor, Umidade — essa trindade incluindo, e sendo a causa de, todo fenômeno na Natureza.

O movimento intracósmico é eterno e incessante; o movimento cósmico — o visível, ou aquilo que está sujeito à percepção — é finito e periódico.

Como abstração eterna, é o Sempre Presente; como manifestação, é finito tanto na direção do vir quanto na oposta, sendo os dois o Alfa e o Ômega de reconstruções sucessivas." {S.D., vol. i. p. 32.)

Podemos, portanto, muito consistentemente, em todos os estágios inferiores ou posteriores do processo evolutivo, perder de vista nossas distinções originais quanto à dualidade de Força e Substância, e podemos lidar apenas com a Substância, lembrando, porém, que essa Substância, qualquer que seja a forma fenomênica que assuma, seja a de "Deuses, Mônadas ou Átomos", de Elementos Cósmicos ou moléculas químicas, nunca pode ser uma coisa morta, mas deve ter dentro de si esse Movimento inerente, que, em seu aspecto mais elevado, é o Poder Vivo do Pensamento Divino do Logos.

Nesta fase, portanto, podemos convenientemente deixar nossas distinções primárias e fundamentais, e lidar com o processo evolutivo como simplesmente uma diferenciação da Substância Primordial.

Deste ponto, de fato, podemos até nos encontrar mais ou menos de acordo com a ciência puramente materialista, pois estaremos agora lidando com uma Força-Substância, uma Substância na qual a Força ou o Movimento é inerente, e da qual é indistinguível.

Os dois fatores com os quais temos que lidar em todos os fenômenos, considerados como realidades objetivas, são, de fato, Substância — ou Matéria — e Movimento.

Esses dois fatores não se encontram apenas como uma análise final, mas devem necessariamente estar presentes em cada parte, em cada fenômeno individual.

Repitamos: toda "Matéria" é Força-Substância, e toda "Força" é Substância-Força.

"Para a Ciência Oculta, força e matéria são apenas dois lados da mesma substância." (A Doutrina Secreta, vol. i. p. 683.)

Partindo deste ponto de vista, podemos então considerar o grande Processo Mundial de evolução como um processo de diferenciação que se instala na Prima Materia deste presente Universo; ou, por correspondência e analogia, no primeiro núcleo de Matéria Cósmica (Nebulosa), que futuramente se tornará um Sistema Solar.

Este processo resulta, em primeira instância, na formação dos grandes Elementos e Planos Cósmicos e, subsequentemente, de várias formas de matéria atômica e molecular, tais como as que agora conhecemos neste Globo como os diversos elementos químicos.

CAPÍTULO VI

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

Pode-se dizer que a Ciência Moderna reconheceu claramente que todos os diversos tipos de matéria com os quais temos contato físico, e que recebem o nome de elementos químicos, foram derivados ou evoluídos por algum processo cósmico a partir de, ou em, uma Substância primitiva, à qual Sir Wm. Crookes, já em 1886, deu o nome de Protyle.

Este também sempre foi o ensinamento da Ciência Oculta; mas a Ciência Oculta afirma que o Protyle de nossa matéria física não é a Substância Raiz Primordial do Universo, mas é ele próprio uma diferenciação cósmica dessa Substância; e ainda, que existem várias outras dessas diferenciações, formando o que é conhecido em geral como os grandes Planos Cósmicos de Substância.

"Há assim Sete Protyles — como agora são chamados, enquanto a antiguidade Ariana os denominava os Sete Prakritis, ou Naturezas — servindo respectivamente como as bases relativamente homogêneas que, no curso da crescente heterogeneidade, na evolução do Universo, se diferenciam na maravilhosa complexidade apresentada pelos fenômenos nos planos de percepção."

O termo "relativamente" é usado propositalmente, porque a própria existência de tal processo, resultando nas segregações primárias da Substância Cósmica indiferenciada em suas bases setenárias de evolução, nos obriga a considerar o Protilo de cada plano como apenas uma fase mediata assumida pela Substância em sua passagem do abstrato para a plena objetividade.

. . . A segregação incipiente da matéria primordial em átomos e moléculas tem sua origem posterior à evolução de nossos Sete Protilos. (S.D., vol. i. p. 350.)

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

O homem possui faculdades apropriadas — em sua maioria adormecidas ou latentes em nossa Humanidade atual — para um conhecimento objetivo definido de todos esses Planos, mas aqueles que estão além ou "fora" (na realidade dentro) do Plano físico estão naturalmente fora do alcance de qualquer possível modo físico de investigação; eles só podem ser conhecidos por seus efeitos na ou sobre a matéria física.

Assim, há vários "Protyles" no Universo; tantos Protilos, de fato, quantos são os Planos, porque o Protilo de qualquer plano particular é a Substância raiz desse Plano, e está na mesma relação com toda a "matéria" desse Plano — isto é, com todas as diferenciações ou evolução subsequente da matéria — como a Única Substância Primordial está com todo o Universo.

O Protilo de qualquer plano particular é, de fato, a forma última da Matéria nesse e para esse Plano, e, como tal, é relativamente simples e homogêneo.

"Há vários protilos na Natureza, correspondendo aos vários planos da matéria. Os dois reinos elementais subfísicos, o plano da mente, Manas ou matéria de quinto estado, como também o de Buddhi, matéria de sexto estado, são cada um e todos evoluídos de um dos seis protilos que constituem a base do Universo Objetivo. Os três 'estados', assim chamados, de nossa matéria terrestre, conhecidos como 'sólido', 'líquido' e 'gasoso', são apenas, em estrita precisão, subestados." (S.D., vol. ii. p. 778.)

Pode-se notar que nesta citação apenas seis Protilos são mencionados, enquanto na anterior temos sete.

Isto é porque, num caso, a Substância Cósmica Raiz não é considerada como um Protyle, enquanto o é na primeira citação.

Estritamente falando, é claro, a Única Substância Primordial Raiz não é um Protyle, nem é um Plano, sendo estes últimos diferenciações subsequentes do Uno.

É frequentemente conveniente, no entanto, falar do Uno como o mais elevado Plano.

Temos agora, portanto, de conceber que "no princípio", i.e., no começo de qualquer ciclo evolutivo particular, seja para um Universo ou um Sistema Solar, a Substância Primordial existe numa condição — fenomenalmente — indiferenciada, assim como uma célula-germe.


Tratando, então, meramente do lado fenomenal ou Substancial do processo, e deixando de lado toda questão quanto à Vida e Consciência que reside dentro, ou do outro lado, por assim dizer, do Universo Fenomenal, como o Primum Mobile deste, descobrimos que o ensinamento da Ciência Oculta é que o primeiro processo de diferenciação na e da Substância Primordial resulta na formação dos grandes Elementos Cósmicos, ou os "Sete Protyles" — a substância original em si mesma sendo considerada como um.

É usual, no entanto, enumerar apenas cinco destes (às vezes apenas quatro). A razão para isso é dada na seguinte citação: —

"A Ciência Oculta reconhece sete Elementos Cósmicos — quatro inteiramente físicos, e o quinto (Éter) semi-material, que se tornará visível no Ar em direção ao fim da Quarta Ronda, para reinar supremo sobre os outros durante toda a Quinta.

Os dois restantes estão, por enquanto, absolutamente além do alcance da percepção humana.

Eles, no entanto, aparecerão como presentimentos durante a Sexta e Sétima Raças desta Ronda, e serão plenamente conhecidos na Sexta e Sétima Rondas, respectivamente." {S.D., vol. i. p. 40.)

Os quatro elementos que aqui são mencionados como "inteiramente físicos" são aqueles comumente conhecidos como Terra, Ar, Fogo e Água.

Os Antigos e os Filósofos Alquímicos davam grande ênfase a esses Elementos, mas enquanto esses termos fossem meramente supostos como referindo-se aos nossos conhecidos "elementos" físicos, ou antes, estados da matéria, o significado do ensinamento antigo não era de modo algum aparente; de fato, a Ciência moderna não apenas rejeita a classificação, mas a considera como uma que indica um conhecimento muito inferior.

Com um claro entendimento, no entanto, do que realmente se quer dizer com esses Elementos, a questão assume um aspecto bastante diferente.

Nossos estados físicos da matéria ("em estrita precisão, subestados") são apenas os estados correspondentes ou análogos de

OS ELEMENTOS CÓSMICOS -

matéria, em nosso plano físico, aos estados cósmicos que constituem os verdadeiros Elementos.

Deve-se lembrar que todo conhecimento real desses assuntos pertencia, nos tempos Antigos e Medievais, às Escolas Ocultas de Iniciação, e a forma sob a qual eram divulgados, ou confiados à escrita, era sempre uma de alegoria e simbolismo.

Há uma referência a isso na seguinte citação: —

"Agora, falando de Elementos, tornou-se a censura permanente contra os Antigos o fato de suportem seus elementos simples e indecomponíveis.

. . . Mais uma vez, essa censura contra os Antigos é uma afirmação injustificável.

Seus filósofos iniciados, pelo menos, dificilmente podem cair sob tal imputação, pois foram eles que inventaram alegorias e mitos religiosos desde o início.

Tivessem eles ignorado a Heterogeneidade de seus Elementos, não teriam tido personificações de Fogo, Ar, Água, Terra e Éter; seus deuses e deusas cósmicos nunca teriam sido abençoados com tal posteridade, com tantos filhos e filhas, Elementos nascidos de e dentro de cada respectivo Elemento."

Alquimia e fenômenos ocultos teriam sido uma ilusão e uma armadilha, mesmo em teoria, se os Antigos tivessem ignorado as potencialidades e funções correlativas e atributos de cada elemento que entra na composição do Ar, da Água, da Terra, e até mesmo do Fogo — este último uma *terra incognita* até hoje para a Ciência Moderna, que é obrigada a chamá-lo de movimento, evolução de luz e calor, estado de ignição — definindo-o por seus aspectos externos, em suma, na ignorância de sua natureza." {S.D., vol. i. p. 164.)

É uma das grandes contestações da Doutrina Secreta que um conhecimento real da constituição do Cosmos esteja oculto no Simbolismo e na Mitologia Antigos, ao passo que a ideia comum é que os deuses e deusas das Cosmogonias Antigas eram meros antropomorfismos vulgares.

Essa contestação pode ser melhor reconhecida, talvez, quando tivermos compreendido claramente que os Elementos reais não são físicos de modo algum, mas são o *noumenon* — o princípio informador e energizante — dos fenômenos físicos externos.

Eles podem ser considerados, no entanto, tanto em um aspecto físico quanto metafísico.


"Os Quatro Elementos foram plenamente caracterizados por Platão quando ele disse que eram aquilo 'que compõe e decompõe os corpos compostos'. Fogo, Ar, Água, Terra eram apenas o invólucro visível, os símbolos das Almas ou Espíritos invisíveis e informadores, os Deuses Cósmicos, a quem o culto era oferecido pelos ignorantes e simples, mas o reconhecimento respeitoso pelos mais sábios." (S.D., vol. i. p. 498.)

"Os Elementos (στοιχεῖα) de Platão e Aristóteles eram assim os princípios incorpóreos ligados às quatro grandes divisões do nosso Mundo Cósmico." (S.D., vol. i. p. 499.)

Essas citações dão o aspecto metafísico, e não o físico, da natureza dos Elementos.

A frase "aquilo que compõe e decompõe os corpos compostos", no entanto, deve ser especialmente notada, por dar a ideia de que um Elemento é um princípio ativo.

É, de fato, fisicamente, uma força ativa; embora, como já vimos no Capítulo IV, deva, como tal, também ser substância, um estado supersensorial da matéria.

Poderíamos dizer, por exemplo, que a Eletricidade é um "Elemento"; pois, se a teoria eletrônica da matéria está correta, é a Eletricidade que "compõe os corpos compostos", i.e., os elementos químicos.

É, naturalmente, também um fato físico familiar que ela é capaz de decompô-los.

Possivelmente, a Eletricidade pode, por enquanto, ser considerada como praticamente sinônima do Elemento Éter.

A definição acima, contudo, não parece, à primeira vista, ser tão aplicável aos outros quatro Elementos — Terra, Água, Ar, Fogo.

Mas esses termos — em seu significado puramente físico — representam meramente estados da matéria, enquanto os Elementos reais não são os estados, mas a causa dos estados.

Terra, Água, Ar são, de fato, apenas sinônimos para os estados sólido, líquido e gasoso da matéria física; e enquanto a ciência física não pode dar razão alguma de por que alguma matéria — os elementos químicos e suas várias combinações — deveria existir em um estado e outros em outro — atribuindo isso meramente a mais ou menos coesão — a Ciência Oculta ensina que a causa reside, em cada caso, na ação ou atividade dos

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

Elementos ocultos, conforme um ou outro predomina.

Todos os Elementos estão presentes em cada partícula de matéria; mas conforme um ou outro — Terra, Água, Ar — é o mais ativo, assim a substância será um sólido, um líquido ou um gás.

O Fogo é um estado distinto da matéria além do gasoso, mas ainda não reconhecido como tal pela ciência moderna; enquanto além do Fogo temos o quinto Elemento, o Éter.

"Que se lembre que o Fogo, a Água e o Ar do Ocultismo, ou os 'Elementos da Criação Primária' assim chamados, não são os elementos compostos que são na Terra, mas os Elementos homogêneos noumenais — os Espíritos dos primeiros.

Depois seguem os Grupos Septenários ou Hostes."

Colocados em linhas paralelas com os átomos em um diagrama, as naturezas desses Seres seriam vistas a corresponder, em sua escala descendente de progressão, a elementos compostos de uma maneira matematicamente idêntica quanto à analogia.

Isso se refere, é claro, apenas a diagramas feitos por Ocultistas; pois se a escala dos Seres Angélicos fosse colocada em linhas paralelas com a escala dos átomos químicos da Ciência — do hipotético Hélio ao Urânio — eles, naturalmente, seriam vistos como diferentes.

Pois estes últimos têm, como correspondentes no Plano Astral, apenas as quatro ordens mais baixas — os três princípios superiores no átomo, ou antes, na molécula, ou elemento químico, sendo perceptíveis apenas ao olho do Dangma iniciado.

Mas então, se a Química desejasse encontrar-se no caminho certo, teria de corrigir seus arranjos tabulares pelos dos Ocultistas — o que ela poderia recusar a fazer. Na Filosofia Esotérica, toda partícula física corresponde a e depende de seu númeno superior — o Ser a cuja essência pertence; e acima, como abaixo, o Espiritual evolui do Divino, o Psico-Mental do Espiritual — manchado do plano inferior pelo Astral — toda a Natureza animada e (aparentemente) inanimada evoluindo em linhas paralelas, e extraindo seus atributos de cima e de baixo." (S.D., vol. i. p. 239.)

O termo Elemento, como usado no Ocultismo, é ainda mais definido na seguinte citação: —

"Em Ocultismo, a palavra Elemento em todos os casos significa Rudimento. Quando dizemos 'Homem Elementar', queremos dizer ou o esboço proemial, incipiente do homem, em sua condição inacabada e não desenvolvida, portanto naquela forma que agora jaz latente no homem físico durante sua vida, e toma forma apenas ocasionalmente e sob condições; ou aquela forma que por um tempo sobrevive ao corpo material, e que é mais conhecida como um Elementar.


Com relação ao Elemento, quando o termo é usado metafisicamente, significa, em distinção ao moral, o Divino Homem incipiente; e em seu uso físico, significa Matéria informe em sua primeira condição indiferenciada, ou no estado de Laya, a condição eterna e normal da Substância, que se diferencia apenas periodicamente.

Durante essa diferenciação, a Substância está realmente em um estado anormal — em outras palavras, é apenas uma ilusão transitória dos sentidos." {S.D., vol. i. p. 619.)

Não devemos perder de vista o fato de que os sete grandes Elementos Cósmicos da antiga Filosofia Indiana, e da Ciência Oculta, são as diferenciações primevas ou modificações da Única Substância Raiz, Mulaprakriti; essas diferenciações ocorrendo no alvorecer ou início de um grande Período Manvantárico (evolutivo).

Eles são, de fato, aquelas diferenciações primais descritas em nosso último capítulo como estando associadas aos sete grandes Seres Cósmicos, ou Dhyan Chohans.

"Se o estudante tiver em mente que há apenas Um Elemento Universal, que é infinito, não nascido e imortal, e que todo o resto — como no mundo dos fenômenos — são apenas tantos aspectos diferenciados e transformações (correlações, como agora são chamadas) desse Um, desde efeitos macrocósmicos até microcósmicos, desde o super-homem até os seres humanos e sub-humanos, a totalidade, em suma, da existência objetiva — então a primeira e principal dificuldade desaparecerá, e a Cosmologia Oculta poderá ser dominada." {S.D., vol. i. p. 104.)

"Esses sete Elementos, com seus inúmeros sub-elementos, que são muito mais numerosos do que os conhecidos pela Ciência, são simplesmente modificações condicionais e aspectos do Único e exclusivo Elemento.

Este último não é o Éter, nem mesmo o Akasha, mas a fonte destes.

O Quinto Elemento, agora bastante livremente defendido pela Ciência, não é o Éter hipostasiado por Sir Isaac Newton — embora ele o chame por esse nome, tendo provavelmente associado em sua mente com ether, a 'Mãe-Éter' da antiguidade." {S.D., vol. i. p. 40.)

"Metafisicamente e esotericamente, há apenas um Elemento na Natureza, e em sua raiz está a Deidade; e os chamados sete Elementos, dos quais cinco já se manifestaram e afirmaram sua existência, são a vestimenta, o véu, dessa Deidade, direto da essência da qual vem o Homem, seja considerado física, psíquica, mental ou espiritualmente.

Apenas quatro Elementos são

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

geralmente mencionados na antiguidade posterior, enquanto apenas cinco são admitidos na filosofia.

Pois o corpo do Éter ainda não está plenamente manifestado, e seu númeno ainda é o *Pai Éter Onipotente,' a síntese do restante." (S.D., vol. i. p. 498.)

Assim como o "Um Elemento" é o plasma germinativo do Universo e contém dentro de si a potencialidade dos outros sete, também cada um dos sete contém dentro de si a potencialidade de diferenciações posteriores; o que, de fato, seria agora chamado na física de evolução da matéria.

Essa frase já não é estranha ou heterodoxa para a Ciência moderna, embora fosse decididamente assim na época em que A Doutrina Secreta foi escrita.

Mas a evolução da matéria física é apenas a evolução da matéria em um dos sete Planos Cósmicos, e esse é o mais baixo ou mais grosseiro.

Portanto, o Elemento do qual nossa matéria física é evolvida é o Elemento "Terra". Todos os outros Elementos também estão presentes e ativos neste Plano, mas todos são caracterizados ou qualificados pelo predominante Elemento Terroso.

Há uma declaração dada na citação na página 58, segundo a qual quatro dos sete Elementos Cósmicos são "inteiramente físicos", e isso pode possivelmente ser um pouco enganoso, em vista do fato, que já notamos, de que os quatro elementos físicos, ou estados da matéria — terra, água, fogo, ar — não são os elementos cósmicos, mas apenas as subdivisões do nosso Plano físico, ele próprio o mais baixo dos sete grandes Planos Cósmicos.

A explicação dessa aparente discrepância deve ser encontrada no grande princípio da correspondência e analogia, que é a chave para todos os ensinamentos ocultos.

"Assim como acima, assim abaixo." Descobriremos que em todos os casos em que a Ciência Moderna consegue generalizar, ou agrupar fenômenos de acordo com certas características gerais, teremos confirmação direta da operação, na Natureza, deste princípio fundamental, há muito reconhecido pela Ciência Oculta e por ela tomado como base.


Os quatro Elementos Cósmicos físicos são, então, por correspondência e analogia, representados em nosso plano mais baixo, ou físico, pelos quatro subestados de nossa matéria, conhecidos como terra, água, fogo e ar.

Agora, o próximo Plano Cósmico após o físico — geralmente denominado Astral — é considerado, cosmicamente, como um de um quaternário inferior de Planos, o qual quaternário inferior, quer estejamos lidando com Elementos, com Planos, com Princípios, ou meramente com subestados da matéria em qualquer Plano particular — nosso físico, por exemplo — é sempre considerado como material, em contraste com a natureza espiritual dos três Planos superiores.

Os três Planos superiores, etc., são simbolizados pelo triângulo, enquanto os quatro inferiores são simbolizados pelo quadrado, ou pela cruz.

Uma explicação completa, no entanto, da relação entre a tríade superior e o quaternário inferior nos levaria muito longe de nosso caminho no presente, e o leitor pode ser remetido à própria Doutrina Secreta para essa informação.

(Vide diagrama, p. 85. Também diagrama, D.S., vol. i. p. 221.)

Os ensinamentos da Doutrina Secreta encontram sua confirmação em muitas fontes diversas; eles não se apresentam como qualquer nova filosofia ou descoberta; de fato, a obra foi escrita principalmente para mostrar como e de que maneira esses ensinamentos estão contidos em vários registros que remontam aos tempos históricos mais remotos.

Não há nada mais característico de todos esses registros do que o uso persistente do número sete.

Isso é claramente apontado repetidas vezes na própria obra, e não faz parte de nosso presente assunto tratar disso, embora tenhamos algumas analogias físicas a apontar mais adiante.

Com referência, no entanto, a esta divisão setenária, e à ideia fundamental de Vida Divina e Inteligência por trás ou dentro de todos os processos da Natureza, e de cada Elemento em particular, os estudantes fariam bem em comparar os ensinamentos de A Doutrina Secreta com os do grande Vidente, Jacob Boehme, a respeito do que ele chama de "Sete

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Espíritos Qualificadores ou Fontais." Quando a terminologia for dominada, verificar-se-á que o ensinamento é praticamente idêntico e maravilhosamente iluminador.

Já vimos que todo o ciclo de um Universo Manifestado, todo o período do grande processo durante o qual ele vem à existência objetiva, emanando da latência ou subjetividade da Substância Primordial, e a ela finalmente retornando, deve ser dividido em duas porções principais, uma das quais constitui o período evolucionário, enquanto a outra é de natureza involucionária.

O que comumente conhecemos como processo evolutivo é realmente a primeira metade do Ciclo, aquela metade em que a matéria (ou Substância) "passa" — para usar a célebre fórmula de Herbert Spencer — "de uma homogeneidade indefinida e incoerente para uma heterogeneidade definida e coerente." Ao usar esta frase, no entanto, Herbert Spencer não parece ter tido qualquer concepção além de uma mera distribuição e redistribuição atômica.

A Ciência Moderna ainda não reconheceu que este processo evolucionário deve certamente ser seguido por um de involução ou devolução, durante o qual o processo é revertido, e a matéria (ou Substância) passará de "uma heterogeneidade definida e coerente" para "uma homogeneidade indefinida e incoerente", isto é, para seu estado original, "a condição eterna e normal da Substância, que se diferencia apenas periodicamente."

A Ciência Moderna apenas agora chegou à desintegração do átomo químico; e, de fato, mal assimilou ainda a própria ideia, ou reconheceu tudo o que ela envolve.

A Ciência Oculta, por outro lado, ensinou isto por eras.

Podemos notar aqui que a "homogeneidade indefinida e incoerente" da "Matéria", em qualquer estado possível, só pode ser relativa às nossas presentes faculdades e consciência.

Qualquer que seja o caminho pelo qual examinemos a questão, é óbvio que aquela Substância que é capaz de dar origem a todas as formas subsequentes de matéria, para não falar da evolução posterior dos organismos vegetais e animais, deve conter dentro de si mesma, sob alguma forma ou modo, a potencialidade do grande processo que surge em suas profundezas incognoscíveis.


Mesmo um Materialista deve reconhecer alguma forma de estrutura ou movimento nela, embora, ao fazê-lo, anule suas próprias definições primárias.

Por trás ou dentro da célula germinal do Universo deve estar latente tudo aquilo que subsequentemente se especializa em forma objetiva, tão inevitavelmente quanto a célula germinal de uma planta ou de um animal evolui para um representante particular de uma espécie, e nenhum outro.

Aquilo que jaz dentro ou por trás da célula germinal — seja de um átomo, de uma planta, de um animal, de um homem ou de um Universo — é, segundo os ensinamentos da Ciência Oculta, aquele outro modo do Princípio Absoluto Único que conhecemos e reconhecemos como Vida e Consciência.

A matéria, em todas as suas formas, é apenas o correlativo objetivo dessa Realidade subjetiva.

Sujeito e objeto existem de fato como objeto e reflexo num espelho, mas a Realidade Única existe em um modo que não é nenhum desses, e que está, portanto, totalmente além do nosso alcance.

O limite máximo do nosso conhecer não pode transcender a dualidade de sujeito e objeto.

No entanto, podemos e devemos postular que não há fenômeno objetivo sem seu equivalente subjetivo exato, e nenhuma ação subjetiva sem seu fenômeno objetivo equivalente.

Este é, de fato, o ponto de encontro e o ponto de dissolução do Materialismo e do Idealismo.

É aqui que os dois extremos se encontram, o que jamais poderiam fazer enquanto qualquer um desses dois fatores for considerado uma realidade independente.

“O poder essencial de todos os Elementos cósmicos e terrestres de gerar dentro de si mesmos uma série regular e harmoniosa de resultados, uma concatenação de causas e efeitos, é uma prova irrefutável de que eles são ou animados por uma Inteligência, *ab extra* ou *ab intra*, ou ocultam tal dentro ou atrás do ‘véu manifestado.’ O Ocultismo não nega a certeza da origem mecânica do Universo; apenas reivindica a absoluta necessidade de

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mecânicos de algum tipo atrás ou dentro desses elementos — um dogma nosso.” {S.D. vol. i. p. 650.)

“Os Mundos, para os profanos, são construídos a partir dos Elementos conhecidos. Para a concepção de um Arhat, esses Elementos são eles mesmos, coletivamente, uma Vida Divina; distributivamente, no plano das manifestações, os inumeráveis e incontáveis crores de Vidas.” {S.D., vol. i. p. 269.)

“É através e a partir das radiações dos sete Corpos das sete Ordens de Dhyanis que as sete Qualidades Discretas (Elementos), cujo Movimento e União harmoniosa produzem o Universo manifestado de Matéria, nascem.” {S.D., vol. i. p. 280.)

O princípio fundamental que precisa ser claramente compreendido pelo estudante é o da Única Substância Raiz diferenciando-se periodicamente, ou assumindo uma “heterogeneidade coerente definida,” sendo essa “heterogeneidade coerente definida,” de fato, o que comumente conhecemos como o Universo fenomenal ou manifestado.

Este Universo fenomenal percorre seu curso designado, durante o qual a Substância passa por certas mudanças cíclicas definidas — tão certamente predestinadas ou preordenadas quanto são as mudanças definidas que ocorrem na célula germinativa ou óvulo de qualquer planta ou animal individual — e finalmente retorna, após eras incalculáveis, à sua condição original ou “normal.”

Este princípio cíclico de evolução e involução será o mesmo, quer adotemos ou não a divisão ou classificação setenária de A Doutrina Secreta.

Poderíamos comparar o processo ao da cristalização a partir de uma solução clara.

Imagine um vaso de vidro cheio de uma solução clara de algum sal.

A toda aparência, é um líquido simples, contínuo e homogêneo.

Representa a nossa Substância Primordial.

É simples e homogênea apenas na aparência, relativamente, isto é, para uma certa ordem de percepção ou consciência.

Se, agora, o impulso necessário for dado, as condições necessárias de temperatura, etc., podemos fazer com que o sal se cristalize fora ou dentro do líquido, formando assim uma "heterogeneidade coerente definida", uma manifestação objetiva, onde anteriormente tudo parecia ser homogêneo.


Se imaginarmos ainda os cristais sendo redissolvidos, de modo que apenas a solução clara permaneça, temos a analogia do processo reverso ou involutivo.

Temos agora de conceber ainda que, quando nossa Substância Primordial inicia esse processo de diferenciação ou cristalização — sob o impulso do pensamento criativo do Logos — o primeiro resultado será a formação dos sete grandes Elementos Cósmicos ou Protyles, cada um dos quais é a Substância Raiz, a forma atômica última da "Matéria" de um dos sete grandes Planos Cósmicos.

"Por sua vez, esta Unidade Tripla (Caos-Theos-Cosmos) é a produtora dos Quatro Elementos Primários, que são conhecidos em nossa visível Natureza terrestre como os sete (até agora cinco) Elementos, cada um divisível em quarenta e nove — sete vezes sete — sub-elementos, com cerca de setenta dos quais a Química está familiarizada.

Todo Elemento Cósmico, como Fogo, Ar, Água, Terra, participando das qualidades e defeitos de seus Primários, é em sua natureza Bom e Mau, Força ou Espírito, e Matéria, etc.

; e cada um, portanto, é ao mesmo tempo Vida e Morte, Saúde e Doença, Ação e Reação.

Eles estão sempre formando Matéria, sob o impulso incessante do Um Elemento, o Incognoscível, representado no mundo dos fenômenos pelo Éter.

Eles são 'os deuses imortais que dão nascimento e vida a tudo.'" {S.D., vol. i. p. 371.)

"De acordo com o ensinamento esotérico, há sete 'Criações' Primárias e sete Secundárias: as primeiras sendo as Forças que evoluem por si mesmas a partir da única Força sem causa; as últimas mostrando o Universo manifestado emanando dos já diferenciados Elementos divinos." (S.D., vol.

i. p. 481.)

Já indicamos que os vários subestados da matéria em nosso Plano Físico, que conhecemos pelos nomes de Terra, Água, Ar, Fogo e Éter, não são os Elementos reais ou Cósmicos dos Antigos ou da Ciência Oculta, mas são os estados correspondentes da matéria diferenciados a partir do Protílio deste Plano particular.

Uma investigação oculta revelaria correspondências semelhantes na "matéria" de cada Plano, embora cada Plano naturalmente conferisse seu próprio caráter distintivo a cada uma de suas subdivisões.

Todos os nossos elementos físicos são, de fato, terrosos, por serem o Plano mais baixo dos Sete Cósmicos.

No Plano seguinte, ou "Astral", todas as subdivisões seriam caracterizadas como aquosas (cosmicamente). Embora haja uma correspondência e conexão diretas entre os vários subestados dos diferentes Planos entre si, é impossível, por qualquer mera investigação física, determinar qual é o estado real da "matéria" pertencente aos subestados de qualquer um dos Planos superiores ao físico.

Isso só pode ser investigado por meios Ocultos e, mesmo quando conhecido, pareceria dificilmente traduzível nos termos de nosso conhecimento físico da Matéria; exemplo disso temos, de fato, na dificuldade que os próprios físicos encontram em expressar a natureza do Éter em quaisquer termos físicos.

Os ensinamentos dos antigos Filósofos e Iniciados, e da Ciência Oculta em geral, só podem, de fato, ser compreendidos e justificados quando se percebe claramente que, no momento em que começamos a nos esforçar para expressar as Realidades mais profundas do Universo — aquelas Realidades que residem dentro da Substância da qual é tecida esta vestimenta visível da Alma — em termos de nosso Plano Físico, nossa linguagem deve necessariamente ser meramente simbólica.

Só podemos esboçar vagamente a Realidade mais profunda por meio de seu reflexo ou correspondência neste Plano inferior ou grosseiro da Matéria.

E assim encontramos os Iniciados de todas as épocas usando os termos físicos, a fim de transmitir, àqueles que eram capazes de uma compreensão mais profunda, algumas das verdades superiores ou mais profundas da natureza do Homem, e sua relação com o Cosmos; e nos "Elementos" dos Antigos podemos encontrar muito sobre essas linhas que está oculto daqueles que os tomam como nada mais do que nossa terra, água ou ar físicos.

"Até agora, somente a Alquimia, dentro do período histórico, e nos países chamados civilizados, conseguiu obter um elemento real, ou uma partícula de Matéria homogênea, o Mysterium Magnum de Paracelso." {S.D., vol. i. p. 638.) Ver-se-á que a ordem na qual os Elementos são dados — Terra, Água, Ar, Fogo, Éter — transmite à nossa mente, em linhas gerais, a ideia de graus variados de sutileza, ou densidade, numa progressão regular.


À medida que ascendemos de um Plano a outro em direção à Substância Primordial original ou ao Elemento Único, a "Matéria" torna-se cada vez mais sutil ou refinada, cada vez mais plástica e móvel.

Devemos notar cuidadosamente, no entanto, que nossa ideia física de densidade é aqui inteiramente enganosa.

Tende em mente que todas as formas de "matéria", em qualquer Plano que seja, são Substância Primordial.

Elas nunca são outra coisa, quoad Substância.

Mas a Substância Primordial não pode ser densificada no sentido de que há mais dela numa porção do espaço do que em outra.

Nosso conceito primário de Substância Primordial proíbe tal noção.

A Substância Primordial preenche absolutamente o Espaço, e deve permanecer assim para sempre. Nossa concepção dos fenômenos, no entanto, como vários modos de Força ou Movimento nessa Substância que preenche o Espaço, e dela, oferece-nos uma explicação pronta do fato familiar da densidade numa base física.

Pois se nosso átomo de "matéria" consiste numa agregação de redemoinhos ou anéis de vórtice, então podemos facilmente ver como um número destes pode existir em maior ou menor proximidade, constituindo assim o que comumente chamamos de densidade; que é, portanto, um fato no que diz respeito à "matéria", mas uma ilusão no que diz respeito à Substância.

É necessário ter constantemente em mente que todos os nossos "fatos" familiares são meramente termos de relatividade.

Toda afirmação de como ou porquê deve, necessariamente, ser feita dentro de certas limitações.

As limitações devem ser reconhecidas e compreendidas.

A falha em fazê-lo leva a formas dogmáticas de obscurantismo, como aquela comumente conhecida como Materialismo.

Nossa ideia comum de densidade, então, não pode ser aplicada aos grandes Elementos Cósmicos.

A ideia que devemos nos esforçar para apreender é antes a de complexidade aumentada, involução ou limitação do movimento, à medida que descemos de um

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Plano superior para um inferior, com uma correspondente libertação, liberdade, ou universalidade de movimento à medida que nos aproximamos cada vez mais do Plano último da própria Substância Primordial.

Estritamente falando, não podemos conceber que haja mais Movimento em qualquer parte do Espaço do que em outra, assim como não podemos conceber que haja mais Substância.

A razão para isso é que, em nossa análise final, todas as formas de movimento devem resolver-se em Movimento Absoluto, indistinguível da Absolutividade da própria Substância Una.

Por mais praticamente impensável que seja a ideia de Movimento absoluto, no entanto, não estamos sem certas analogias físicas que nos ajudam a compreender a atividade imensamente aumentada dos Planos superiores.

O Éter transmite as vibrações da Luz com a enorme velocidade de 185.000 milhas por segundo, e as próprias vibrações são contadas aos milhões de milhões por segundo.

O grande enigma ou paradoxo para a Ciência é a enorme densidade do Éter, que deve ser concedida para explicar fisicamente essa enorme velocidade.

De acordo com todas as nossas concepções físicas de densidade, o Éter é incomparavelmente mais denso do que a substância mais densa que conhecemos. Em um livro recente sobre O Éter do Espaço, de Sir Oliver Lodge, a densidade do Éter é estimada em algo comparável a 10 unidades C.G.S.; isto é, um milhão de milhões de gramas por centímetro cúbico, ou algo como cinquenta mil milhões de vezes a da Platina.

Contudo, para nossas faculdades e consciência físicas, essa substância "densa" é totalmente invisível, impalpável e imponderável; movemo-nos livremente através dela, como se não tivesse existência alguma.

Por outro método de cálculo e outros dados — a saber, o momento de uma onda de luz incidente, ou, como às vezes é chamado, a pressão da luz — Sir J. J. Thompson, em seu recente discurso presidencial à Associação Britânica (1909), mostrou que a densidade do Éter poderia ser da ordem de 5 x 10, ou cerca de "dois mil milhões de vezes a do chumbo".


Essa densidade enorme, que só recentemente veio a ser reconhecida, é referida em *Five Years of Theosophy*, p. 247, ed. de 1885, da seguinte forma: —

"Quando demonstrada, a concepção quadridimensional do espaço pode levar à invenção de novos instrumentos para explorar a matéria extremamente densa que nos rodeia, como uma bola de piche poderia envolver, digamos, uma mosca, mas que, em nossa extrema ignorância de todas as suas propriedades, exceto aquelas que encontramos exercendo-se sobre nossa Terra, chamamos de atmosfera clara, serena e transparente.

Isto não é psicologia, mas simplesmente física oculta, que nunca pode confundir 'substância' com 'centros de Força', para usar a terminologia de uma ciência ocidental que ignora Maya."

O fato real é, como se afirma nesta citação, que somos ignorantes, por sermos insensíveis, de quaisquer propriedades do Éter, exceto daquelas que se manifestam na ou através da matéria física; essas propriedades, de fato, que são a matéria física.

Já notamos que, *qua* Substância, nem a matéria física, nem o Éter, nem a "matéria" de qualquer outro Plano podem ser mais ou menos densos do que a própria Substância Primordial, simplesmente porque esta última é postulada como absolutamente preenchendo o espaço, homogênea, incompressível e inextensível — de fato, a definição científica moderna do Éter.

Mas, uma vez que densidade é quantidade de matéria, ou massa por unidade de volume, ou por unidade de espaço; e uma vez que mesmo a matéria física mais densa é, em relação ao Éter, apenas como uma esponja excessivamente porosa, ou a névoa mais tênue de átomos ou corpúsculos, com enormes espaços entre eles — isto é, que em um dado espaço a porção diferenciada do Éter que conhecemos como "matéria" é apenas uma fração mínima do conteúdo total; e uma vez que, ao estimar a densidade dessa matéria, estamos estimando meramente seu agregado: segue-se naturalmente que esse agregado é excessivamente pequeno em comparação com a substância que preenche absolutamente o espaço, da qual ele é uma parte.

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

Em seu recente discurso à Associação Britânica, Sir J. J. Thompson diz: —

"Com toda probabilidade, a matéria é composta principalmente de buracos.

Podemos, de fato, considerar a matéria como possuindo uma espécie de estrutura de gaiola de pássaro, na qual o volume do Éter deslocado pelos fios quando a estrutura é movida é infinitesimal em comparação com o volume por eles encerrado."

O que realmente deveríamos fazer não é tomar a matéria física como nosso padrão e então dizer que o Éter é tantos milhões de vezes mais denso, mas inverter a concepção, e falar da matéria como tantos milhões de vezes mais rara do que o Éter.

Possivelmente não demorará muito até que algum padrão científico de densidade etérica seja encontrado que permita que isso seja feito.

Enquanto isso, o fato de que é apenas a Consciência que aprecia essas diferenças é algo muito sugestivo.

A matéria em todos os Planos tem a mesma densidade absoluta — um antigo ensinamento oculto, mas agora confirmado pelo conceito moderno do Éter que preenche o espaço, com a "matéria" sendo apenas uma forma diferenciada de movimento nele.

Mas, a partir dessa Substância uniformemente densa, a Consciência cria para si mesma tal distinção, ou tais limitações, que parte pode parecer real e parte irreal, parte é visível e parte invisível, parte palpável e parte impalpável, enquanto, metafisicamente, o todo é Maya.

Ainda mais importante, no entanto, do que a densidade do Éter é sua energia intrínseca, pois isso envolve a ideia de movimento que estamos agora considerando.

O rádio nos mostrou a enorme quantidade de energia intrínseca contida no átomo e no corpúsculo; mas, como estes são apenas uma parte fracionária do próprio Éter, a quantidade de energia intrínseca neste último, em um dado espaço, deve ser tão enorme em comparação quanto é a sua densidade.

A energia intrínseca do Éter é estimada por Sir Oliver Lodge como sendo da ordem de 10 unidades C.G.S. por milímetro cúbico; ou, de outro modo, a quantidade de energia em cada milímetro cúbico de espaço é "expressível como igual à energia de uma estação de um milhão de cavalos-vapor trabalhando continuamente por quarenta milhões de anos".

Ora, isso envolve uma quantidade quase inconcebível de movimento intrínseco de algum tipo, em centros quase igualmente inconcebivelmente pequenos — "centros de força" — no Éter.

A única maneira física, de fato, pela qual a densidade e a elasticidade do Éter podem atualmente ser concebidas parece ser aquela que o considera como uma estrutura excessivamente fina de minúsculos vórtices, conferindo-lhe uma estabilidade e elasticidade giroscópicas.

Essa visão pode servir muito bem por enquanto; e precisamos apenas apontar aqui como ela ajuda a ilustrar a visão Oculta de que o movimento último da própria Substância Primordial deve ser movimento absoluto, embora totalmente irrealizável fisicamente.

Na obra de Sir Oliver Lodge à qual acabamos de nos referir, ele mesmo faz a seguinte pergunta: —

"Por que assumir qualquer densidade finita para o éter? Por que não assumir que, assim como é infinitamente contínuo, também é infinitamente denso — seja o que isso significar — e que todas as suas propriedades são infinitas?" (p. 92).

A resposta a essa pergunta, como ele mesmo a dá, é muito simples, mas muito sugestiva.

É que —

"Isso poderia ser possível não fosse a velocidade da luz.

Ao transmitir ondas a uma velocidade finita e mensurável, o éter se entregou, e abriu possibilidades de cálculo e declaração numérica.

Suas propriedades são assim exibidas como essencialmente finitas — por mais infinito que todo o seu alcance possa vir a ser" (p. 92).

Na primeira dessas citações, o termo "infinitamente contínuo" parece ser usado como sinônimo de absolutamente preenchedor do espaço — o que não é exatamente o mesmo que a "extensão infinita" da segunda citação.

Extensão deveria ser antes conteúdo.

Mas, em qualquer caso, parece bastante ilógico "supor" que ele seja "infinitamente contínuo" e então prosseguir para provar que suas propriedades são "essencialmente finitas"; pois essas propriedades são apenas aquelas de um fenômeno particular tal como manifestado aos nossos limitados sentidos físicos.

A extensão infinita, no entanto, transmitiria ao Ocultista a ideia de extensão tanto numa direção interna quanto externa; uma infinidade de espaço interior, da mesma ordem daquela que contemplamos exteriormente.

Esse conceito ainda mal adentrou a ciência física, embora esteja começando a ser compreendido na nova visão da constituição da matéria que a descoberta do corpúsculo ou elétron abriu.

"Como já foi observado, nenhum Iniciado Oriental falaria de esferas 'acima de nós, entre a terra e os ares', mesmo as mais elevadas, pois não há tal divisão ou medida na linguagem Oculta, nem acima nem abaixo, mas um eterno interior, dentro de outros dois interiores, ou os planos de subjetividade fundindo-se gradualmente no da objetividade terrestre — sendo este, para o homem, o último, seu próprio plano." (S.D., vol. i. p. 734.)

A Ciência Oculta, portanto, diria, com relação à infinidade do Éter, que o próprio fato de ele "ter se revelado" e de que "suas propriedades são por isso exibidas como essencialmente finitas" mostra que ele não é infinito no sentido de ser absolutamente preenchedor do espaço — o mais íntimo do mais íntimo, ou a Substância Primordial em si.

Os próprios fatos que a Ciência moderna aduz para provar a existência e as propriedades do Éter são aqueles que a Ciência Oculta também aduziria para provar que há outros Planos de Substância além dele — além no sentido de dentro, e novamente dentro, assim como o Éter está dentro da matéria física.

E quando voltamos àqueles Planos interiores — o que diremos do Movimento? Se o movimento intrínseco do Éter da Ciência é tão inconcebivelmente maior ou mais universal (mais próximo do "infinito") do que qualquer coisa que conhecemos como movimento da matéria do Plano físico, quanto mais "infinito" será o movimento intrínseco do Plano imediatamente além do Éter, e então, novamente, do Plano além desse? Se o éter físico grosseiro pode transmitir vibrações à enorme velocidade de 185.000 milhas por segundo, a que velocidade a Substância Manásica as transmitirá? — essa velocidade possivelmente sendo "telepática", ou ocorrendo no meio pelo qual o pensamento é primariamente transmitido de uma mente a outra.


Agora, embora nenhum número de multiplicações possa perfazer a infinitude, somos obrigados a considerar a infinitude ou a absoluta como o termo final.

O movimento da Substância Primordial deve ser Movimento Absoluto; e qualquer "vibração", qualquer "movimento" dessa substância está instantaneamente presente em toda parte; nenhum tempo é ocupado na transmissão.

Acrescente a esse conceito que nenhuma perturbação, movimento ou vibração isolada da matéria física — ou da "matéria" de qualquer outro Plano — pode ocorrer sem alcançar e afetar todos os outros Planos, até a própria Substância Primordial — uma vez que a matéria é Substância Primordial — e vemos que nenhuma ação isolada pode ocorrer "aqui embaixo", ou na substância de qualquer outro Plano, sem estar instantaneamente presente na "outra extremidade" do Universo.

É somente "aqui embaixo" que as propriedades da Substância Primordial são "exibidas como essencialmente finitas".

A ideia do movimento perpétuo absoluto — às vezes chamado de Grande Sopro — é, portanto, uma que está indissoluvelmente associada na Ciência Oculta à ideia da Substância Primordial como envolvendo a noção de "energia". Seu equivalente físico moderno é, naturalmente, o que é conhecido como a doutrina da Conservação de Energia — uma das grandes "descobertas" do século XIX.

"O 'Sopro' da Existência Una é usado apenas em aplicação ao aspecto espiritual da cosmogonia pelo Esoterismo Arcaico; nos outros casos, é substituído por seu equivalente no plano material — movimento.

OS ELEMENTOS CÓSMICOS

O Elemento Uno Eterno, ou Veículo que contém os elementos, é o Espaço, sem dimensões em todos os sentidos; coexistentes com ele estão a Duração Infinita, a Matéria Primordial (portanto Indestrutível) e o Movimento — o 'Movimento Perpétuo' Absoluto, que é o 'Sopro' do Elemento Uno.

Este Sopro, como se vê, nunca pode cessar, nem mesmo durante as Eternidades Pralaicas." (S.D. vol. i. p. 85.)

"A Matéria Eterna retorna periodicamente ao seu estado primário indiferenciado. Os gases mais atenuados não podem dar nenhuma ideia de sua natureza ao físico moderno. Centros de Forças a princípio, as Centelhas invisíveis, ou Átomos primordiais, diferenciam-se em Moléculas e tornam-se Sóis — passando gradualmente à objetividade — gasosos, radiantes, cósmicos, o único 'Redemoinho' (ou Movimento) dando finalmente o impulso à forma, e o movimento inicial, regulado e sustentado pelos infatigáveis 'Sopros' — os Dhyan Chohans." (S.D., vol. i. p. 129.)

Considerados como modificações do grande "Sopro", ou Movimento incessante do Princípio Raiz Uno, os grandes Elementos Cósmicos são às vezes referidos como Tattvas.

"Quer Tattvas signifiquem, como ensina o Ocultismo, 'forças da Natureza', ou, como explica o erudito Rama Prasad, 'a substância da qual o universo é formado' e 'o poder pelo qual é sustentado', é tudo a mesma coisa; eles são Forças Purusha e Matéria Prakriti. E se as formas, ou antes, os planos desta última são sete, então suas forças também devem ser sete. Em outras palavras, os graus de solidificação da matéria e os graus do poder que a anima devem andar de mãos dadas.

"'O Universo é feito do Tattva, é sustentado pelo Tattva e desaparece no Tattva', diz Shiva, citado do Shivágama em Forças Mais Sutis da Natureza."

Isto resolve a questão: se Prakriti é septenária, então os Tattvas devem ser sete, pois, como foi dito, eles são tanto Substância quanto Força, ou Matéria atômica e o Espírito que a anima." (S.D., vol. iii. p. 491.)

Há uma referência acima ao fato de que no Sistema Hindu — que foi habilmente exposto em uma obra intitulada *Natures Finer Forces*, de Rama Prasad, M.A. — apenas cinco Tattvas são enumerados.

A razão para isso é a mesma que já apresentamos na enumeração dos Elementos.

O parágrafo, no entanto, serve bem para mostrar quão intimamente "Matéria" e "Força" são identificadas nos ensinamentos ocultos; e qualquer que seja a terminologia usada, esta será encontrada como a chave para as correspondências que prevalecem em toda a Natureza, e nos "Princípios" e na consciência do próprio Homem.


Para referências adicionais, ver S.D. vol. i. pp. 110, 124, 522, 586, 658, 693; *Blavatsky Lodge Transactions*, vol. ii. p. 6.

CAPÍTULO VII

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E A EVOLUÇÃO DOS ELEMENTOS

Já vimos que, nas concepções da Ciência Oculta, é fundamentalmente impossível separar o grande processo evolutivo da Manifestação Cósmica da Vida e Consciência informantes inerentes, representadas em primeira instância pelo Logos, e em estágios subsequentes por várias Hierarquias de Inteligências Divinas ou Dhyan Chohans.

Qualquer definição final de Matéria que possamos dar deve necessariamente manter alguma relação com a Consciência, pois é somente por ou através da Consciência que a Matéria pode ser conhecida de todo.

Matéria, então, em sua definição final, é simplesmente aquilo que é objetivo para a Consciência em qualquer Plano possível de percepção ou manifestação; em outras palavras, o surgimento da existência do Universo Manifestado é um processo transcendental pelo qual aquilo que existe eternamente no Uno torna-se aparentemente separado na dualidade de Sujeito e Objeto.

Pelo grande princípio fundamental da Ciência Oculta, o da correspondência e analogia, esse processo que ocorre "acima" também ocorre "abaixo". O que se aplica à Vida e à Consciência como um todo, ou em seu aspecto Cósmico, aplica-se também às suas manifestações individuais.

Para o Ocultista, portanto, a evolução de todo fenômeno objetivo ou material — de um átomo a um homem, de um homem a um Globo, de um Globo a um Sistema Solar, de um Sistema Solar a um Universo — é o equivalente ou correlativo de uma evolução correspondente em alguma unidade definida de Vida e Consciência.

Há, de fato, um paralelismo tão completo entre os dois que, se pudéssemos ver todo o processo, tanto no interior quanto no exterior, seria indiferente dizer com o Materialista que sem Matéria não poderia haver Consciência, ou com o Idealista que sem Consciência não poderia haver Matéria.

De acordo, então, com esse princípio fundamental, a Doutrina Secreta ensina que a evolução deste nosso Globo atual, e a evolução da Humanidade, não apenas em sua natureza física, mas também em sua natureza espiritual, mental e psíquica interior, ocorre *pari passu* com a evolução física da matéria com a qual estamos familiarizados.

Podemos considerar a questão agora, no entanto, do ponto de vista inferior ou físico, e falar da Humanidade como adaptando-se às mudanças nos Elementos ou estados da matéria, em vez do contrário; embora não caiamos, com isso, em qualquer ideia tão grosseiramente material como a "origem das espécies" através da "seleção natural" ou da "sobrevivência do mais apto".

"Como afirmado no vol. i., as Humanidades desenvolveram-se coordenadamente e em linhas paralelas com os quatro Elementos, cada nova Raça sendo fisiologicamente adaptada para enfrentar o Elemento adicional. Nossa Quinta Raça está rapidamente se aproximando do Quinto Elemento — chame-o de éter interestelar, se quiser — que tem mais a ver, no entanto, com psicologia do que com física." {S.D., vol. ii. p. 143.}

A alusão aqui à Quinta Raça será bem compreendida pelos estudantes de A Doutrina Secreta, mas podemos talvez explicar brevemente que a evolução do nosso Globo e da Humanidade se processa, segundo os Ensinamentos Ocultos, em certos Ciclos definidos, dos quais há sete maiores, chamados Rounds, e sete subordinados em cada Round, que são chamados Raças.

É talvez digno de nota, a este respeito, que encontramos Sir Oliver Lodge, em The Ether of Space (p. 114), dizendo: "Se alguém pensa que o éter, com toda a sua massividade e energia, provavelmente não tem significado psíquico, não posso concordar com ele."

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

Diz-se que a nossa posição atual é que a Terra está agora no seu Quarto Round, enquanto a nossa Humanidade presente está na Quinta Raça desse Round.

(Veja S.D., vol. i. p. 182 et seq.)

Há uma correspondência, mutatis mutandis, na relação da Humanidade com os Elementos, entre os Rounds e as Raças: entre o quinto Round e a quinta Raça, por exemplo; mas em primeiro lugar, no que diz respeito aos Rounds, podemos notar que cada um deles estará concernido na atividade definida de um dos grandes Elementos Cósmicos, e na evolução da matéria daí resultante, coordenadamente com a evolução da Humanidade nascente.

"O ensinamento geral do Comentário, então, é que cada novo Round desenvolve um dos Elementos Compostos, como agora conhecidos pela Ciência, que rejeita a nomenclatura primitiva, preferindo subdividi-los em constituintes. Se a Natureza é o 'Eterno Devir' no plano manifestado, então esses Elementos devem ser considerados sob a mesma luz; eles têm de evoluir, progredir e aumentar até o fim manvantárico." (S.D., vol. i. p. 271.)

A ideia deve ser cuidadosamente notada nesta e nas seguintes citações: que a matéria física com a qual estamos familiarizados não tem nada em suas características que seja estável ou permanente; ela está em um estado perpétuo de fluxo e mudança, não meramente em suas formas atômicas e moleculares, mas também em consistência ou densidade absoluta.

Esta é uma ideia não meramente absolutamente oposta à ciência ortodoxa do século passado, mas uma que ainda não foi compreendida pelo físico mais avançado, pois pertence antes ao domínio da metafísica.

A Ciência Moderna foi forçada a abandonar o grande dogma do século XIX, a indestrutibilidade do átomo físico, e com isso dar um passo em direção aos ensinamentos da Ciência Oculta; mas de modo algum realizou ainda este ensinamento adicional, de que toda matéria está passando por uma mudança gradual em sua textura, por assim dizer. (Ver S.D., vol. ii. p. 261.)

Não temos um padrão absoluto de densidade; tudo é necessariamente relativo às nossas atuais faculdades e consciência. Se tivéssemos tal padrão, no entanto, poderia ser descoberto que mesmo nossos atuais átomos físicos, as supostas "pedras fundamentais" do Universo, são muito diferentes em densidade absoluta (física) do que eram, digamos, vinte milhões de anos atrás — um pequeno período na vida total do nosso Globo.

Voltando, então, à conexão entre as Rondas e os Elementos, encontramos a Doutrina Secreta ensinando que —

"A sucessão de aspectos primários da Natureza, com a qual a sucessão das Rondas está relacionada, tem a ver, como já foi indicado, com o desenvolvimento dos Elementos — no sentido Oculto — Fogo, Ar, Água, Terra. Estamos apenas na quarta Ronda, e nosso catálogo até agora fica aquém. A ordem em que esses Elementos são mencionados, na penúltima frase, é a correta para fins Esotéricos e nos Ensinamentos Secretos. A Terra, tal como a conhecemos agora, não existia antes da Quarta Ronda, há centenas de milhões de anos, o início da nossa Terra geológica. O Globo, diz o Comentário, era ígneo, frio e radiante, como seu homem e animais etéreos, durante a Primeira Ronda — uma contradição ou paradoxo na opinião da nossa Ciência atual; luminoso e mais denso e pesado durante a Segunda Ronda; aquoso durante a Terceira. Assim são os Elementos invertidos." (S.D., vol. i. p. 272.)

Não meramente "matéria" — a evolução subsequente a partir dos Elementos básicos — mas esses próprios Elementos estão sujeitos a mudança e modificação com o curso das Rondas.

"Em suma, nenhum dos chamados Elementos foi, nas três Rondas precedentes, como são agora.

Pelo que sabemos, o Fogo pode ter sido Akasha puro, a Primeira Matéria da 'Grande Obra' dos Criadores e Construtores.

. . . O Ar, simplesmente Nitrogênio; . . . A Água, aquele fluido primordial que era necessário, segundo Moisés, para fazer uma 'Alma Vivente'." {D.S., vol. i. p. 273.)

"Os Elementos, sejam simples ou compostos, não poderiam ter permanecido os mesmos desde o começo da evolução de nossa Cadeia.

. . . A vida mineral, vegetal e humana estão sempre adaptando seus organismos aos Elementos então reinantes; e portanto esses Elementos eram então adequados a eles, como o são

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

agora para a vida da humanidade presente.

Somente na próxima, ou Quinta, Ronda é que o Quinto Elemento, o Éter — o corpo grosseiro de Akasha, se é que pode ser assim chamado — tornar-se-á, ao se tornar um fato familiar da Natureza para todos os homens, assim como o Ar nos é familiar agora, deixará de ser, como atualmente, hipotético, e um 'agente' para tantas coisas.

. . . Com o próximo Elemento adicionado aos nossos recursos na próxima Ronda, a Permeabilidade tornar-se-á uma característica tão manifesta da matéria que as formas mais densas desta Ronda parecerão às percepções do homem tão obstrutivas quanto uma névoa espessa, e nada mais." (D.S., vol. i. p. 277.)

Talvez seja necessário aqui, mais uma vez, advertir o estudante contra formar qualquer ideia da natureza dos Elementos reais da Ciência Oculta a partir de seus correspondentes nomes físicos.

Falar, por exemplo, do Globo como sendo ao mesmo tempo "ígneo, frio e radiante" parecerá, desse ponto de vista, absolutamente contraditório.

É possível, no entanto, que a Ciência moderna ainda venha a descobrir que há corpos visíveis e brilhantes no espaço que não são vapores incandescentes; ou, de fato, matéria em qualquer estado que conhecemos fisicamente neste Globo.

"A Segunda Rodada traz à manifestação o segundo Elemento — Ar; um Elemento cuja pureza asseguraria vida contínua àquele que o usasse. . . . A Terceira Rodada desenvolveu o terceiro Princípio — Água; enquanto a Quarta transformou os fluidos gasosos e a forma plástica do nosso Globo na esfera dura, crostosa e grosseiramente material em que vivemos." (S.D. vol. i. p. 280.)

"Desses (os sete Elementos primitivos, embora compostos, em nossa Terra), quatro Elementos estão agora plenamente manifestados, enquanto o quinto — Éter — está apenas parcialmente assim, pois estamos mal na segunda metade da Quarta Rodada e, consequentemente, o quinto Elemento se manifestará plenamente apenas na quinta Rodada. Os Mundos, incluindo o nosso, como germes, foram, naturalmente, primordialmente evoluídos do Um Elemento." (S.D., vol. i. p. 164.)

A citação a seguir refere-se à diferença entre os nossos chamados elementos químicos e os Elementos do Ocultista.

"Certamente, então, os elementos agora conhecidos por nós — seja qual for o seu número — como são entendidos e definidos no presente, não são, nem podem ser, os Elementos primordiais. Aqueles foram formados a partir das 'coalhadas da fria e radiante Mãe' e da semente de fogo do quente Pai, que 'são um'; ou, para expressá-lo na linguagem mais simples da Ciência Moderna, esses Elementos tiveram sua gênese nas profundezas da névoa de fogo primordial, as massas de vapor incandescente das nebulosas irresolvíveis. . . . Os elementos agora conhecidos chegaram ao seu estado de permanência nesta Quarta Rodada e Quinta Raça. Eles têm um curto período de descanso antes de serem impelidos mais uma vez em sua evolução espiral ascendente, quando o 'fogo vivo de Orcus' dissociará o mais irresolvível e os espalhará novamente no Um primordial." (S.D., vol. i. p. 593.) Há vários assuntos nas citações que acabamos de dar que requerem maior elucidação, e primeiro e acima de tudo, talvez, a ordem em que a evolução dos Elementos é dada em sua conexão com a evolução da Humanidade nas sucessivas Rodadas.


Ver-se-á que a série dos Elementos começa com o Fogo, como aquilo que se manifesta ou evolui na primeira Rodada.

Seguem-se o Ar, a Água, a Terra, na ordem aqui dada.

A Terra é o quarto da série e, portanto, corresponde à quarta Rodada.

Mas não é de modo algum claro à primeira vista por que a Terra, o mais grosseiro e mais material de todos os Elementos, deveria caracterizar a quarta Rodada; na verdade, pareceria que isso só se faz começando arbitrariamente a série com o Fogo, ao passo que, na ordem dos sete Elementos como dada em nosso último capítulo, pareceria que o próprio Fogo é o quarto na ordem descendente.

Além disso, afirma-se que o próximo Elemento a se manifestar na próxima ou quinta Rodada será o Éter, enquanto vimos anteriormente que o Éter (note-se a grafia, contudo) vem antes do Fogo na ordem descendente, e é apenas o quinto Elemento se contarmos de baixo para cima.

A explicação completa dessa aparente discrepância encontra-se no fato já brevemente referido na p. 64, de que os Planos Cósmicos são, para fins de classificação, considerados divididos em duas séries ou grupos principais: uma tríade superior de três — simbolizada pelo triângulo — e

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

um quaternário inferior de quatro — simbolizado pelo quadrado.

Os três Planos superiores pertencem ao Cosmos espiritual ou não manifestado, enquanto é somente nos quatro inferiores que ocorre o que conhecemos como manifestação ou evolução, e é somente a estes que se aplica o ensinamento concernente às Rodadas — eles são os quatro Planos Materiais do Cosmos; e, correspondentemente, cada Plano tem suas subdivisões materiais, ou quatro inferiores: a saber, em nosso Plano físico, a terra, o ar, o fogo e a água, com os quais estamos fisicamente familiarizados, enquanto o Éter é o quinto.

Princípios.

Planos.

Elementos

Atma.

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Manas

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Manas inferior.

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Astral.

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Físico.

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I

Terra.

Referimo-nos na página 64 à explicação dada no vol. i. p. 221 de *A Doutrina Secreta* sobre as várias Rondas e Planos, mas será melhor aqui apresentar um desenho modificado do diagrama que ali se encontrará, a fim de mostrar a relação dos Elementos com os vários Planos, e também com os "Princípios".

Ver-se-á, por uma olhada neste diagrama, que a manifestação ou evolução, começando apenas no quarto Plano contando de cima para baixo, está concernida, em primeira instância, com o Elemento Fogo; e então, em ordem descendente, com o Ar, a Água e a Terra, respectivamente.

Os pequenos círculos marcados A, B, C, etc., podem representar tanto Rondas, Globos ou Raças, mas não precisamos complicar aqui a questão com qualquer referência ao que é conhecido como "Globos". Elucidaremos isso no Capítulo IX.


"Mesmo no plano mais elevado do nosso universo, o plano do Globo A ou G, o fogo é, em um aspecto apenas, o quarto elemento." (Trad. Blav. Lodge, ii. 24.)

O próximo fato que devemos notar é este: que cada uma das primeiras quatro Rondas, A, B, C, D, leva-nos para baixo, a uma condição ou estado de Matéria cada vez mais material, de modo que na quarta Ronda (D) alcançamos o nosso presente estado material ou "terreno".

Mas isto é apenas uma metade de todo o Ciclo, e a segunda metade é um retorno de volta através dos mesmos Planos ou Elementos.

A primeira metade é, de fato, o período evolucional, e a segunda metade o período involucional, ao qual já nos referimos na p. 48. Eles estão indicados no diagrama pela direção das setas.

Estamos agora preparados para lidar com a afirmação de que o próximo Elemento a se manifestar será o Éter.

Não é de todo claro à primeira vista como isso pode ser assim, mas o estudante cuidadoso de *A Doutrina Secreta* está bem ciente de que há aparentes discrepâncias em muitas das afirmações feitas, as quais, no entanto, desaparecem após um exame mais aprofundado.

Muitas dessas aparentes discrepâncias surgem do fato de que ainda há muito que não pode ser dado de forma completa e clara, e também que, em grande medida, é intencional que muito fique a cargo da intuição do estudante para interpretar de maneira espiritual e metafísica; caso contrário, há grande perigo de que todo o ensinamento seja endurecido e materializado em um sistema rígido.

Como já dissemos antes, as coisas superfísicas só podem ser representadas ao intelecto por suas correspondências físicas, ou por simbolismo e analogia; mas deve-se ter grande cuidado para que a intuição fique livre para trabalhar, de modo que a questão não seja endurecida em um sistema dogmático do qual nada mais possa ser extraído.

Todos esses Planos e Rondas, e até mesmo os próprios Elementos, devem ser considerados como

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

uma espécie de suporte ou andaime para a construção, dentro de si mesmo, do templo da Verdade.

Quando isso é feito, o andaime é removido.

"Uma vez que, no entanto, como antes foi confessado, esta obra (A D.S.) contém muito mais do que revela, o estudante é convidado a usar suas próprias intuições." (D.S., vol. i, p. 299.)

A analogia é nosso guia certo; mas em qualquer afirmação particular devemos ter cuidado para reconhecer se estamos lidando com Rondas, Raças ou Planos; ou se apenas com as subdivisões destes. Aproveitamos a oportunidade aqui, de fato, para advertir o leitor contra qualquer visão rígida ou material da classificação que A Doutrina Secreta adota, e que, portanto, estamos usando aqui.

De vez em quando, uma dica é lançada em A Doutrina Secreta para que o estudante intuitivo trabalhe sobre ela.

Tal dica está contida em uma citação que já demos na p. 75: "Este (o plano da objetividade terrestre) sendo para o homem o último, seu próprio plano." Em outras palavras, para outros seres pode haver — e o Ocultismo diz que há — um plano ainda "inferior"; mas o plano "físico" é o plano da consciência objetiva do homem, qualquer que seja o estado de consciência que isso possa ser.

Nossa classificação, então, é vista como apenas uma escala ou régua conveniente com a qual podemos medir ou mapear uma porção do Universo — aquela pequena porção, de fato, que está compreendida sob o termo fenomenal.

Podemos, portanto, considerar nossa classificação assim.

Se tomarmos um círculo dividido em 360 graus, podemos começar a contar esses graus a partir de qualquer ponto do círculo.

Se, além disso, tivermos uma escala de quadrante de 90 graus, é evidente que podemos aplicá-la a qualquer parte do nosso círculo e deslocá-la conforme desejarmos.

Nossa escala de quadrante é a escala de planos e subplanos do nosso diagrama, e pode ser colocada em qualquer lugar do círculo do tempo — pois "tempo" é um círculo ou ciclo.

O que determina a posição de nossa escala ou diagrama é a consciência¹ do Homem, ou da Humanidade; pois essa consciência determina a posição do Plano físico como o ponto a partir do qual começamos a contar.

Ou podemos tomar outra analogia.

Consideremos nosso diagrama como equivalente ao sistema tonic sol-fa de notação musical.

Nessa notação, os diversos sons da escala têm o mesmo valor relativo, qualquer que seja o tom; mas não têm valor absoluto como taxas definidas de vibração.

Podemos mudar o tom à vontade, e então deslocamos o valor absoluto da tônica e de todas as outras notas, embora seu som relativo seja o mesmo.

Tal deslocamento da nota tônica é o deslocamento da consciência da Humanidade de Raça para Raça, e de Ronda para Ronda.

"Ciclos e épocas dependem da consciência. . . . Ciclos são medidos pela consciência da humanidade, e não pela natureza." (S.D., vol. iii, p. 563.)

Agora, portanto, com relação ao quinto Elemento, que só virá à manifestação plena na próxima ou quinta Ronda, deve-se notar em primeiro lugar que, nas citações dadas, ele é grafado "Ether", não "Aether".

Somos ainda mais postos em guarda pela frase "chame-o de Éter interestelar, se preferir". Em outra citação, também é falado como "Éter — o corpo grosseiro de Akasha, se é que pode ser chamado mesmo assim".

Aqui, então, vemos claramente que este Éter não é o quinto Elemento Cósmico, o Éter; pois, de fato, um olhar para o diagrama nos mostrará claramente que não pode ser, pois não podemos saltar de uma só vez do fundo do ciclo para o topo; na verdade, se fosse o quinto Elemento Cósmico, a Quintessência de todos os outros, estaríamos saltando para fora da manifestação por completo.

Na próxima Rodada, contudo,

a Matéria retornará ao estado Astral ou "Aquoso", e é este estado que Madame Blavatsky aqui identifica, apenas por analogia, com o "Éter interestelar" — se preferir.

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

Vimos no Capítulo III.

que o Éter é identificado com a Luz Astral, e pelos Cabalistas e outros Ocultistas o Princípio Astral é sempre identificado com a Água.

Vemos também no diagrama que o Elemento Cósmico Água corresponde ao Plano Astral.

Deve-se notar, contudo, que deve necessariamente haver uma vasta diferença entre o estado da "Matéria" neste Plano na próxima Rodada, daquele que lhe pertenceu na última ou terceira Rodada; pois neste último caso está na metade descendente do Ciclo de evolução, ao passo que na próxima Rodada estará no arco ascendente do Ciclo, e terá acrescentado a si tudo o que resultou do vasto período intermediário.

É difícil, ou mesmo impossível, dar qualquer indicação ou analogia quanto ao que essa diferença pode consistir fisicamente, ou em quaisquer termos da Ciência física.

Devemos lembrar que na Ciência Oculta a evolução física não tem significado aparte da correspondente Vida e Consciência.

É isso que evolui, e os estados físicos externos são apenas os correlativos das mudanças internas.

"É a evolução espiritual do homem imortal interior que forma o tenet fundamental das Ciências Ocultas." (S.D., vol. i. p. 695.)

Na próxima Ronda, então, a "Matéria" externa deve corresponder a toda a vasta experiência pela qual a "Mônada" interna passou; não é um mero retorno na textura da Matéria ao estado "Aquoso".

Isto é ainda mais corroborado pela pista que nos é dada de que este quinto Elemento em evolução — ou melhor, o quinto Elemento com o qual a Humanidade em evolução entrará em relação — "tem mais a ver com psicologia do que com física." Tem, de fato, a ver com o que é comumente referido como o desenvolvimento de nossas faculdades "astrais".

Embora o desenvolvimento dessas faculdades — agora, de fato, vindo amplamente à evidência, e formando a base da nova ciência da Pesquisa Psíquica — pertença, em certa medida, à nossa presente quinta Raça, contudo é somente na próxima Ronda que elas atingirão sua plena ou normal ascendência.


A Humanidade estará, de fato, então inteiramente no que é para nós agora o "Plano Astral." A passagem da matéria através da matéria será um dos fatos mais familiares da física, pois "a Permeabilidade se tornará uma característica tão manifesta da matéria que as formas mais densas desta Ronda parecerão às percepções do homem tão obstrutivas para ele quanto um nevoeiro espesso, e nada mais."

Mas devemos aqui notar uma distinção adicional que deve ser feita entre o que aqui é chamado de Éter interestelar, e o Éter da ciência moderna.

O quinto Elemento, ou o próximo na ordem de manifestação, se é para ser chamado de "Éter" de todo, é este Éter interestelar, e não o Éter da ciência moderna — o Éter, isto é, que a ciência moderna reconhece como envolvido nos fenômenos de luz, calor, eletricidade, magnetismo e matéria, i.e., corpúsculos ou elétrons.

A ciência moderna tem apenas um Éter; a Ciência Oculta tem vários; e em particular ensina que o Éter com o qual entramos em contato dentro da "atmosfera" (aura seria talvez uma palavra melhor) de nossa Terra não é o mesmo que o Éter do Espaço, o Éter interestelar.

Todos os Elementos, de fato, existem em uma condição diferente dentro da esfera de cada Globo, Planeta ou Sol daquela que existe no Espaço; eles estão em um contínuo estado de fluxo e mudança em consequência dos ciclos evolutivos pelos quais os Globos estão passando, e esses ciclos evolutivos são diferentes para cada Globo ou Planeta.

“Nem a Água, o Ar, nem a Terra (um sinônimo para sólidos em geral) existiam em sua forma atual (no princípio), representando os únicos três estados da matéria reconhecidos pela Ciência; pois todos esses, e até mesmo o Fogo, são produções já recombinadas pelas atmosferas de globos completamente formados, de modo que nos primeiros períodos da formação da Terra eles eram algo bastante *sui generis*.

Agora que as condições e leis que regem nosso Sistema Solar estão plenamente desenvolvidas, e que a atmosfera de nossa Terra, como a de qualquer outro globo, tornou-se, por assim dizer, um cadinho

EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE E DOS ELEMENTOS

próprio, a Ciência Oculta ensina que há uma perpétua troca ocorrendo, no espaço, de moléculas, ou melhor, átomos, correlacionando-se e, assim, mudando seus equivalentes de combinação em cada planeta.” {D.S., vol. i. p. 165.)

“Assim, não apenas os elementos de nosso planeta, mas até mesmo os de todas as suas irmãs no Sistema Solar, diferem em suas combinações tão amplamente uns dos outros quanto dos elementos cósmicos além de nossos limites solares. . . . Portanto, os elementos de nosso planeta não podem ser tomados como padrão de comparação com os elementos em outros mundos.” {D.S., vol. i. p. 166.)

“Nosso globo tem seu próprio laboratório especial nos afastados confins de sua atmosfera, ao cruzar a qual, todo Átomo e molécula muda e se diferencia de sua natureza primordial.” (D.S. vol. i. p. 638.)

As citações acima são sugestivas de muito que não aparece à primeira vista, mas sobre o qual mais luz será lançada em nossos capítulos subsequentes.

Podemos notar aqui a ideia, ainda desconhecida da Ciência Moderna, de que a nossa Terra — e, por correspondência, todos os outros Planetas — tem sua própria esfera particular de atividade física, estendendo-se muito além dos limites ordinariamente atribuídos à nossa "atmosfera", na qual átomos e moléculas, se não são realmente fabricados a partir do Éter interestelar, em todo caso mudam e se diferenciam naquelas formas de matéria, ou átomos e moléculas químicos, com os quais estamos familiarizados.

Não obstante o verdadeiro "Éter" da quinta Ronda — ou da quinta Humanidade — não ser o Éter atual da Ciência, devemos reconhecer uma relação de correspondência entre ele e esta última.

O Éter da Ciência pode ser considerado o Éter da quinta Raça.

O reconhecimento de sua importância capital nos fenômenos físicos é o resultado do grande trabalho da Ciência do século dezenove.

O reconhecimento de sua importância psíquica será o trabalho do século atual.

O estudante deve ler cuidadosamente, a este respeito, toda a seção xi., vol. i., de A Doutrina Secreta, da qual a última citação foi extraída.

CAPÍTULO VIII

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

Já nos referimos à posição do Plano Físico como um todo na grande Ordem Cósmica.

É — para o Homem — a do Elemento mais grosseiro ou "Terra", o Plano da maior densificação, involução ou limitação daquele Movimento ou "Sopro" pelo qual a Substância é modificada e se torna fenomênica.

Por correspondência e analogia, contudo, nosso Plano Físico reflete todo o Cosmos, e o que a Substância Primordial, ou o Elemento único, é para todo o Cosmos, assim é a forma última da matéria, ou Protilo do Plano Físico, para todo o resto desse Plano: para aquelas formas subsequentemente evoluídas que são a matéria de nossas percepções, os elementos químicos, assim chamados, e outros estados da matéria ainda não alcançados pela investigação científica.

A Doutrina Secreta dá pouca ou nenhuma informação precisa sobre a constituição real do Protyle físico, ou sobre as várias subdivisões do Plano Físico; nem mesmo lança muita luz sobre muitas questões práticas de química e física que parecem exigir solução imediata.

Sua província parece ter sido lidar mais com o aspecto filosófico amplo da questão, deixando os detalhes para serem preenchidos por investigadores posteriores.

Até certo ponto, um esforço foi feito para levar isso a cabo, e temos atualmente uma quantidade considerável de informações que são de enorme interesse e importância, não apenas em vista das descobertas mais recentes da Ciência, mas também pela maravilhosa luz que lançam sobre aqueles ensinamentos da Doutrina Secreta, que agora elucidamos até certo ponto.

A Doutrina Secreta foi publicada em 1888 e, como sabemos, a Ciência física passou desde então por quase uma revolução, devido à descoberta da Radioatividade, do Rádio e do Corpúsculo ou Elétron.

Cada avanço feito pela Ciência ortodoxa, no entanto, tem sido uma confirmação clara dos ensinamentos da Ciência Oculta, e a posição que hoje obtém para aqueles que estudaram esta última, bem como acompanharam o progresso da pesquisa moderna, é uma de clara compreensão de muitos detalhes que antes eram obscuros, e de grande confirmação adicional dos princípios gerais enunciados na Doutrina Secreta.

O mesmo pode ser dito em muitos outros departamentos da Ciência com os quais a Doutrina Secreta lida, mas no presente estamos preocupados apenas com a Ciência física.

Em novembro de 1895, a Sra. Annie Besant publicou, em Lucifer, um artigo sobre "Química Oculta", que foi prefaciado pelas seguintes palavras: —

"Nos últimos anos, tem havido muita discussão entre os homens de ciência sobre a gênese dos elementos químicos e sobre a existência e constituição do éter."

O aparato que constitui o único instrumento de pesquisa dos cientistas não pode sequer alcançar os confins do éter, e eles aparentemente nunca sonham com a possibilidade de examinar seu átomo químico.

Há, no que diz respeito tanto ao átomo quanto ao éter, uma riqueza de especulação, mas uma pobreza de observação — por falta, naturalmente, de quaisquer meios que tornassem possível qualquer observação.

"O homem possui sentidos, capazes de evoluir para a atividade, que podem observar objetos além dos limites da sensibilidade dos cinco sentidos.

Estes últimos órgãos recebem vibrações do mundo físico, mas sua capacidade de recepção é comparativamente estreita, e vastas quantidades de vibrações, ainda de caráter físico, deixam-nos inteiramente indiferentes.

Os sentidos mais aguçados e delicados do corpo astral estão, em sua maior parte, latentes nos homens de nossa raça e, portanto, não estão disponíveis para uso geral.


Contudo, eles oferecem instrumentos para observação nos níveis superiores do plano físico e trazem sob o conhecimento direto objetos que, por sua pequenez ou sutileza, escapam à visão comum.

Parece valer a pena apresentar ao público algumas observações feitas por meio desses sentidos, em parte porque é possível que sugiram hipóteses úteis para elucidar alguns problemas científicos, e em parte porque a ciência avança rapidamente e, em breve, estará investigando algumas dessas questões por si mesma, e então talvez seja bom para a Sociedade Teosófica que a primeira declaração de fatos que serão então aceitos tenha vindo de membros de seu corpo."

Os detalhes fornecidos neste capítulo, e o diagrama que o acompanha, são agora tomados, com gentil permissão, do artigo a que acabamos de nos referir; e a atenção do leitor também é chamada para uma série adicional de artigos que apareceram em The Theosophist (jan.

e meses seguintes), nos quais o assunto é tratado com muito maior detalhe e com uma riqueza de ilustrações.

Podemos chamar a atenção para o prenúncio da descoberta da desintegração do átomo químico e da existência do elétron, no parágrafo que citamos acima.

Os detalhes aqui fornecidos, no entanto, devem ser aceitos com toda a devida reserva.

Eles exigem uma considerável quantidade de confirmação e maior elucidação quanto aos pormenores: embora, sem dúvida, corretos no essencial.

Primeiro, então, quanto ao Protyle, ou forma última da matéria do Plano físico — a Substância Primordial apenas do Plano físico — verifica-se que este é de natureza atômica; como, de fato, naturalmente concluiríamos, uma vez que deve ser formado por uma diferenciação ou limitação adicional do TYiotion na substância do Plano imediatamente superior.

A formação da matéria de qualquer Plano "inferior" é, na verdade, sempre uma limitação ou involução do movimento livre do Plano imediatamente acima dele.

Isto está estritamente de acordo com as descobertas da Ciência moderna, que ensina que o corpúsculo ou elétron é uma

Posteriormente publicado em forma de livro sob o título de *Occult Chemistry*, T.P.S., 161 New Bond St., Londres, W.

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

forma de movimento da substância etérica, que se torna ainda mais envolvida dentro dos limites do átomo físico.

Os movimentos livres dos átomos físicos ou químicos são ainda mais limitados ou envolvidos quando estes se combinam para formar moléculas compostas.

Podemos agora nos referir ao nosso diagrama, onde um esboço do átomo último do Plano físico — o átomo do "Protyle" da nossa matéria física — é dado no canto superior esquerdo, marcado com E.

Apenas uma descrição geral deste átomo pode ser dada aqui; o estudante deve ser remetido, para uma descrição completa, aos artigos já mencionados.

Este átomo último consiste em um redemoinho ou vórtice de matéria astral, a matéria ou substância do Plano imediatamente acima do físico.

Ele tem uma estrutura definida, consistindo em um número de espirais, que são ainda compostas de espirilas — não mostradas no diagrama.

O átomo inteiro está em movimento extremamente rápido, como um pião, causado pelo movimento vortical das espirais.

Este movimento de cada espiral passa ao redor e ao redor do exterior do átomo e, então, entrando pelo topo, forma um vórtice interno, finalmente saindo pela base, para passar mais uma vez ao redor do exterior.

Cada espiral forma, portanto, por assim dizer, um anel ou tubo de força contínuo, que provavelmente tem uma analogia, embora não uma correspondência exata, com os bem conhecidos tubos de Faraday de indução magnética.

Encontramos, de fato, o Professor Sir J. J. Thompson, em sua obra *Eletricidade e Matéria*, falando definitivamente sobre "os tubos de Faraday que se estendem através do átomo entre os constituintes eletrificados positiva e negativamente."

Cada espiral tem sua própria cor particular, que está continuamente brilhando em resposta a vibrações recebidas de outros átomos, ou de um Plano superior.

Todo o objeto é descrito como sendo de grande beleza e como se movendo com rapidez quase inconcebível.

Este último é, naturalmente, a bem conhecida característica do que a Ciência atualmente chama de Éter, cujas vibrações são contadas aos milhões de milhões, em contraste com as poucas centenas ou milhares da matéria física mais grosseira.


Além do movimento de rotação do átomo como um todo, ele é descrito como tendo dois outros movimentos característicos.

O eixo descreve um pequeno círculo, assim como um pião faz quando está começando a desacelerar.

Este movimento é o que é geralmente conhecido como o de precessão, e tem sua correspondência astronômica na precessão dos equinócios.

Além desses dois movimentos, o átomo também tem um movimento pulsatório regular, uma contração e expansão, como a pulsação do coração.

Referindo-nos novamente ao nosso diagrama, a primeira coluna vertical representa a formação de um átomo de gás hidrogênio por um processo de agregação gradual desses átomos últimos em corpos cada vez mais complexos.

Contando o próprio átomo último como um estágio, temos cinco estágios antes que o estágio gasoso da matéria seja alcançado; os dois estágios restantes, os de líquidos e sólidos, perfazendo sete subestágios ao todo.

Os quatro primeiros, isto é, os quatro estágios superiores, foram chamados pela Sra. Besant de Éter nº 1, nº 2, nº 3 e nº 4, respectivamente, em ordem descendente.

É bem possível que essa classificação possa ter de ser modificada mais tarde, à medida que se conheça mais, tanto pelo lado Oculto quanto pela ciência puramente física; mas, por enquanto, pensamos que esses quatro estados superiores da matéria física podem ser considerados como éter físico, em distinção do éter interestelar — uma distinção que já fizemos.

Na página 574 do vol. i. de A Doutrina Secreta, somos claramente informados de que devemos distinguir a "matéria ponderável" — isto é, sólidos, líquidos e gases — "daquele Éter que é matéria ainda, embora um substrato". Podemos provavelmente considerar esses átomos superiores como aqueles já mencionados como sendo modificados por sua entrada na "atmosfera" do nosso Globo; ou possivelmente são os átomos que são fabricados no

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

"laboratório especial nos confins distantes da nossa atmosfera".

Lembrando que a "Ciência Oculta tem vários éteres" — todos os quais são diferenciações do éter — e que o "éter mais baixo" é o nosso Plano físico ou "Prakrítico", acharemos mais propício à clareza de exposição considerar todos os sub-planos atômicos, como dados em nosso diagrama, como constituindo as diferenciações do nosso Éter físico, ou da Quinta Raça; o Éter, a saber, sobre cuja estrutura a Ciência moderna agora especula.

Há uma tendência geral nessas especulações de considerar o éter como tendo uma estrutura vortical de grão fino, conferindo-lhe uma rigidez e elasticidade girostáticas.

Podemos facilmente ver que em nosso átomo último E temos algo que se parece extremamente com essa mesma coisa; embora seja difícil dizer no momento atual até que ponto isso se harmonizará com as teorias físicas modernas, ou de que maneira o fenômeno da transmissão da luz depende do átomo E.

É também uma questão interessante saber quais desses sub-átomos podemos considerar como sendo o corpúsculo ou elétron real, recentemente descoberto pela ciência nos fenômenos do rádio e da radioatividade em geral.

Esta questão, no entanto, não pode ser respondida definitivamente no momento presente, a partir das informações disponíveis, especialmente porque os cientistas ainda não decidiram quantos corpúsculos estão contidos em qualquer átomo químico particular.

A estimativa original para o átomo de hidrogênio era de 800 a 1000; desde que se descobriu que a massa do corpúsculo era cerca de 1/1800 do próprio átomo de hidrogênio.

Investigações posteriores, no entanto, reduziram o número para o valor do peso atômico do elemento, ou seja, para 1 no caso do hidrogênio.

Não acreditamos, porém, que um conhecimento mais aprofundado venha a confirmar essa estimativa extremamente baixa.

Por outro lado, a Sra. Besant é muito precisa quanto ao número de átomos últimos ou corpúsculos em um átomo de hidrogênio.

Afirma-se que são 18; e o número de átomos últimos que foram contados em outros elementos químicos corresponde muito de perto ao peso atômico aceito multiplicado por esse número.

Em outras palavras, se o número de átomos observados for dividido por 18, teremos o peso atômico relativo do elemento particular, em termos do peso dos átomos de hidrogênio.

Por exemplo, o número de átomos ou corpúsculos observados no átomo químico de oxigênio é dado como 290, e 290 ÷ 18 dá 16,11 como o peso atômico do elemento.

O número de átomos últimos observados em um átomo químico de nitrogênio é encontrado como 261, e isso dividido por 18 dá 14,5 como o peso atômico.

O peso atômico oficial atual do oxigênio é considerado 15,879, e o do nitrogênio, 14,01.

Nada do que aqui foi afirmado deve ser aceito de maneira rígida ou definitiva, mas a grande lei de correspondência e analogia deve ser mantida em vista o tempo todo.

Se isso for feito, nosso diagrama será considerado de grande utilidade, pois nos dá a ideia geral ou princípio que deve prevalecer em todos os Planos, na descida ou evolução da Matéria, do mais elevado Plano Cósmico ao mais baixo, bem como nas subdivisões de cada Plano separado.

Assim, as várias subdivisões E, Eg, etc., poderiam corresponder tanto a Planos Cósmicos quanto a subdivisões do mais baixo, ou Plano físico.

Apresentamos este diagrama e esta explicação aqui, de fato, principalmente porque nos ajuda a compreender esses amplos princípios de correspondência e analogia, bem como muitas questões que são apenas brevemente sugeridas em A Doutrina Secreta.

Tomando agora os sub-planos em ordem descendente e seguindo a evolução do átomo de hidrogênio, encontramos no segundo sub-plano Eg que os átomos E se agregam em três grupos, cada um contendo três átomos últimos.

Cada um desses três grupos, no entanto, é um sub-átomo diferente, na medida em que os movimentos relativos dos três átomos componentes

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

é diferente em cada caso; eles agem e interagem uns com os outros de maneira distinta.

Essa ação é parcial e muito inadequadamente representada pelas linhas pontilhadas dentro do círculo do sub-átomo.

Essas linhas indicam, na realidade, um jogo de força, ou seja, uma ação que ocorre sobre ou a partir de um plano superior.

O círculo externo representa meramente a linha-limite da esfera de atividade dos átomos internos.

Esses átomos internos ocupam um certo espaço, muito maior do que eles mesmos, devido ao seu movimento.

Não há uma casca-limite real ou parede de contenção nos átomos ou sub-átomos, como há em uma célula, mas o movimento quase inconcebivelmente rápido dos átomos ou corpúsculos contidos causa um deslocamento da matéria circundante do plano em que existem; eles simplesmente abrem para si um espaço no qual se mover.

A ciência física nos mostra que os corpúsculos se movem com uma velocidade que se aproxima à da luz, ou seja, 185.000 milhas por segundo, e velocidades tão altas quanto 120.000 milhas por segundo foram de fato medidas no caso de alguns dos corpúsculos.

Imagine o que isso significa dentro do espaço diminuto do sub-átomo.

É praticamente movimento absoluto, ou seja, a presença de cada partícula em cada ponto do sub-átomo em cada momento do tempo.

É em virtude desse movimento que o átomo se comporta como uma substância sólida.

Descendo agora de Eg para Eg, temos combinações e agregações adicionais dos sub-átomos do sub-plano Eg; e em E estes se tornam ainda mais envolvidos em combinações mais complexas, cada sub-plano inferior consistindo de agregações dos sub-átomos do plano imediatamente acima dele.

No próximo afastamento de E, temos o átomo físico real do gás hidrogênio, que agora se vê consistir de dois dos sub-átomos do plano E imediatamente acima dele, mas dispostos de maneira diferente quanto aos sub-átomos constituintes b e b. Esses sub-átomos b e b serão vistos como pertencendo realmente ao sub-plano Eg, mas também formam uma combinação no sub-plano Eg. Cada um desses sub-átomos, b e b, tem, como foi dito antes, três átomos últimos E, e assim se verá que há 18 desses átomos últimos em um átomo de gás hidrogênio.


As outras duas colunas do diagrama, marcadas O e N, representam respectivamente a evolução de um átomo de oxigênio e de um átomo de nitrogênio; para detalhes completos dos quais devemos remeter nossos leitores aos artigos em questão.

Vemos, então, que a matéria de qualquer sub-plano — e, por correspondência e analogia, de qualquer Plano Cósmico — é formada por uma involução ou limitação da matéria ou substância do plano imediatamente acima dele — os movimentos livres dos respectivos átomos em seu próprio plano tornando-se confinados e limitados dentro dos limites dos átomos do plano inferior.

O que comumente conhecemos, portanto, como a evolução da matéria é, na realidade, a involução do movimento ou da força.

É a criação de uma coisa definida por meio da limitação.

A imagem mental que este diagrama nos permite formar da constituição dos átomos e moléculas químicos está praticamente em linha com as mais recentes declarações da ciência física, embora vá muito além.

O conteúdo principal do átomo químico, tal como atualmente conhecido pelos cientistas, é o corpúsculo ou elétron, que dificilmente pode ser considerado o átomo E. último, embora haja algumas coisas que pareçam apontar para isso.

Por exemplo, seja qual for o elemento químico do qual os corpúsculos sejam obtidos, eles sempre parecem ser idênticos.

São invariavelmente eletro-negativos, e a carga de eletricidade associada a cada corpúsculo também é invariável; de fato, eles se comportam como átomos definidos de eletricidade.

Por outro lado, a Sra. Besant afirma que quando uma corrente de eletricidade é aplicada sobre os átomos últimos Ej, eles se tornam polarizados e se organizam em linhas definidas, entrando a corrente na depressão em forma de coração no topo do vórtice e saindo pela

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

parte inferior para o próximo átomo, onde novamente entra no topo, e assim por diante.

Ora, se isso é assim, então a corrente de eletricidade deve pertencer a um Plano superior; deve consistir, no mínimo, de átomos de matéria astral.

Mas o conceito moderno de uma corrente de eletricidade é que ela é simplesmente um fluxo de corpúsculos ou elétrons; e se isso está correto, bem como a afirmação da Sra. Besant, então o corpúsculo ou elétron da ciência moderna deve ser um átomo astral real.

Será, de fato, um átomo — isto é, um vórtice ou redemoinho — de éter "interestelar", não de éter físico.

Há, de fato, uma aparência de probabilidade nisso, se a estimativa original dos físicos de que o átomo de hidrogênio contém cerca de 800 corpúsculos puder ser mantida. A Sra. Besant afirma que o átomo E é representado no Plano astral por 49 átomos; e como há 18 átomos E no átomo químico de hidrogênio, 18x49 = 882 — uma aproximação notavelmente próxima.

Não pensamos, contudo, que isso possa ser sustentado, e seria melhor, por ora, deixá-lo de lado e tratar apenas das analogias mais óbvias entre as teorias físicas modernas e os ensinamentos ocultos ora diante de nós. A teoria moderna sobre a natureza de uma corrente elétrica será, sem dúvida, modificada a ponto de se tornar irreconhecível antes que muitos anos se passem; pois, hoje em dia, teorias "modernas" tornam-se muito antigas em bem pouco tempo.

Poderíamos apontar, no entanto, que a teoria moderna que considera a eletrificação de um átomo ou íon como devida à presença ou ausência de um único corpúsculo, seja no próprio átomo, seja possivelmente a ele ligado como uma espécie de satélite — consistindo a eletrificação negativa em um corpúsculo em excesso, e a positiva em um corpúsculo em falta — não pode encontrar qualquer confirmação à luz da estrutura dos átomos com que ora lidamos.

Ver-se-á prontamente que essa estrutura é tão definida que, qualquer que seja o subplano a que o corpúsculo pertença, a retirada de um único corpúsculo exigiria a desintegração de todo o conteúdo do átomo gasoso.


Não há nada que indique que quaisquer átomos livres de subplano estejam ligados como satélites ao átomo gasoso; mas toda a questão da eletrificação ainda permanece por ser elucidada do ponto de vista oculto.

Se a ciência física algum dia descobrirá que o próprio corpúsculo é um corpo altamente complexo, ou se descobrirá outros corpúsculos diferentes dos atualmente conhecidos, resta ver; mas a Ciência Oculta não tem dúvida alguma sobre ambos os fatos.

Uma vez que desejamos aqui, principalmente, fazer uma exposição sistemática e claramente compreensível do assunto, e em termos dos diagramas e da nomenclatura já publicados, veremos que será necessário, para tanto, assumir que toda a matéria do plano físico — o plano D em nosso diagrama na p. 85 — é composta de agregados sucessivos de uma estrutura última relativamente simples, como mostrado no diagrama da Sra. Besant.

Devemos supor ainda que esse átomo último E — ou o Protyle do plano físico — é o Éter físico com o qual a Ciência moderna agora lida; ou, mais estritamente falando, é a primeira forma fenomenal desse Éter, sendo o próprio Éter a "matéria astral" do plano acima.

Temos uma justificativa para isso na seguinte passagem das Transactions of the Blavatsky Lodge, vol. ii. p. 19.

"O éter do qual a ciência tem suspeita é a manifestação mais grosseira dos Akasas, embora em nosso plano; para nós, mortais, é o sétimo princípio da luz astral, e três graus acima da 'matéria radiante'."

Podemos notar aqui, em primeiro lugar, que a "matéria radiante" referida é aquela que fora recentemente descoberta naquela época (1889) por Sir Wm. Crooks, e que também fora por ele chamada de "matéria do quarto estado", isto é, um estado da matéria superior àquele em que a matéria

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

nos é conhecida como gás.

Isso seria, portanto, a matéria do subplano E do diagrama da Sra. Besant; e vemos prontamente por esse diagrama que o que agora chamamos de Éter físico da Ciência moderna é, como diz Madame Blavatsky, "três graus acima" dessa matéria "radiante" do quarto estado, ou a matéria descoberta em tubos de alto vácuo sob a influência de uma descarga elétrica.

Podemos notar que, de acordo com isso, teríamos de colocar o corpúsculo ou elétron também no subplano E, embora o caráter de todos semelhantes desses corpos minúsculos pareça ir contra isso, e antes a favor de serem o átomo último E. Podemos lembrar, no entanto, que essa semelhança total é apenas uma característica de seu valor elétrico ou carga, e da massa aparente daí deduzida, e pode não ser inconsistente com uma complexidade e variedade de estrutura tal como é exibida nos átomos desse subplano, embora essa complexidade seja inatingível e indescobrível pelos meios físicos modernos de pesquisa.

É bem possível, por exemplo, que o sub-átomo ou corpúsculo E do hidrogênio, marcado com o sinal negativo, possa ter exatamente o mesmo valor ou carga elétrica que o sub-átomo ou corpúsculo do oxigênio no mesmo sub-plano, também marcado como eletronegativo.

A Sra. Besant, no entanto, não nos dá nenhuma pista sobre o que constitui o valor positivo ou negativo desses sub-átomos.

Consideraremos, então, que a estrutura última do Éter físico da Ciência moderna seja representada pelo átomo último ou vórtice Ej; mas, ao mesmo tempo, teremos de repudiar o conceito da Ciência moderna de que esse Éter preenche absolutamente o espaço ou é contínuo, ou de que esses átomos últimos constituem uma estrutura granular compacta.

Teremos de fazer uma distinção adicional mais adiante entre Éter físico, Éter astral e Éter interestelar, mas devemos notar aqui a frase "sétimo princípio da luz astral", que Madame Blavatsky usa na citação acima.


A questão aqui é se o sétimo é usado para a subdivisão mais elevada ou para a mais baixa de um Plano.

Se for usado para a subdivisão mais elevada — como acabamos de considerar — então nosso Plano físico é a luz astral.

Se for usado para a subdivisão mais baixa, então ainda poderia harmonizar-se com o restante do ensinamento, por ser o mais baixo do Plano astral, ou o Plano imediatamente acima do físico, pois é dessa "matéria" que o átomo último E de nosso Plano é tecido, e assim o Éter seria realmente a matéria do próximo Plano, embora a primeira forma em que pudesse ser fisicamente conhecido seria o átomo E.

Para resolver essa questão, podemos dar a seguinte citação das mesmas Transactions (vol. ii. p. 30).

"Faça uma distinção entre Éter e Ether, sendo o primeiro divino, o último físico e infernal. Ether é o mais baixo da divisão setenária de Akasa-Pradhana, a primordial Substância-Fogo."

Éter-Akasa é o quinto e sexto princípios do corpo do Cosmos — correspondendo assim a Buddhi-Manas no Homem; o Éter é seu sedimento Cósmico misturando-se com a camada mais elevada da Luz Astral.

Começando com a quinta raça-raiz, desenvolver-se-á plenamente apenas no início da quinta rodada.

Aqui, então, vemos claramente que a numeração é de baixo para cima; e, portanto, o "sétimo princípio da luz astral" de nossa citação anterior, considerado como uma subdivisão, deve ser o subplano mais elevado de nosso atual Plano físico, e este último deve ser a "luz astral".

Ora, há várias indicações em The Secret Doctrine de que este é realmente o caso, embora o termo "astral" na literatura teosófica tenha se tornado inteiramente associado ao Plano imediatamente acima do físico.

Há, de fato, um sentido mais amplo em que o termo pode ser usado para todo o Universo Manifestado, a saber, para todos os quatro Planos inferiores.

Seremos, no entanto, obrigados, em vista do uso convencional do termo, a continuar aplicando-o apenas ao Plano particular imediatamente acima do físico. 1 Ver também S.D., vol. i, pp. 218, 456.

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

Vimos que, por correspondência e analogia, a substância de qualquer Plano está na relação de Substância Primordial com a matéria do Plano imediatamente abaixo dele; mas, além disso, também está em uma relação de força.

Essa relação de força se manifesta de duas maneiras.

Em primeiro lugar, o próprio átomo, E, só pode ser formado por uma força astral definida que lança a matéria do Plano astral naquela forma particular.

Retire essa força e o átomo imediatamente desaparece.

É como formar um anel de vórtice no ar parado.

Quando alguma força adequada é aplicada, capaz de lançar o ar em movimento vorticial, então um objeto definido aparece — isto é, nosso anel de vórtice — onde imediatamente antes tudo era espaço aparentemente homogêneo.

Em segundo lugar, esse objeto definido, nosso átomo Ej, tendo sido assim formado, torna-se agora um centro ou foco, que age e reage a cada momento com as forças e atividades do Plano astral.

Ele é envolvido e interpenetrado pela Matéria desse Plano, bem como de todos os Planos superiores; na verdade, devemos concebê-lo como possuindo um invólucro ou aura definida de matéria ou substância de todos os Planos superiores, exatamente da mesma forma que nós mesmos possuímos tal aura, e como todo Sol, Planeta ou Globo a possui, bem como toda coisa física.

É através dessa aura que nós, e todas as outras coisas, estamos em contato com todos os Planos do Universo, do mais elevado ao mais inferior; e assim também ocorre com cada átomo e molécula, pois o Universo é uma "veste sem costura", tecida em uma única peça de cima a baixo.

Embora, portanto, devamos considerar a força que não apenas constrói o átomo E, mas também continuamente flui através dele, como sendo, em primeira instância, uma força astral, uma força que — para nossas percepções — brotaria do nada, ou de uma "quarta dimensão", ainda assim, mais remotamente, ela é — como já vimos no Capítulo V — a atividade das grandes Inteligências Cósmicas cujos "corpos" são os Elementos Cósmicos, enquanto, em última análise, é a divina energia, pensamento ou Vontade do Logos, atuando no Plano mais elevado de Mulaprakriti.


O átomo E não pode surgir à existência por si mesmo, nem os sub-átomos em qualquer um dos sub-planos inferiores se agregam por qualquer poder inerente que exista meramente em E como uma entidade separada e distinta.

Todos são formados, moldados e configurados por forças substanciais que atuam imediatamente a partir do Plano astral, e são mantidos, sustentados e dirigidos em suas órbitas por essas forças astrais substanciais, assim como os Sóis e Planetas, que são eles próprios apenas sub-átomos em um Cosmos maior.

Essas "forças" astrais — que em seu próprio plano são atômicas — são a "alma" dos átomos físicos.

Na matéria física em sua forma grosseira, tal como comumente se apresenta aos nossos sentidos, não temos percepção desse maravilhoso mundo interior de movimento e atividade prodigiosos, de complexidade inconcebível e beleza de forma.

No entanto, a própria ciência moderna agora avança consideravelmente em abrir essa infinitude interior à nossa visão mental, mostrando-nos a realidade de um mundo interior invisível, sobre o qual a Ciência Oculta há muito tempo tem seu conhecimento definido a transmitir.

Observe qualquer pedaço de matéria grosseira que queira, qualquer fragmento de pedra ou metal.

Para a visão externa, é aparentemente morto, inerte, imóvel.

Não é assim, porém, à luz do que a ciência agora nos ensina. Sua própria estabilidade, sua própria aparente imobilidade, deve-se à intensidade de seu movimento.

É somente o movimento que o torna uma coisa, que lhe confere massa ou inércia, extensão no espaço e todas as outras qualidades que somos capazes de reconhecer de qualquer forma.

O átomo não existe separado do movimento ou da força; não existe tal coisa como uma partícula física, a partícula "massiva, dura, impenetrável" da física do século passado.

A própria ciência moderna a destruiu, e com isso uniu-se ao oculto conhecimento oculto dos Antigos.

Nosso diagrama pode, naturalmente, dar nenhuma concepção dos tamanhos relativos dos átomos e sub-átomos; mas aqui nós

MATÉRIA DO PLANO FÍSICO

podemos completar nossa imagem mental por correspondência e analogia com o que vemos no maior macrocosmo do Sol, Planetas e Estrelas.

O que o Sol e os Planetas são uns para os outros em tamanho relativo e distância, assim são os sub-átomos componentes de qualquer átomo ou molécula mais complexa.

Considere todo o Sistema Solar, até a órbita do planeta mais externo, Netuno — e até mesmo além — como um grande Globo de Éter Astral, especialmente diferenciado, no entanto, da substância que preenche o espaço interestelar além.

O diâmetro deste Globo — até a órbita de Netuno — é de 5.584.000.000 milhas, mas na realidade o próprio Globo é provavelmente muito maior do que isso, alguns ensinamentos ocultos dando-o como mais de 300.000.000.000 milhas.

Dentro deste vasto espaço estão alguns pontos de matéria física, ou seja, os oito Planetas principais, com seus Satélites, e os Asteroides.

Todo o vasto Globo Solar Etérico pode ser considerado como um único átomo ou molécula, sendo os corpos materiais dentro dele os corpúsculos constituintes ou sub-átomos.

Teremos mais a dizer sobre isso em nosso próximo capítulo, mas o apresentamos aqui como uma ilustração de tamanhos comparativos.

Estimou-se que o tamanho dos corpúsculos, comparado com o tamanho do próprio átomo, pode ser comparado a alguns pontinhos do tamanho de um ponto final tipográfico voando em um espaço tão grande quanto o interior de uma catedral.

Para mostrar quão próxima a concepção dos físicos modernos sobre a estrutura e a natureza da matéria se aproxima dos ensinamentos ocultos que agora apresentamos, podemos citar

*  Isso poderia parecer, à primeira vista, um exagero, mas quando consideramos que a estrela fixa mais próxima, a Centauri, é estimada a 24.750.000.000.000 milhas de distância, vemos que há amplo espaço para tal Globo.

É interessante também notar aqui que, como o limite extremo da órbita do grande cometa de Halley é calculado em 3.370.000.000 milhas, esse corpo não ultrapassa os limites do Globo Solar, de acordo com a estimativa de seu tamanho acima fornecida.

Pode-se, de fato, dizer que ele é uma parte integrante do Sistema Solar, assim como outros cometas menores.


o seguinte de *Modern Views of Electricity* de Sir Oliver Lodge (ed. rev., 1907, p. 340): —

"Assim, nossa hipótese é a seguinte: — Na maior parte do espaço, encontramos éter simples, não modificado, elástico e massivo, contorcendo-se e vibrando com energia, mas estacionário como um todo.

Aqui e ali, no entanto, encontramos partículas de éter eletrificado, isoladas, porém conectadas entre si por campos de força, e em um estado de locomoção violenta.

Essas 'partículas' são o que, na forma de agregados prodigiosos, conhecemos como 'matéria'; e o maior número de fenômenos sensíveis, como viscosidade, calor, som, condução elétrica, absorção e emissão de luz, pertencem a essas partículas diferenciadas ou individualizadas e dissociadas ou eletrificadas, que ou voam sozinhas ou giram com movimento orbital em grupos."

A "matéria" assim constituída — construída dessas partículas bem separadas, com interstícios enormes em proporção ao tamanho dos grãos — deve ser uma estrutura excessivamente porosa ou semelhante a uma teia de aranha, como uma teia de aranha, uma via láctea ou a cauda de um cometa; e a inércia da matéria — isto é, a inércia combinada de um grupo de partículas de éter eletrificado — deve ser mera fração residual da massa do corpo principal de fluido contínuo indiferenciado ocupando o mesmo espaço; do qual fluido as partículas são hipoteticamente compostas, e no qual se movem livremente."

Finalmente, podemos citar o seguinte de A Doutrina Secreta para mostrar quão claramente a natureza complexa dos elementos químicos, e sua resolução em outros constituintes, foi compreendida pela escritora: —

"Mesmo no próximo plano superior, aquele elemento único que é definido em nossa Terra pela Ciência atual como o constituinte último indecomponível de algum tipo de Matéria, seria declarado no mundo de uma percepção espiritual mais elevada como algo muito complexo, de fato.

Nossa água mais pura se revelaria, em vez de seus dois elementos simples declarados, oxigênio e hidrogênio, muitos outros constituintes, jamais sonhados por nossa Química terrestre moderna." (D.S., vol. i. p. 592.)

Desses "outros constituintes", o corpúsculo ou elétron foi agora descoberto.

Sem dúvida, no devido curso, alguns dos outros virão à luz como uma justificativa adicional dos ensinamentos ocultos.

CAPÍTULO IX

O SOL E O SISTEMA SOLAR

O estudante da Ciência Oculta precisa, acima de tudo, realizar completa e plenamente como todas as coisas no universo visível têm sua raiz e ser reais no Pleroma invisível, ou Plenum; naquilo que, para os sentidos físicos, é simplesmente espaço vazio.

"O dever do Ocultista reside com a Alma e o Espírito do Espaço Cósmico, não meramente com sua aparência e comportamento ilusórios.

O da Ciência Física oficial é analisar e estudar sua casca — a Ultima Thule do Universo e do Homem, na opinião do Materialismo." (D.S., vol. i. p. 645.)

O conceito comum de que o mundo visível da matéria é a realidade deve, de fato, ser completamente invertido, não meramente em um sentido metafísico, mas em fato físico real, sóbrio e concreto.

Não apenas o Éter invisível, ou a Substância Primordial que preenche todo o Espaço, contém o poder e a potência para produzir todas as formas de matéria visível e, portanto, sendo a Raiz permanente destas, é muito mais real, uma vez que estas últimas são apenas evanescentes; não apenas toda matéria visível é realmente composta dessa substância invisível, sendo apenas, enquanto matéria, uma forma temporária de movimento nela; não apenas a matéria física flutua, por assim dizer, em um oceano sem limites de Substância Primordial — sendo, de fato, quanto ao seu valor especial, apenas uma porção infinitesimal e insignificante dela — mas, em verdade, a potência real que, em qualquer e todos os momentos do tempo, torna possíveis os fenômenos do plano físico reside na atividade desse Éter hiper-metafísico, e na atividade de todas as suas várias modificações ou diferenciações até o nosso grosseiro Éter físico, que, no entanto, ainda é invisível, impalpável e imponderável aos nossos sentidos físicos.


"O Éter, no Esoterismo, é a própria quintessência de toda energia possível, e é certamente a este Agente Universal (composto de muitos agentes) que se devem todas as manifestações de energia nos mundos material, psíquico e espiritual." (S.D., vol. i. p. 554.)

Esta doutrina, que é demonstrada em A Doutrina Secreta como tendo sido o ensinamento do Ocultismo em todas as épocas, encontra agora uma confirmação oficial nas mais recentes declarações dos físicos modernos.

O estudante já deveria ter percebido em grande parte essa dependência absoluta de todos os fenômenos em relação ao Éter, se atenção devida tiver sido dada ao que foi dito anteriormente, e especialmente ao nosso último capítulo; mas podemos aqui considerar um fenômeno muito comum e ordinário que pode ajudar a trazer isso à mente de forma ainda mais completa.

Tomemos o caso de uma corrente de aço sustentando um peso pesado, que pode ser de muitas toneladas.

Quais são os elos reais na corrente: o que é que realmente sustenta o peso?

A própria Ciência Física nos diz que nenhum dos átomos ou moléculas que compõem o aço material está em contato real uns com os outros.

Considerem apenas por um momento o que isso significa.

Há uma velha fábula sobre fazer cordas de areia, mas se pudéssemos ampliar nosso aço muitos milhões de vezes, veríamos que ele realmente consiste em um número de átomos discretos e isolados, separados uns dos outros por distâncias muito mais vastas, em comparação com seu tamanho, do que é o caso com os grãos de areia.

Além disso, não seríamos capazes de ver o que os mantinha unidos; seria espaço invisível para nós.

Se pegássemos os elos individuais de nossa corrente de aço e os colocássemos a uma grande distância uns dos outros, e então esperássemos que eles sustentassem um peso, pareceríamos tão tolos quanto se tentássemos

O SOL E O SISTEMA SOLAR

fazer cordas de areia; contudo, os elos físicos reais da corrente — isto é, os átomos e moléculas do próprio aço — estão realmente assim separados.

Eles são mantidos unidos pelo que conhecemos como a força de coesão, e essa força reside no Éter impalpável e imponderável do espaço aparentemente vazio.

É isso que realmente sustenta o peso, e não os elos visíveis de aço, cujos átomos são apenas centros de movimento vorticial através dos quais linhas de corrente de Força pertencentes aos planos superfísicos podem atuar.

Aquilo que realmente sustenta não apenas os enormes pesos que levantamos com nossas correntes e cordas de aço, mas também toda e qualquer tensão à qual a matéria é submetida em todas as nossas construções e artifícios mecânicos, é nada para nossos sentidos físicos, mas tudo em realidade; toda a nossa matéria aparentemente "sólida" é apenas uma "estrutura semelhante a filigrana" flutuando em um oceano dessa substância impalpável, que assim é incomparavelmente mais densa do que o metal mais denso, e contém em cada ponto do espaço uma energia intrínseca, comparada com a qual qualquer energia que possamos liberar em nossos explosivos mais poderosos é apenas uma exibição débil e impotente.

Devemos agora transferir essas ideias do microcosmo do átomo para o macrocosmo do nosso Sistema Solar, onde encontraremos as mesmas forças atuando de maneira semelhante; pois a Natureza é uma unidade, e a correspondência e a analogia devem ser nosso guia em tudo.

O Sistema Solar é apenas um átomo no Espaço.

A força que mantém unidos os átomos da matéria é chamada pelos físicos de coesão; a força que mantém unidos o Sol e os Planetas é por eles chamada de gravitação.

Como devemos conceber a natureza dessas forças e seu funcionamento?

Já nos referimos às linhas de força que atuam entre os átomos e sub-átomos, e que são aproximadamente indicadas em nosso diagrama pelas linhas pontilhadas.

Essas linhas são comparáveis às conhecidas linhas de Faraday ou tubos de indução magnética, cuja direção pode ser tornada claramente visível colocando-se um ímã sob uma folha de papel ou vidro e, em seguida, polvilhando limalha de ferro sobre a folha.

Essas linhas de força são coisas substanciais na substância do éter; e, embora sejam aparentemente estáticas para nossas percepções, estão na realidade em intenso movimento.

Este ponto não pode ser compreendido com clareza suficiente.

Não existe força sem movimento, nem mesmo a chamada força estática, ou energia potencial.

Ela é apenas estática ou potencial no que diz respeito a algum fenômeno ou plano particular ou limitado.

Se não está aparentemente ativa em um plano particular, está em um plano superior ou mais interno.

Agora vimos que nosso átomo físico último Ej é ele próprio composto de linhas de corrente de força, a saber, da "matéria" do próximo plano superior ou astral, sendo essas linhas de corrente as várias espirais que constituem o corpo do átomo.

Mas, além disso, há linhas de corrente de força atuando entre átomo e átomo, fazendo com que se combinem nos sub-átomos dos sub-planos Eg, Eg, etc.

Estas linhas de corrente são as coisas substanciais reais que mantêm tudo unido, sejam os próprios átomos últimos ou as moléculas compostas das quais nosso aço é formado; porém são superfísicas; sua existência e atividade só são visíveis aos nossos sentidos físicos através de, ou em, um enorme agregado desses minúsculos vórtices que constituem a matéria física.

Se agora quisermos construir uma imagem mental do Sistema Solar, não em sua aparência física externa, mas naquela substancialidade interna da qual o externo depende a cada momento do tempo para toda a sua existência e fenômenos, devemos reconhecer essas linhas de corrente de força agindo e reagindo, não meramente entre a massa visível ou globo do Sol e dos Planetas, mas também entre cada átomo e molécula do Sol e aqueles dos Planetas, e entre cada átomo e molécula de qualquer Planeta — o nosso, por exemplo — e cada outro Planeta.

O SOL E O SISTEMA SOLAR

Devemos pôr de lado, de uma vez por todas, a concepção de que todo o átomo, ou todo o Planeta, ou todo o Sol está compreendido dentro dos limites da mera casca visível.

O átomo, e o Planeta, e o Sol existem em todos os Planos do Cosmos; eles têm, cada um e todos, seus princípios internos, princípios esses que são simplesmente modificações em graus variados da Única Substância Raiz.

Toda forma de "matéria" que seja, em qualquer Plano que seja, é essa Única Substância Raiz; mas ela não pode tornar-se a matéria de qualquer plano "inferior" sem antes ser diferenciada através dos Planos "superiores".

O quão próximo a ciência moderna está desse conceito pode ser visto na seguinte citação de *O Éter do Espaço*, de Sir Oliver Lodge, (p. 98):-

"A maioria dos filósofos naturais sustenta, e tem sustentado, que a ação à distância através do espaço vazio é impossível; em outras palavras, que a matéria não pode agir onde não está, mas somente onde está. A questão 'Onde está?' é uma questão adicional que pode exigir atenção e requerer mais do que uma resposta superficial."

Pois pode-se argumentar, com base na teoria hidrodinâmica ou vorticial da matéria, bem como na teoria elétrica, que todo átomo de matéria tem uma prevalência universal, embora quase infinitesimal, e se estende a toda parte, uma vez que não há limite definido ou periferia delimitadora para a região perturbada por sua existência."

Em relação ao átomo, ou ao Planeta, ou ao Sol, contudo, devemos considerar cuidadosamente que esses princípios não são internos no sentido de que estão dentro da casca física, mas no sentido de que são modos mais interpenetrativos e universais da Única Substância.

Se devemos, por necessidade, considerá-los tridimensionalmente, eles existem antes no exterior do átomo, ou Planeta, ou Sol, como um globo, esfera ou aura circundante.

Devemos começar, então, em nossa imagem mental do Sistema Solar, com a concepção de que o Sol real — não o mero núcleo visível que vemos com nossos olhos físicos — é um vasto Globo de Substância Astral-Etérica, estendendo-se muito além da órbita do planeta mais externo.


Citando um artigo do Dr. B. W. Richardson, F.R.S., sobre "Força Solar e Força Terrestre," Madame Blavatsky diz de seu "calórico," que ele postula como sendo "uma substância material que flui do Sol através do espaço": —

"Não apenas 'através do espaço,' mas preenchendo cada ponto do nosso Sistema Solar, pois é o resíduo físico, por assim dizer, do Éter, seu 'revestimento' (envoltório) em nosso plano.

O Éter tendo que servir a outros propósitos cósmicos e terrestres além de ser o 'agente' para transmitir a luz.

É o Fluido Astral ou Luz dos Cabalistas, e os Sete Raios do Sol-Vishnu." {D.S., vol. i, p. 571.)

Éter no acima deve ser Éter, como já mostramos no Capítulo III; e neste parágrafo temos a Substância do Globo Solar "preenchendo cada ponto do nosso Sistema Solar," identificada com o Fluido Astral ou "Luz":—

"A substância real do (Sol) oculto é um núcleo de Substância-Mãe.

É o Coração e a Matriz de todas as Forças vivas e existentes em nosso Universo Solar.

É o Núcleo do qual procedem, para se espalharem em suas jornadas cíclicas, todos os Poderes que põem em ação os Átomos em seus deveres funcionais, e o Foco dentro do qual eles novamente se reúnem em sua Sétima Essência a cada décimo primeiro ano.

"Aquele que te disser que viu o Sol, ri dele, como se tivesse dito que o Sol realmente se move adiante em seu caminho diurno." (S.D., vol. i. p. 309.)

Aqui temos uma declaração direta dos movimentos circulatórios ou vorticais que ocorrem dentro deste vasto Globo do Sol.

O Sol visível que vemos oculta o Sol real, o "Núcleo", que é um "núcleo de Substância-Mãe". Deste Núcleo procedem todas aquelas Forças substanciais, em todos os Planos, das quais depende toda atividade dentro de todo o vasto Sistema — que está todo dentro do Sol real.

Esta atividade, no entanto, só nos é manifestada fisicamente nos fenômenos físicos do nosso próprio Globo, e dos outros Globos ou Planetas físicos, etc.

É aqui, então, em particular, que nossas concepções de¹ interno e externo devem ser invertidas.

A Substância real do Sol sendo "Substância-Mãe", isto é — no que concerne ao nosso Sistema — Substância Primordial, é uma Substância que preenche o espaço.

Não pode ser algo menor do que todo o espaço ocupado pelo nosso Sistema, i.e., todo o vasto Globo Solar que se estende para além da órbita do Planeta mais externo.

Não é uma coisa pequena dentro do Sol visível, é o Sistema inteiro, e nós vivemos nele, assim como ele vive em nós. Não pode ser condensado em um núcleo dentro de uma casca material, pois qualquer forma de matéria que possa surgir dentro de sua potência de preencher o espaço é apenas uma modificação de seu Movimento inerente — Movimento que também dizemos ser Vida.

"O Movimento é eterno per se, e no Cosmos manifestado é o Alfa e o Ômega daquilo que é chamado eletricidade, galvanismo, magnetismo, sensação — moral e física — pensamento, e até mesmo vida, neste plano." (Trans. Blav. Lodge, ii. p. 23).

¹ Ver também as notas de rodapé nas páginas 572 e 574.

Mas a Substância-Mãe do nosso Sistema Solar não é a verdadeira Substância Primordial última; caso contrário, o nosso Globo Solar seria coextensivo com o espaço infinito.

Tal "Globo", de fato, é o verdadeiro Sol Central, do qual o nosso Sol está várias vezes afastado.

A Substância-Mãe do nosso Sol já é "Matéria" diferenciada e, como tal, pode ser condensada ou reunida em um Vórtice ou Globo; mas, em comparação com todas as demais diferenciações e formas de matéria dentro da sua própria Esfera, ela é Substância Primordial ou Substância-Raiz, e corresponde a Buddhi.

A menos que se tome cuidado em distinguir, pode surgir alguma confusão nas várias referências dadas em A Doutrina Secreta sobre o lugar do Sol no sistema septenário.

Considerado cosmicamente em sua relação com o Sol Central Cósmico, podemos situar o nosso Globo Solar no Plano Astral; mas, no que diz respeito ao seu próprio Sistema, ele é "Substância-Mãe", ou Buddhi.

(Veja também S.D., vol. i. p. 574, nota de rodapé.)

Todos os três movimentos que observamos em nosso átomo Ej terão sua correspondência no átomo macrocósmico maior que é o nosso Sol, sendo esses movimentos rotacional, circulatório e pulsatório.


(Veja S.D., vol. i. p. 112.)

"O Sol é o coração do Mundo Solar (Sistema), e seu cérebro está oculto atrás do Sol (visível). Dali, a sensação é irradiada para cada centro nervoso do grande corpo, e as ondas da essência vital fluem para cada artéria e veia. . . . Os planetas são seus membros e pulsações." {S.D., vol. i. p. 590.)

"Durante o período manvântico solar, ou vida, há uma circulação regular do fluido vital por todo o nosso sistema, do qual o Sol é o coração — como a circulação do sangue no corpo humano; o Sol contraindo-se tão ritmicamente quanto o coração humano a cada retorno. Apenas, em vez de realizar o percurso em um segundo ou algo assim, o sangue solar leva dez de seus anos para circular, e um ano inteiro para passar por sua aurícula e ventrículo antes de banhar os pulmões, e dali retornar às grandes artérias e veias do Sistema." (S.D., vol. i. p. 591.)

Todo átomo, todo Planeta, todo Sol é um organismo, tão certamente quanto é o nosso próprio corpo; é uma manifestação organizada da Vida Una.

Além disso, há correspondências fundamentais entre os vários órgãos do nosso corpo — como de fato entre cada átomo — e os "membros e pulsações" do grande Corpo Solar; essas correspondências consistindo no fato de que é através desses centros que as mesmas forças cósmicas atuam em um como no outro, e portanto que eles agem e reagem uns sobre os outros.

"O átomo (E) é um Sol em miniatura em seu próprio universo do inconcebivelmente diminuto.

Cada um dos sete turbilhões está conectado a um dos Logoi Planetários, de modo que cada Logos Planetário exerce uma influência direta sobre a própria matéria da qual todas as coisas são construídas.

Pode-se supor que os três (turbilhões mais espessos) que transmitem eletricidade, uma diferenciação de Fohat, estejam relacionados aos Logoi Solares." (Química Oculta.)

Devemos considerar os Planetas, então, como centros (centros de movimento vortical) nos quais diferenciações, manifestações ou atividades particulares da Vida Una ou Movimento de todo o Sistema têm sua sede.

Eles são os órgãos do grande Corpo Solar, desempenhando suas funções particulares na vida circulatória do todo.

Eles são "Nós de Fohat". (Ver Trans. Blav. Lodge, ii. p. 28.)

Como tais, são também modos especialmente diferenciados da "Substância-Mãe"; e, no que concerne ao nosso próprio Planeta em particular, esta consiste em um Globo de Éter físico; o qual, no entanto, só se torna o que chamamos de matéria física em suas três subdivisões ou diferenciações mais baixas: sólido, líquido e gasoso.

Este Globo Terrestre etérico estende-se muitos milhares de milhas além da superfície da matéria sólida sobre a qual vivemos, tendo seu diâmetro sido dado, por uma fonte, como cerca de 50.000 milhas; de modo que, uma vez que o diâmetro da crosta sólida da Terra é de 8.000 milhas, o limite deste Globo estará a cerca de 21.000 milhas acima de nós.

No que concerne à revolução de nossa Terra sólida sobre seu eixo, é a revolução ou movimento vortical deste Globo Terrestre Etérico como um todo que causa esse movimento.

Devemos lembrar que a matéria física é apenas uma estrutura leve, diáfana, como teia de aranha, na substância do éter; e, como tal, é carregada pelas correntes etéricas como uma lufada de fumaça ou um tufo de cardo numa corrente de ar.

Uma confirmação indireta disso encontra-se no fato de que os físicos têm procurado em vão por qualquer fluxo do Éter passando pela Terra, causado pelo movimento desta em sua órbita ao redor do Sol.

A velocidade desse movimento é de 19 milhas por segundo; e, se a Terra é um corpo que se move através do Éter, certos efeitos ópticos deveriam ser observáveis.

Os mais engenhosos e delicados experimentos foram concebidos a fim de detectar tais efeitos, se é que realmente existem, mas cada um deles produziu um resultado negativo.

Isso seria naturalmente assim, segundo o ensinamento oculto de que o Éter revolve com a Terra sólida, ou antes, a Terra sólida revolve com o Éter.

É nos arredores deste Globo Etérico, em sua "atmosfera", que ocorrem as diferenciações dos vários¹ "elementos" referidos no Capítulo VII.

¹ Ver Thos. E. Wilson, *Ancient and Modern Physics*.


ter lugar; e devemos notar aqui um resultado muito importante disso, resultado frequentemente insistido em *A Doutrina Secreta*, uma vez que modifica inteiramente as concepções comuns quanto à natureza do Sol e dos corpos celestes fora do nosso Globo ou Sistema, e também quanto à natureza da energia que recebemos do Sol.

O ensinamento de *A Doutrina Secreta* nesta questão é simplesmente este: que toda forma ou modo de substância ou matéria, bem como toda forma ou modo de força ou energia, torna-se modificado ao entrar na esfera da Terra, de modo que assume, nas formas em que o sentimos, a qualidade ou natureza particular da matéria diferenciada deste Globo; e, portanto, por essa razão, não podemos julgar, a partir de seus efeitos físicos, a natureza real da substância, força ou energia em sua fonte primordial, nem mesmo em sua origem aparentemente física no Sol, etc.

Uma vez que nossos órgãos dos sentidos são construídos apenas para observar efeitos físicos, é claro que somente quando modos de substância ou energia se convertem em modos físicos é que podemos tomar conhecimento deles; e *A Doutrina Secreta* insiste que, por essa razão, a constituição física aparentemente similar do Sol e das Estrelas, das Nebulosas, da Via Láctea, etc., como revelada pelo telescópio ou espectroscópio, é bastante enganosa.

Nossos olhos, de fato, são apenas adaptados para receber as vibrações do Éter físico; e embora estas sejam produzidas por resposta harmônica às vibrações do Éter astral que nos chegam do Sol, ou do Éter interestelar que vem das estrelas, não é por meio de nenhum desses que vemos, seja através de nossos telescópios ou em nossas observações espectroscópicas, mas por meio do Éter físico modificado.

Portanto, não obtemos uma observação ou conhecimento correto da constituição real do Sol, etc.

Temos, naturalmente, uma analogia exata disso no caso do nosso órgão da audição. Nossos ouvidos só podem apreciar

O SOL E O SISTEMA SOLAR

som através do meio do ar; e se outras vibrações devem ser ouvidas — como, por exemplo, as vibrações de uma corda, ou os pulsos elétricos transmitidos através de um fio telefônico — elas devem ser convertidas ou transformadas em pulsações apropriadas da atmosfera.

Se, de fato, pudéssemos ir em nosso corpo físico além do nosso Globo Terrestre de 50.000 milhas, não seríamos capazes de ver nem o Sol, nem os Planetas, nem as Estrelas; seríamos mergulhados em completa escuridão, pois nossos olhos físicos estariam privados de seu necessário meio estimulante vibratório; assim como nossos ouvidos seriam inúteis para nós no vácuo, por estarem privados das vibrações atmosféricas.

"Ora, o que a Ciência física nos diz dessas 'Forças'? O Som, diz ela, é uma sensação produzida pelo impacto das moléculas atmosféricas sobre o tímpano, que, ao estabelecer delicados tremores no aparelho auditivo, comunica assim suas vibrações ao cérebro.

A Luz é a sensação causada pelo impacto de vibrações inconcebivelmente minúsculas do éter sobre a retina do olho.

"Assim também dizemos nós. Mas estas são simplesmente os efeitos produzidos em nossa atmosfera e em seus arredores imediatos — tudo, de fato, o que cai dentro do alcance de nossa consciência terrestre." (S.D., vol. i. p. 605.)

Necessitamos de outro sentido — mais de um sentido, na verdade — para tornar visível a realidade e a substancialidade dos Planos internos de Substância.

Já fornecemos no Capítulo VII algumas citações indicando a evolução natural desses sentidos superfísicos na Humanidade vindoura.

Enquanto isso, não é impossível que a ciência física encontre um meio de "transformar para baixo" vibrações etéricas superiores, de tal maneira a produzir telescópios e espectroscópios de enorme poder de penetração, que nos deem informações mais precisas sobre a real constituição dos corpos, tanto dentro quanto fora do nosso próprio Sistema particular.

Deve ser claramente percebido que todas as vibrações em todos os Planos superiores estão aqui, em cada ponto do espaço; são apenas algumas que, por vibração simpática com as vibra- as vibrações do Éter físico já formado tornam-se, para nós, fenômenos fisicamente observáveis.


'* De modo algum — como já foi dito mais de uma vez — os Ocultistas contestam as explicações da Ciência como oferecendo uma solução para as agências objetivas imediatas em ação.

A Ciência apenas erra ao acreditar que, por ter detectado nas ondas vibratórias as causas próximas desses fenômenos, revelou, portanto, tudo o que está além do limiar dos Sentidos.

Ela meramente traça a sequência dos fenômenos nos planos de efeitos, projeções ilusórias da região que o Ocultismo há muito penetrou.

E este último sustenta que essas tremulações etéricas não são produzidas, como afirma a Ciência, pelas vibrações das moléculas dos corpos conhecidos, a Matéria de nossa consciência objetiva terrestre, mas que devemos buscar as Causas últimas da luz, do calor, etc.

na Matéria existente em estados supersensíveis." (S.D., vol. i. p. 561.)

"Embora o espectroscópio tenha mostrado a provável similaridade (devido à ação química da luz terrestre sobre os raios interceptados) da substância terrestre e sideral, as ações químicas peculiares aos orbes diversamente evoluídos do espaço não foram detectadas, nem provadas como idênticas às observadas em nosso próprio planeta." (S.D. vol. i. p. 654.)

"Nem as estrelas nem o Sol podem ser ditos constituídos daqueles elementos terrestres com os quais o químico está familiarizado, embora todos eles estejam presentes nas vestes exteriores do Sol — bem como uma multidão de outros Elementos até agora desconhecidos para a Ciência. . . . Embora nenhum Elemento presente em nossa Terra pudesse jamais ser encontrado em falta no Sol, há muitos outros lá que ou não alcançaram ou ainda não foram descobertos em nosso globo." (S.D., vol. i. p. 638.)

Devemos notar cuidadosamente que quando Madame Blavatsky fala aqui de Elementos, ela não quer necessariamente dizer nossos elementos químicos em seu estado atual, pois ela diz, adiante: —

"Alguns (elementos) podem estar ausentes em certas estrelas e corpos celestes em processo de formação; ou, embora presentes neles, esses elementos, devido ao seu estado atual, podem ainda não responder aos testes científicos usuais." (S.D., vol. i. p. 638.)

Ela também observa, ademais: —

"A Ciência Oculta acrescenta que nem um dos Elementos considerados como tais pela Química realmente merece esse nome."

O SOL E O SISTEMA SOLAR

A Doutrina Secreta, então, afirma definitivamente que não apenas a matéria do vasto Globo Solar é um "núcleo de Substância-Mãe", Substância essa totalmente desconhecida, e de fato incognoscível, para a Ciência física, mas também que o Sol visível, que examinamos com nossos telescópios e espectroscópios, é composto de Matéria ou Substância totalmente diferente de qualquer coisa com a qual estejamos fisicamente familiarizados.

A Ciência física, avançando do conhecido para o desconhecido, do familiar para o não familiar, deve inevitavelmente, em suas primeiras teorias a respeito de qualquer fenômeno que seja, cair no erro comum do conhecimento primitivo, o do realismo cru, de aceitar as coisas pelo seu valor aparente, de interpretar o desconhecido ou não familiar simplesmente em termos do conhecido.

Já vimos como isso se aplica às teorias da matéria que prevaleceram durante o século passado, e que ainda hoje são sustentadas por alguns físicos conservadores — a teoria, a saber, de que o átomo último deve ser simplesmente um pedaço menor daquilo que é aparente em massa aos nossos sentidos físicos, uma "partícula sólida, maciça, dura, impenetrável, móvel".

Em sua aplicação ao Sol, esse realismo cru e primitivo resultou inevitavelmente, em primeira instância, na ideia de que o Sol era uma enorme fogueira, uma massa de combustão.

A dificuldade, no entanto, de explicar qualquer suprimento de combustível que durasse até mesmo a menor estimativa da idade do Sol, levou a outras teorias, sendo a que foi mais confiantemente afirmada há alguns anos a teoria da contração, segundo a qual o calor do Sol se devia a uma contração gradual de sua massa.

Com a descoberta do Rádio, a Ciência física tem uma nova teoria sobre a qual trabalhar, e a desintegração dos átomos físicos parece oferecer uma base melhor para os cálculos termodinâmicos do que qualquer teoria anterior.

Mas A Doutrina Secreta rejeita todas essas teorias, e muito antes de o Rádio ser descoberto, ela ensinava definitivamente que (a) a energia irradiada do Sol não é energia térmica; e (b) a "Matéria" do Sol é bastante outra daquela que conhecemos fisicamente.


"Foi declarado em outra parte que a filosofia oculta nega que o Sol seja um globo em combustão, mas o define simplesmente como um mundo, uma esfera fulgurante, estando o Sol real oculto atrás dele, e sendo o Sol visível apenas o seu reflexo, a sua casca." (S.D., vol. i. p. 590.)

"O espectroscópio nos ajudou a ver que os elementos com os quais o químico moderno está familiarizado devem, com toda probabilidade, estar presentes nas 'vestes' exteriores do Sol — não no próprio Sol; e, tomando essas 'vestes', o véu cósmico solar, pelo próprio Sol, os Físicos declararam que a sua luminosidade se deve à combustão e à chama, e, confundindo o princípio vital desse astro com uma coisa puramente material, chamaram-no de 'cromosfera'." (S.D., vol. i. p. 576.)

"Antes de tudo, eles (os Astrônomos) teriam de repudiar as suas ideias sobre a solidez e a incandescência do Sol: o Sol 'fulgura' inegavelmente, mas não arde." (S.D., vol. i. p. 646.)

"O Sol é o reservatório da Força Vital, que é o Númeno da Eletricidade; e é das suas misteriosas profundezas, jamais sondáveis, que emanam essas correntes de vida que percorrem o Espaço, assim como os organismos de todo ser vivo na Terra." (S.D., vol. i. p. 579.)

Assim, o Sol não é um corpo em resfriamento, nem a sua Energia, como supõe a Ciência, é irradiada para o espaço, mas é conservada dentro do seu próprio Sistema, circulando até os seus limites extremos e retornando periodicamente ao centro.

Que se perguntará, então, das ondas de luz que devemos supor que se irradiam pelo espaço para tornar o nosso Sol visível a possíveis habitantes de outros Sistemas, assim como esses outros Sistemas são visíveis para nós?

A resposta a esta questão é a mesma que já demos a respeito das chamadas ondas de luz que recebemos do Sol.

A "luz" e o "calor" que recebemos do Sol, bem como das estrelas distantes, não são luz e calor até serem convertidos ou transformados nessas formas de energia dentro da esfera da

O SOL E O SISTEMA SOLAR

"Matéria" ("atmosfera") do nosso Globo Terrestre; assim como essas últimas formas de energia são convertidas em algo mais — ação química, etc.

— quando entram na matéria mais densa, gás, líquido ou sólido, nas plantas e em outros organismos.

Os cálculos termodinâmicos sobre a quantidade de energia recebida do Sol pela nossa Terra e pelos outros Planetas — supondo-se que a nossa Terra receba apenas cerca de um 2.300-milionésimo de toda a energia radiada do Sol, e todos os Planetas juntos apenas um pouco mais: o restante sendo irradiado para longe, e aparentemente perdido no espaço — tudo isso é considerado pela Ciência Oculta como pura ficção.

Fora do nosso Sistema Solar, a "luz" que o Sol transmite ao espaço, bem como aquela que nos vem das estrelas distantes, é uma forma de energia bastante diferente daquela que o Sol irradia dentro do seu próprio Sistema.

Esta última é, como já dissemos, uma forma de Eletricidade Vital apropriada à "Substância-Mãe" do Globo Solar na qual circula.

"As folhas de salgueiro de Nasmyth, confundidas por Sir John Herschell com 'habitantes solares', são os reservatórios da energia vital solar; a eletricidade vital que alimenta todo o sistema; o sol em ahscondito sendo o armazém do nosso pequeno Cosmos, autogerando seu fluido vital, e sempre recebendo tanto quanto emite." (S.D., vol. i. p. 591.)

Poder-se-ia objetar que, uma vez que o Sol e outros corpos siderais obviamente irradiam alguma forma de energia para o espaço além de seus próprios limites ou sistemas, essa energia deve ter um equivalente físico, expressável em termos termodinâmicos; e que, portanto, eles devem estar se desfazendo de uma certa quantidade de energia, não sendo inteiramente autossuficientes.

Isso é perfeitamente verdadeiro, apenas a equivalência não é algo que possa ser calculado em uma base física.

A cada afastamento do plano físico, a equivalência torna-se enorme em comparação com seus efeitos físicos.

Sabemos que uma pequena quantidade de Rádio emana continuamente uma quantidade suficiente de energia para manter sua temperatura cerca de 3° acima da da atmosfera circundante; e provavelmente o faria por centenas ou mesmo milhares de anos sem que pudéssemos medir qualquer diferença ou diminuição apreciável no suprimento de energia ou no peso da substância.

A energia irradiada pelo Sol para o espaço além de seu próprio sistema está muitas vezes afastada, em sua natureza substancial, da energia irradiada pelo Rádio, e nenhum cálculo termodinâmico pode possivelmente ser aplicável a ela.

Já mencionamos (p. 107) que o diâmetro de todo o vasto Globo Solar foi dado como 300.000.000.000 de milhas, ou 147.208.000.000 de milhas além da órbita de Netuno. Mas fora do Sistema Solar, isto é, fora do vasto Globo Solar de Matéria Astral (cósmica), deparamo-nos com "Matéria" (ou Éter) em outro e ainda mais elevado estado.

Uma referência ao nosso diagrama na p. 85 mostrará que esta deve ser de natureza Prânica, uma vez que o Plano Prânico é o próximo além do Astral.

Esta matéria Prânica será, por sua vez, um vasto Globo, com um centro definido em torno do qual nosso Globo Solar Astral, com todos os seus globos físicos contidos, revolve, assim como também o fazem inúmeros Sistemas semelhantes na extensão de nosso Cosmos.

O centro deste Globo Prânico é dito estar situado em Alcyone, nas Plêiades.

"As Plêiades (especialmente Alcyone) são assim consideradas, mesmo em Astronomia, como o ponto central em torno do qual o nosso universo de estrelas fixas revolve, o foco do qual, e para o qual, o Sopro Divino, o Movimento, trabalha incessantemente durante o Manvantara." (S.D., vol. ii. p. 582.)

Mas este Globo Prânico está ainda apenas a duas remoções da nossa Matéria física ou Globo, e além dele está novamente um Globo ainda mais vasto de "Matéria" Manásica, tendo como seu centro o grande Sol Central, cuja posição no espaço não nos é dada; de fato, uma vez que está fora de todo objeto Celeste visível, seria impossível dá-la, embora se diga que está situado na Via Láctea. (Ver S.D., vol. ii. p. 250, nota de rodapé.)

"Além dos limites do Sistema Solar, são outros Sóis, e especialmente o misterioso Sol Central .... que determinam o movimento e a direção dos corpos. Esse movimento serve também para diferenciar a matéria homogênea, ao redor e entre os vários corpos, em elementos e subelementos desconhecidos para a nossa Terra." (S.D., vol. i. p. 736.)

Falando deste Sol Central como ensinado no sistema Cabalístico, Madame Blavatsky endossa a seguinte declaração como sendo praticamente a mesma que a Doutrina Oriental: —

"O sol central .... era para eles (os Cabalistas) o centro de repouso; o centro ao qual todo movimento deveria ser, em última instância, referido. Em torno deste sol central .... *o primeiro dos três sóis sistêmicos .... girava em um plano polar; . . . . o segundo, em um plano equatorial'; .... e o terceiro somente era o nosso sol visível. Estes quatro corpos solares eram *os órgãos de cuja ação depende o que o homem chama de criação, a evolução da vida no planeta Terra. Os canais através dos quais a influência desses corpos era transmitida à Terra, eles (os Cabalistas) sustentavam ser elétricos." {S.D., vol. ii. p. 250.)

A Ciência moderna agora confirma isso na medida em que ensina que a energia que nos chega do Sol é uma perturbação eletromagnética do éter, da qual apenas uma parte o nosso olho é capaz de apreender como luz.

Cada átomo da nossa matéria física, como também de todo organismo, é envolvido e interpenetrado por uma aura de "matéria" astral, prânica e manásica; e, portanto, está em contato, através dela, com os correspondentes Globos ou "Planos". É, de fato, uma parte de cada Globo, e recebe e responde, à sua maneira especial, às vibrações, correntes ou modos de energia especiais pertencentes a cada um e que nele circulam.

Por correspondência e analogia, veremos que, assim como a energia inerente do Globo Solar se converte, dentro do nosso Globo Etérico da Terra, em suas apropriadas vibrações e formas físicas de energia, também as vibrações ainda mais elevadas, ou o movimento inerente da substância superior do Globo Prânico, se convertem, dentro do nosso Globo Solar, em suas formas apropriadas; enquanto as mais elevadas vibrações de todas, emanadas do Globo Manásico, aparecem sob forma transmutada no Globo Prânico.

Na realidade, portanto, são essas vibrações primordiais que são transmutadas e refletidas em cada um dos Globos inferiores, assumindo neles suas formas apropriadas como a "Matéria" desses Globos; e cada Globo inferior serve, por sua vez, como foco, ou lente, ou prisma, para condensar, reunir, concentrar e individualizar os modos superiores de energia substancial ou Vida.

Isso foi claramente enunciado por Madame Blavatsky em Ísis sem Véu (vol. i, p. 258).

"Foi no raio desta Primeira Mãe, una em três, que 'Deus', segundo Platão, 'acendeu um Fogo que agora chamamos de Sol', e que não é a causa nem da luz nem do calor, mas meramente o foco, ou, como poderíamos dizer, a lente, pela qual os Raios da Luz Primordial se materializam, são concentrados sobre o nosso Sistema Solar e produzem todas as correlações de forças." (Ver citação extensa, D.S., vol. i, p. 634.)

Devemos lembrar que cada átomo de "matéria", em qualquer plano que seja, é Substância Primordial, e não pode se tornar outra coisa, por mais que possa parecer separado, devido ao seu movimento envolvido, da forma mais elevada ou mais cósmica dessa Substância.

"As ondas e ondulações da Ciência são todas produzidas por átomos que impulsionam suas moléculas à atividade a partir de dentro. Os átomos preenchem a imensidão do Espaço e, por sua vibração contínua, são esse Movimento que mantém as rodas da vida perpetuamente em movimento. É esse trabalho interno que produz o fenômeno natural chamado correlação de Forças." (S.D. vol. i. p. 694.)

Mas o átomo interno que impulsiona a molécula à atividade não é uma coisa menor no mesmo plano, mas uma coisa maior em um plano superior.

Como foi dito há muito tempo: —

"Nossas moléculas, os infinitesimais do vácuo 'abaixo', são substituídas pelo átomo-gigante da Infinitude 'acima'." (Ver Five Years of Theosophy p. 247.)

O SOL E O SISTEMA SOLAR

Ou ainda: —

"No reino da Ciência Esotérica, a Unidade dividida ad infinitum, em vez de perder sua unidade, aproxima-se a cada divisão dos planos da única Realidade Eterna." (S.D., vol. i. p. 677.)

Essas frases aparentemente paradoxais podem agora ser compreendidas na explicação acima dada sobre os quatro Globos Solares; pois, como já dissemos, o Sol é um átomo — e assim também é cada um dos maiores Globos Solares. Cada um energiza ou "impulsiona suas moléculas" — isto é, os Globos nos planos inferiores ou mais grosseiros — à atividade a partir de dentro.

Na descida ou evolução da matéria, o átomo prânico ainda estará cercado e interpenetrado por sua casca ou aura de matéria manásica. Da mesma forma, o átomo astral terá uma casca de matéria tanto prânica quanto manásica; enquanto nosso átomo físico tem três dessas cascas ou auras, ou seja, astral, prânica e manásica. Cada uma dessas auras está nos grandes Globos cósmicos ou "Planos" que descrevemos acima, e faz parte deles.

Quando o átomo físico, ou o organismo físico, responde às vibrações ou correntes astrais, às vibrações do Éter Solar, temos os fenômenos do Plano Físico; como, de fato, a própria Ciência moderna agora ensina: todo fenômeno físico dependendo da atividade do "Éter".

Quando o átomo ou organismo responde às vibrações ou correntes prânicas, temos o fenômeno da "vida" — como reconhecido pelos Biólogos — embora os Ocultistas afirmem que nenhum átomo isolado deixa de responder assim; que nenhum átomo isolado de matéria é "morto".

Quando o átomo ou o organismo responde às vibrações manásicas, em adição às demais — como, de fato, todo átomo e organismo deve fazer, embora a ação possa não ser reconhecível por nós — temos o fenômeno adicional da mente (manas inferior, na divisão teosófica ordinária dos sete princípios).

Há outro sentido no qual os três Sóis suprem o homem com seus princípios Atma-Búdico, Manásico e Kama-Rúpico.


Isto, contudo, ocorre quando aplicamos nossa classificação ou regra de escala de outra maneira.

(Veja S.D., vol. ii. p. 251.)

Aqui, então, temos a chave para a "Cadeia de Globos" tão frequentemente referida na literatura teosófica primitiva, e naquela época tão mal compreendida.

Acima e além — ou antes, dentro e ainda mais dentro — destes quatro Globos cósmicos ou "Planos" que constituem o Universo material e fenomênico, jaz o eterno, imperecível Universo Noumenal ou Espiritual, de onde tudo o que é inferior emana em seu grande ciclo evolutivo de existência, e para o qual deve inevitavelmente retornar novamente, no devido tempo, quando o grande "Dia de Brahma" tiver mais uma vez percorrido seu curso, quando o Pralaya Solar se instalar, e o "Sopro" da Vida Una for mais uma vez inalado.

Neste capítulo, apenas viramos a primeira página da Física Solar Oculta.

Seria necessário um volume completo em si mesmo para elucidar, mesmo que em esboço, a matéria que poderia ser colhida das poucas pistas dispersas, mas profundamente significativas, que se encontram em A Doutrina Secreta.

Quer consideremos sua ciência ou sua filosofia, sua física ou sua metafísica, a estrutura do universo fenomênico manifestado, tal como revelada nos Ensinamentos Ocultos, é seguramente inigualável em sua completude lógica e coerente, em sua profundidade e, contudo, simplicidade essencial, e em sua unidade harmoniosa.

CAPÍTULO X

FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELATAS

Nenhuma obra sobre a Física da Doutrina Secreta, ou sobre o esquema geral da Evolução Cósmica nela exposto, estaria completa sem alguma referência a Fohat.

O assunto, no entanto, é muito difícil e obscuro, e pareceria pertencer mais à metafísica do que à física.

Há uma conexão constante estabelecida entre Fohat e a Vida, e ao mesmo tempo entre a Vida e a Eletricidade, quase exigindo que todos os três sejam tratados em conjunto.

De qualquer modo, devemos tratar de Fohat e da Eletricidade ao mesmo tempo neste capítulo.

Fisicamente, Fohat pode ser descrito como o NouÚmeno de todas as outras Forças Cósmicas; como a Raiz destas, no mesmo sentido em que a Substância Primordial ou Mulaprakriti é a Raiz de todas as diferenciações Cósmicas da Matéria.

Mas Fohat é também muito mais do que isso.

Ele — pois ambos os pronomes são usados na Doutrina Secreta — é descrito como: —

"Aquilo que liga o Espírito à Matéria, o Sujeito ao Objeto .... a 'ponte' pela qual as Ideias existentes no Pensamento Divino são impressas na Substância Cósmica como as Leis da Natureza." (S.D., vol. i. p. 44.)

Vimos no Capítulo III que essas "Ideias Divinas" são, em primeira instância, representadas pelo Logos, e secundariamente pelos Dhyan Chohans.


Assim, encontramos Fohat definido como: —

"A energia dinâmica da Ideação Cósmica; ou, considerado do outro lado, é o meio inteligente, o poder guia de toda manifestação, o Pensamento Divino transmitido e tornado manifesto através dos Dhyan Chohans, os Arquitetos do Mundo visível." (S.D., vol. i. p. 44.)

Mas esse "elo entre a Mente e a Matéria" é ainda descrito como: —

*'O princípio animador que eletriza cada átomo para a vida" (i. 44). "Aquele oculto, elétrico, vital poder que, sob a Vontade do Logos Criador, une e reúne todas as formas, dando-lhes o primeiro impulso, que com o tempo se torna lei" (i. 134). "O personificado elétrico poder vital, a transcendental unidade vinculante de todas as energias cósmicas, nos planos invisíveis como nos manifestados, cuja ação se assemelha — em escala imensa — à de uma Força viva criada pela Vontade, naqueles fenômenos onde o aparentemente subjetivo atua sobre o aparentemente objetivo e o impele à ação" (i. 136).

A conexão de Fohat com a Vida é ainda mais declarada como sendo: —

"A força ativa na Vida Universal" (i. 136), e "É a ação de Fohat sobre um corpo composto ou mesmo simples que produz a vida" (i. 573).

As seguintes passagens servirão para mostrar quão intimamente, na Doutrina Secreta, a Eletricidade, bem como Fohat, é identificada com a Vida: —

"Ele (Fohat) é Um e Sete, e no plano cósmico está por trás de todas tais manifestações como luz, calor, som, adesão, etc., etc., e é o 'espírito' da eletricidade, que é a Vida do Universo." {D.S., i. p. 163.)

"Em seu aspecto secundário, Fohat é a Energia Solar, o fluido elétrico vital, e o preservador Quarto Princípio, a Alma Animal da Natureza, por assim dizer, ou Eletricidade." (D.S., i. p. 136.)

Há muitas outras passagens que apresentam Fohat em uma variedade tão desconcertante de aspectos que ele pareceria ser quase tudo no Céu ou na Terra; mas, pelo que sabemos do método aparentemente sem método da Doutrina Secreta, deveríamos deduzir que por trás disso jaz um segredo Oculto cuidadosamente guardado; não inteiramente fora do alcance, talvez, do estudante profundamente intuitivo, mas ao mesmo tempo apresentado de modo a ser o desespero daqueles que esperam que os ensinamentos do Ocultismo sejam tão evidentes para a mente materialista quanto são os axiomas de Euclides, e tão demonstráveis quanto suas proposições.

Agora podemos limitar nossa atenção mais exclusivamente à conexão de Fohat com a Eletricidade e outras forças correlatas.

Devemos notar, em primeiro lugar, que a eletricidade, tal como a conhecemos em seus efeitos físicos, é — como a luz, o calor, etc., conforme mostrado em nosso último capítulo — apenas um efeito muito secundário de causas primárias muitas vezes afastadas do plano de nossa percepção.

** Diremos que a Força é 'Matéria em movimento', ou 'Matéria em movimento', e uma manifestação de Energia; ou que Matéria e Força são os aspectos fenomênicos diferenciados da única Substância Cósmica primária, indiferenciada?

"Esta pergunta é feita com relação àquela Estância [do Livro de Dzyan] que trata de Fohat e seus 'Sete Irmãos, ou Filhos', em outras palavras, da causa e dos efeitos da Eletricidade Cósmica, sendo os Irmãos ou Filhos, na linguagem oculta, as sete forças primárias da Eletricidade, cujos efeitos puramente fenomênicos e, portanto, mais grosseiros, são os únicos cognoscíveis pelos Físicos no plano cósmico e, especialmente, no plano terrestre.

Estes incluem, entre outras coisas, o Som, a Luz, a Cor, etc." {S.D., i. p. 605.)

As "sete forças primárias da Eletricidade" podemos identificar novamente com os sete Protyles, ou Elementos Cósmicos.

Em alguns de seus escritos mais antigos, Madame Blavatsky afirmou que a eletricidade era atômica e que a matéria era eletricidade.

Essa afirmação foi muito ridicularizada na época, mas agora é quase ciência ortodoxa.

"Em 1882, o Presidente da Sociedade Teosófica, Cel. Olcott, foi repreendido por afirmar em uma de suas palestras que a Eletricidade é matéria.

Tal, no entanto, é o ensinamento da Doutrina Oculta.

'Força', 'Energia', podem ser nomes melhores para ela, enquanto a Ciência europeia sabe tão pouco sobre sua verdadeira natureza; contudo, matéria ela é, tanto quanto o Éter é matéria, pois é tão atômica, embora, de fato, vários graus afastada do Éter.


Parece ridículo argumentar que, por ser imponderável para a Ciência, uma coisa não possa ser chamada de matéria.

A eletricidade é "imaterial" no sentido de que suas moléculas não estão sujeitas à percepção e à experimentação; contudo, ela pode ser — e o Ocultismo afirma que é — atômica; portanto, é matéria.

Mas, mesmo supondo que fosse anticientífico falar dela em tais termos, uma vez que a Eletricidade é chamada na Ciência de fonte de Energia, Energia simplesmente, e uma Força — onde está essa Força ou essa Energia que possa ser pensada sem se pensar em matéria? Maxwell, um matemático, e uma das maiores autoridades sobre Eletricidade e seus fenômenos, disse, anos atrás, que a eletricidade era matéria, não mero movimento.

"Se aceitarmos a hipótese de que as substâncias elementares são compostas de átomos, não podemos evitar concluir que a eletricidade também, positiva bem como negativa, é dividida em porções elementares definidas, que se comportam como átomos de eletricidade." (S.D., i. p. 136.)

Agora encontramos Sir J. J. Thompson, em seu recente discurso presidencial à Associação Britânica, dizendo: —

"Agora sabemos, por essas investigações (descarga de eletricidade através de gases), que a eletricidade, como a matéria, é molecular em estrutura; que, assim como uma quantidade de hidrogênio é uma coleção de um imenso número de pequenas partículas chamadas moléculas, assim uma carga de eletricidade é composta de um grande número de pequenas cargas, cada uma de uma quantidade perfeitamente definida e conhecida."

Referindo-se ainda à conexão entre matéria e eletricidade, ele diz: —

"A visão mais natural a se adotar, como hipótese provisória, é que a matéria é apenas uma coleção de unidades positivas e negativas de eletricidade, e que as forças que mantêm átomos e moléculas unidos, as propriedades que diferenciam um tipo de matéria de outro, todas têm sua origem nas forças elétricas exercidas por unidades positivas e negativas de eletricidade, agrupadas de diferentes maneiras nos átomos dos diferentes elementos."

Na distinção que a Ciência Oculta faria, no entanto, entre Matéria e Substância, deveríamos antes dizer que a Eletricidade é Matéria apenas em sua manifestação mais baixa ou física.

Aqui está uma enunciação adicional — escrita em 1889 — por

FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELACIONADAS

Madame Blavatsky sobre a moderna teoria eletrônica da matéria: —

"A eletricidade é, em nosso plano, um dos aspectos mais abrangentes deste (primordial) fogo.

Tudo contém e é Eletricidade, desde a urtiga que pica até o relâmpago que mata, desde a faísca no seixo até o sangue no corpo.

. . . A eletricidade é a causa do movimento molecular no universo físico e, portanto, também aqui na Terra.

É um dos 'princípios' da matéria; pois, gerada como é em toda perturbação do equilíbrio, torna-se, por assim dizer, o elemento Kâmico do objeto no qual essa perturbação ocorre." {Trans. Blav. Lodge, ii. p. 27.)

Mas é também uma força, ou forças; seus "Sete Irmãos ou Filhos" são as forças correlacionadas, luz, calor, som, coesão, etc., — ou antes, talvez, o númeno destas; pois, como observa Madame Blavatsky na citação acima, "onde está essa Força ou essa Energia que possa ser pensada sem se pensar em matéria", já que é somente em ou através da matéria que essas "forças" se manifestam aos nossos sentidos?

"Todas estas — 'Luz,' 'Chama,' 'Frio,' 'Fogo,' 'Calor,' 'Água' e 'Água da Vida' — são, em nosso plano, a progênie, ou, como diria um Físico moderno, as correlações da Eletricidade.

Palavra poderosa, e um símbolo ainda mais poderoso! Sagrado gerador de uma progênie não menos sagrada! — do Fogo — o criador, o preservador e o destruidor; da Luz — a essência de nossos divinos ancestrais; da Chama — a alma das coisas.

Eletricidade, a Vida Una no degrau superior do Ser, e Fluido Astral, o Athanor dos Alquimistas, no inferior; Deus e Diabo, Bem e Mal." {S.D., vol. i. p. 109.)

"Os Sete Filhos-Irmãos, no entanto, representam e personificam as sete formas do magnetismo cósmico, chamadas no Ocultismo prático os 'Sete Radicais,' cuja progênie cooperativa e ativa são, entre outras energias, a Eletricidade, o Magnetismo, o Som, a Luz, o Calor, a Coesão, etc.

A Ciência Oculta define todos estes como efeitos supersensíveis em seu comportamento oculto, e como fenômenos objetivos no mundo dos sentidos; os primeiros exigindo faculdades anormais para percebê-los, os últimos cognoscíveis por nossos sentidos físicos ordinários." {S.D., vol. i. p. 169.)

Há duas doutrinas modernas que são o produto especial da Ciência física do século XIX.


São aquelas da Indestrutibilidade da Matéria e da Conservação da Energia.

No que concerne à primeira, sabemos agora que ela não é verdadeira no sentido original em que foi formulada, como significando a indestrutibilidade do átomo químico.

Tampouco há razão para supor que seja mais verdadeira quanto ao corpúsculo ou elétron, que nesta partícula tenhamos encontrado a forma final e irresolúvel da matéria.

A Ciência física, contudo, provavelmente terá de esperar muito tempo antes que qualquer evidência definitiva de tal resolução ou subdivisão adicional possa ser dada; isto é, antes que possa ser tornada evidente ou observada como um efeito físico.

Já vimos quão completa e plenamente A Doutrina Secreta trata tanto da questão física quanto da metafísica da resolução da matéria em seu Elemento ou Substância raiz.

Mas agora, o que diremos da Conservação da Energia? É uma doutrina que, embora apenas demonstrável dentro de um âmbito muito estreito de fenômenos observáveis, a Ciência moderna não hesitou em postular como um princípio universal, aplicável em toda região dos fenômenos da matéria e da força.

Ela traz consigo, por implicação, a possibilidade de converter toda forma ou modo de energia em toda outra forma ou modo, seja direta ou indiretamente.

Aqui, como já vimos, a Ciência Oculta está absolutamente de acordo com o conceito moderno, mas vai muito além ao postular que, na raiz, há apenas Uma Força, que por ora podemos chamar de Fohat, ou Eletricidade, ou a Vida Una.

Mas a Ciência Oculta vai um passo além disso, e, combinando os dois dogmas da Ciência moderna em um conceito unitário, postula a existência de uma Única Força-Substância Primordial, ou Substância-Princípio, que é Força ou Matéria conforme os aspectos sob os quais é vista por modos limitados e condicionados de Consciência.

Esta é praticamente a posição para a qual a Ciência moderna

FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELATAS

está agora sendo forçada a recuar, embora ainda não esteja definitivamente formulada, nem as deduções filosóficas e metafísicas que dela decorrem, e que estão tão claramente expostas em A Doutrina Secreta, sejam de modo algum ainda definitivamente percebidas e compreendidas.

A Força-Substância da Ciência moderna é simplesmente o Éter — sem nada além dele.

Em A Doutrina Secreta, contudo, temos não meramente o princípio fundamental, mas também as deduções lógicas expostas com uma riqueza de linguagem e evidência histórica e literária que não pode ser contestada.

"A lei fundamental desse sistema (da Cosmogonia Antiga), o ponto central do qual tudo emerge, em torno do qual e para o qual tudo gravita, e sobre o qual está suspensa toda a sua filosofia, é a Única Substância-Princípio Divina Homogênea, a Única Causa Radical.

"É chamada 'Substância-Princípio', pois torna-se 'Substância' no plano do Universo manifestado, uma Ilusão, enquanto permanece um 'Princípio' no abstrato sem começo e sem fim, no Espaço visível e invisível.

É a Realidade onipresente, impessoal porque contém tudo e todas as coisas.

Sua impessoalidade é a concepção fundamental do Sistema.

Ela está latente em cada átomo do Universo, e é o próprio Universo." (A.D.S., vol. i. p. 294.)

Entre as deduções mais proeminentes desse princípio fundamental está esta: que essa Força-Substância deve ser de uma Natureza Consciente e Inteligente; ou, em outras palavras, é Vida.

Aqui, de fato, está o ponto de encontro dos dois extremos do Idealismo e do Materialismo; pois, uma vez que o Materialismo postula que a Matéria pode pensar, vemos que a Matéria deve ser sujeito tanto quanto objeto.

Nesse próprio postulado, de fato.

O materialismo estultifica sua própria afirmação primária de que a Matéria é morta; pois, se é morta, não pode ser consciente.

Nenhuma congregação de átomos mortos pode jamais ser suposta capaz de tornar qualquer um ou mais deles conscientes ou cientes dos outros.

Mas devemos agora confinar nossa atenção à única qualidade ou atributo essencial dessa Força-Substância Primordial que está associada aos nossos conceitos físicos dela.


Essa única qualidade essencial é o Movimento inerente, eterno, perpétuo.

"Seu único atributo absoluto, que é Ela Mesma, o eterno, incessante Movimento, é chamado na linguagem esotérica de Grande Respiração, que é o movimento perpétuo do Universo, no sentido de Espaço ilimitado, sempre presente." {S.D., vol. i. p. 32.)

"Os Ocultistas — que, se quisessem se expressar corretamente, não dizem que a matéria, mas apenas a substância ou essência da matéria (isto é, Mulaprakriti, a Raiz de tudo) é indestrutível e eterna — afirmam que todas as assim chamadas Forças da Natureza, eletricidade, magnetismo, luz, calor, etc., etc., longe de serem modos de movimento de partículas materiais, são em esse — isto é, em sua constituição última — os aspectos diferenciados desse Movimento Universal que é discutido e explicado nas primeiras páginas deste volume.

Quando se diz que Fohat produz Sete Centros Laya, isso significa que, para fins formativos e criativos, a Grande Lei — os teístas podem chamá-la de Deus — detém, ou antes modifica, seu movimento perpétuo em sete pontos invisíveis dentro da área do Universo Manifestado.

A Grande Respiração escava através do Espaço sete buracos em Laya, para fazê-los circumgirar durante o Manvantara, diz o Catecismo Oculto." {S.D., vol. i. p. 171.)

Aqui temos Fohat introduzido como o Agente inteligente na produção do movimento circular ou circumgiro que é a forma primária de movimento no Cosmos manifestado.

A Filosofia Oculta estabelece uma distinção profunda entre o Movimento perpétuo do Princípio Uno Eterno e o movimento finito dos aspectos periódicos desse Princípio: a saber, suas manifestações temporárias, embora periódicas, na Maya do mundo ou Universo objetivo ou fenomênico.

"* O Movimento é eterno no não-manifestado e periódico no manifestado", diz um ensinamento oculto.

"É 'quando o calor causado pela descida da Chama na matéria primordial faz suas partículas se moverem, movimento esse que se torna o Redemoinho.'" (S.D., vol. i, p. 124.)

Para uma explicação da palavra Laya, veja a continuação desta citação.

"Todos os Cabalistas cristãos compreenderam bem a ideia raiz oriental. O Poder ativo, o 'Movimento Perpétuo do Grande Sopro', apenas desperta o Cosmos no alvorecer de cada novo Período, colocando-o em movimento por meio das duas Forças contrárias, as forças centrípeta e centrífuga, que são masculina e feminina, positiva e negativa, física e espiritual, sendo as duas a única Força Primordial, e assim fazendo-o tornar-se objetivo no plano da Ilusão. Em outras palavras, o movimento dual transfere o Cosmos do plano do ideal eterno para o da manifestação finita, ou do plano noumenal para o fenomênico." (S.D., vol. i, p. 302.)

É somente com este último, o plano fenomênico, que temos agora de lidar, e, consequentemente, descobrimos que o primeiro aspecto desse Movimento Primordial é o movimento circungiratório ou orbital dos Sete Centros Primários, ou Glóbulos Solares (dos quais, no entanto, apenas quatro pertencem ao universo material), sendo esse movimento tornado visível para nós no plano físico no movimento orbital dos corpos celestes.

Vimos também que temos de lidar com o mesmo tipo de movimento no microcosmo dos átomos e subátomos da nossa matéria física.

Considerado fisicamente, esse movimento circungiratório ou vorticial parece ser produzido, em primeira instância, por uma diferenciação da Força Una em dois aspectos, ou duas polaridades, que imediatamente aparecem como opostos.

Muitos nomes podem ser dados a esses opostos, tanto física quanto metafisicamente, como na citação acima.

O exemplo físico mais familiar desse aspecto dual de uma e mesma coisa está nos fenômenos elétricos ou magnéticos de atração e repulsão.

Será melhor, talvez, ater-se a esses dois últimos termos como expressando a dualidade da Força Una, não meramente em seu desenvolvimento fenomênico inferior, mas mesmo em seus aspectos primários.

"Assim, os Ocultistas não estão sós em suas crenças.

Nem são tão tolos, afinal, em rejeitar até mesmo a 'gravidade' da Ciência Moderna, juntamente com outras leis físicas, e em aceitar, em vez disso, atração e repulsão.

Eles veem, além disso, nessas duas Forças opostas apenas os dois aspectos da Unidade Universal, chamada Mente Manifestante; em cujos aspectos, o Ocultismo, através de seus grandes Videntes, percebe uma inumerável Hoste de Seres operativos: Dhyan Chohans cósmicos, Entidades, cuja essência, em sua natureza dual, é a Causa de todos os fenômenos terrestres.


Pois essa essência é consubstancial com o Oceano Elétrico universal, que é Vida; e sendo dual, como foi dito — positivo e negativo — são as emanações dessa dualidade que atuam agora na Terra sob o nome de 'modos de movimento'; mesmo Força tendo-se tornado agora uma palavra objetável, por medo de que levasse alguém, mesmo em pensamento, a separá-la da Matéria! São, como diz o Ocultismo, os efeitos duais dessa essência dual que foram ora chamados de forças centrípetas e centrífugas, ora de polos negativo e positivo, ou polaridade, calor e frio, luz e escuridão, etc." {S.D., vol. i. p. 661.)

Esses dois aspectos da Força Una, portanto, constituem o dualismo que é aparente em toda parte no universo fenomênico.

Eles devem ser sempre iguais e opostos.

Podemos aparentemente separar qualquer um deles em algum fenômeno particular, mas esse próprio fenômeno só é possível por causa da operação do outro em algum outro ponto, e devemos estender esse princípio a todas as operações no Cosmos.

A força única não pode ser produzida sem a outra, embora em alguns fenômenos a outra esteja inteiramente *in abscondito*, no que diz respeito aos nossos sentidos físicos.

É por essa razão que a Ciência Oculta rejeita a concepção científica ortodoxa da Gravitação, como sendo uma força isolada de mera atração.

"A atração por si só não é suficiente para explicar nem mesmo o movimento planetário; como pode então pretender explicar o movimento rotatório nas infinitudes do Espaço? A atração sozinha nunca preencherá as lacunas, a menos que se admita um impulso especial para cada corpo sideral, e se demonstre que a rotação de cada planeta com seus satélites se deve a alguma causa única combinada com a atração.

E mesmo assim, diz um Astrônomo, a Ciência teria que nomear essa causa." (S.D., vol. i. p. 577.)

No microcosmo do átomo e da molécula, a força atrativa se manifesta na coesão e na afinidade química.

Mas, ao mesmo tempo, essas forças são equilibradas em certo ponto pela força igual e oposta de repulsão, que limita a distância dentro da qual cada átomo, ou subátomo, ou molécula pode se aproximar de outro.

Nenhum deles realmente se toca; suas posições relativas são governadas por uma lei que diz "até aqui irás e não mais além."

Assim também é no macrocosmo do Sistema Solar e do Universo Estelar.

A atração sozinha não pode explicar nem a formação nem a continuação do Sistema Solar.

Que o Sol exerce uma força repulsiva sobre certos tipos de matéria é hoje bem reconhecido no fenômeno da repulsão da cauda de um Cometa.

Em qualquer sistema estável, seja como o de uma molécula de matéria ou de um Sistema Solar, deve haver um equilíbrio de atração e repulsão.

Se esse equilíbrio for perturbado, a força, seja de atração ou de repulsão, deve ser empregada.

Mas essa força é, em sua raiz, apenas um reajuste do movimento relativo; é movimento acelerado ou retardado em um lugar, ou em um corpo, ou em um plano, às custas do movimento retardado ou acelerado em outro lugar, ou corpo, ou plano.

FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELATAS

O que é, de fato, a inércia da matéria: aquela qualidade ou propriedade em virtude da qual se requer força para pôr um corpo em movimento, ou para acelerá-lo ou retardá-lo quando já está em movimento? Por que um corpo livremente suspenso no espaço ou no vácuo exigiria força para movê-lo: uma força proporcional à massa do corpo?

A resposta é que não existe tal coisa como um corpo livremente suspenso no espaço.

Cada átomo de matéria está ligado por laços invisíveis, mais fortes que o mais resistente aço, à substância do Éter, e cada molécula de Éter está igualmente ligada à substância de um Plano superior, e assim até o mais elevado, ao Plano da própria Força-Substância Una que preenche o espaço.

A inércia não é o resultado da passividade, inércia, morticidade ou isolamento da matéria; pelo contrário, é o resultado de sua intensa vida e atividade, sua natureza intrínseca como Substância; inteiramente mascarada e velada, é verdade, às nossas percepções físicas, porém tão certamente existente, e tão apreensível como um fato quanto o é a nossa própria vida e consciência.

Poderíamos notar aqui — como é dado em A Doutrina Secreta — um ponto de encontro algo significativo entre a física e a metafísica.


Referimo-nos no Capítulo I ao fato físico de que um corpo eletricamente carregado, movendo-se com certa velocidade, tem uma massa aparente ou inércia adicional em consequência de sua carga.

Notamos que essa inércia aumentada é uma função da velocidade; que aumenta rapidamente à medida que nos aproximamos da velocidade da luz; e, além disso, que uma análise matemática mostra que na própria velocidade da luz ela seria infinita.

Esse aumento foi realmente observado no caso de corpúsculos movendo-se com uma velocidade de cerca de dois terços da da luz.

Por que isso? De acordo com a ciência física, é por causa do campo de indução eletromagnética que existe ao redor do corpo carregado ou do corpúsculo: um campo que — como diz Sir Oliver Lodge — se estende infinitamente no espaço, e confere ao átomo uma extensão praticamente infinita, embora infinitesimal.

Agora vejamos o que diz *A Doutrina Secreta*.

*"A inércia, assim chamada, é Força, segundo Newton (Princ., Dei. III.), e, para o estudante das Ciências Esotéricas, a maior das Forças Ocultas.

Um corpo só pode conceitualmente, somente neste plano de ilusão, ser considerado separado de suas relações com outros corpos — que, segundo as ciências físicas e mecânicas, dão origem aos seus atributos.

De fato, ele nunca pode ser assim destacado; a própria morte sendo incapaz de desligá-lo de sua relação com as Forças Universais, das quais a Força Una, ou Vida, é a síntese; a inter-relação simplesmente continua em outro plano." (S.D., vol. i. p. 557.)

O que é, então, essa inércia em sua análise metafísica última? Não podemos fazer mais do que colocar a seguinte citação, repleta de sugestões, diante de nossos leitores, e remetê-los ao contexto.

"Satã [ou Lúcifer] representa a Energia Ativa, ou, como M. Jules Baissac a chama, a energia 'Centrífuga' do Universo [em um sentido cósmico]. . . . E apropriadamente é ele, repetidas vezes, frustrado pela Inércia Eterna da Energia Passiva do Kosmos — o inexorável EU SOU — a pederneira da qual as faíscas são extraídas." (S.D., vol. ii. p. 255.)

FOHAT, A ELETRICIDADE E AS FORÇAS CORRELATAS

Considerai agora que o Universo como um todo é um sistema completo e equilibrado de Movimento perpétuo.

Não podemos destruir o movimento em lugar algum; ele é perpétuo e eterno em seu equivalente na ação e interação entre todos os Planos.

Disso resulta que, quer um corpo esteja em repouso (assim chamado), quer se mova com velocidade uniforme, há um equilíbrio entre suas moléculas e átomos e aqueles dos planos etérico e outros.

Se, contudo, procuramos acelerar ou retardar seu movimento, destruímos o equilíbrio neste sentido: o movimento que imprimimos ou retiramos do corpo deve ser retirado ou imprimido às custas do movimento em outro lugar; enquanto não é nada mais do que a consciência ou sensação dessa mudança ou transferência que nos dá a ideia de força e, portanto, de massa ou inércia.

O Universo é uma Unidade; é um sistema completo e equilibrado, no qual nenhuma alteração, por menor que seja, pode ser feita em qualquer lugar sem um reajuste em toda parte.

Nenhuma partícula mínima de matéria pode ser movida, acelerada ou retardada, sem que isso exija um ajuste correspondente em todos os Planos do Cosmos.

A Ciência Física nos diz que não podemos saltar da Terra sem empurrá-la um pouco para trás, pois ação e reação devem ser iguais e opostas.

Um corpo que cai para a Terra não é apenas atraído pela Terra, mas também atrai a Terra, e a Terra se move em sua direção em grau proporcional.

A Ciência Oculta nos diz que cada pensamento que pensamos, emitindo vibrações ou impulsos "telepáticos", é registrado nas paredes e nos objetos ao nosso redor, afetando de fato sua condição física, bem como as mentes e cérebros de nossos semelhantes.

Cada átomo e molécula vibra com todo o seu passado; e é mais fácil para ele responder a vibrações semelhantes do que a novas, portanto, ele segue o caminho de menor resistência.


Assim também é mais fácil para nós fazer o que acostumamos os átomos e moléculas de nosso corpo ou corpos a fazer, ou o que eles foram acostumados a fazer por hereditariedade — que nada mais é do que experiência anterior — e isso não apenas com nossos átomos físicos, mas também com nossos átomos astrais, prânicos e manásicos, sendo estes últimos os que constituem nossas atividades mentais ou mente.

Assim como nosso corpo físico, para ser responsivo e vigoroso ao seu ambiente físico, deve vibrar ou estar afinado em harmonia e responsividade com ele, também nosso corpo manásico, ou mente, deve estar afinado e responsivo às vibrações da Mente Universal, às atividades do grande Sol Central.

Elevar nossas vibrações ou afinar nossa mente em resposta a tudo o que está contido nessa Mente Universal, em outras palavras, tornar-nos cósmicos em nossa consciência, é a meta legítima e natural de nossa evolução; alcançável, segundo os ensinamentos ocultos, no ciclo definido conhecido como Quinta Ronda.

E se agora perguntarmos como, em tal Universo de movimento equilibrado como o que acabamos de descrever, o equilíbrio pode de alguma forma ser alterado, ou perturbado, ou reajustado, de modo a produzir uma variedade infinita e interminável de fenômenos, que resposta podemos dar senão aquela que encontramos dentro de nós mesmos, em nossa própria natureza e atividade?

Explique inteira e completamente, até sua própria raiz e fundamento, como você pode perturbar o equilíbrio, como pode estender a mão, ou moldar um pensamento em fala e ação; só então, e somente por esse meio, terá explicado como os átomos e moléculas são trazidos à existência, ou como o Sol e as Estrelas são formados e postos a girar em suas poderosas trajetórias.

Quando estendemos a mão, que explicação podemos dar desse ato senão que assim o quisemos: ato de vontade que é também um ato guiado pela inteligência.

E como poderíamos nós, como mera congregação de átomos,

FOHAT, ELETRICIDADE E FORÇAS CORRELATAS

ter vontade ou inteligência, se estas não existissem como atributos inerentes e inalienáveis daquela única Substância-Princípio da qual todos os nossos corpos, em todos os Planos, são construídos, e que é o Universo?

Ou talvez sejamos mais do que nossos átomos, mais do que nossos corpos.

Talvez nós, em nossa inteireza e completude, sejamos a própria Substância-Princípio una.

ÍNDICE

Absoluto, o, 34, 35, 36, 50, 66.

conceito de, 1.

existência, 47. Absolutidade, 71, 76. Ação e reação, 68, 141.

à distância, 113. Aditi, 31.

Éter, 18, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 44, 62, 82, 83, 88, 97, 104, 109, 110, 114. Ar, 19, 58, 83, 85, 90, 119.

elemento, 32, 58, 59, 60, 61, 63, 64, 68, 69, 70, 82, 83, 84, 85. Akasha, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 44, 62,

82, 83, 88, 102, 104. Alquimia, -istas, 38, 44, 51, 58, 59, 69,

133. Alcyone, 124. Alegoria, 59. Alfa e Ômega, 115. Analogia, -ias, 86, 87, 88, 89, 101, 118.

correspondência e, — ver Correspondência.

física, 71. Ancestrais, 133. Antigos, 18, 51, 58, 59, 106.

elementos cósmicos dos, 68, 69. Tempos antigos, 59.

cosmogonias, 59.

filósofos, 32, 69.

simbolismo e mitologia, 59. Animais, 82. Alma do Mundo, 27. Archseus, 27, 54. Arquitetos do Mundo, 130. Arhat, 67. Aristóteles, 60. Asteroides, 107. Astral, 88, 101, 133.

corpo, 93.

luz, — ver Luz.

Plano astral, — ver Plano.

Astronomia, astrônomos, 122, 124, 138. Athanor, 133. Atma-Buddhi, 127. Atmosfera, 42, 43, 72, 90, 96, 119, 123. laboratório da, 91, 96, 97, 117. Átomo, -s, 4, 20, 27, 28, 36, 52, 55, 56, 61, 66, 72, 105, 106, 107, 110, 111, 112, 113, 114, 116, 125, 132, 135, 141, 142, 143. astral, 101, 112, 142. aura do, 125, 127. centros de força e, 42, 111. químico, 4, 5, 6, 13, 24, 41, 65, 93, 94, 97, 100, 134. morto, 16, 51, 135. densidade do, 82.

desintegração do, 13, 65, 94. elasticidade do, 10, 12. de eletricidade, — ver Eletricidade, eletrificação do, 101, 103. energia do, 5, 9, 10, 73. éter e, 27, 72, 97, 101, 102, 103, 104, 139, 141. formação do, 16. gigante, 126. hidrogênio, 20, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 103. indestrutibilidade do, 4, 5, 6, 16, 81, 134. limitações do, 28. massa ou inércia do, 5, 6, 9, 22, 103. movimentos e impactos do, 6, 9, 10, 12, 16, 22, 52, 99, 100, 126, 137, 141. nitrogênio, 98, 100. oxigênio, 98, 100. físico, 13, 50, 81, 82, 95, 127, 137, 142. ÍNDICE

Átomo, -s, plano físico, último, 95, 96, 97, 98, 100, 101, 103, 104, 105, 106, 112, 116. ou partículas, últimas, 6, 9, 10, 11, 12, 13, 16, 22, 44, 121. primordial, 77. princípios do, 61, 113. refletem o universo, 28. e espaço, 6, 99, 113, 126, 140. estrutura do, 5, 13, 70, 95, 101. sub-átomos, 97, 98, 99, 100, 102, 103, 106, 107, 111, 112, 137. subdivisão do, 6. teorias do, 13, 17, 93, 121. e tubos de força, 95, 111, 112. Peso atômico, 97, 98. Atração e repulsão, 137, 138, 139. Aura, 90, 105, 113, 125, 127. Consciência, 27, 28, 51, 135.

Baissac, Jules, 140. Ser, -es, angélico, 61.

cósmico, 62.

manifestado, 35. Be-ness, 37. Besant, Annie, citada, 93, 97, 100, 101, 102, 103. Biólogos, 127.

Blavatsky, Madame, 3, 88, 103, 104, 120, 125, 131, 133. Transações da Loja, citadas, 78, 86, 102, 104, 115, 117, 133. Sangue, 133.

corpúsculos, 53. Corpo, 141, 143.

astral, 53.

mental, 53.

físico, 51, 53, 116, 119, 133, 142. Boehme, Jacob, 64. Livro dos Mortos, 38. Boscovitch, 42. Brahma, 49, 128. Cérebro, 27, 42, 43, 52, 119, 141. Sopro, Grande, 54, 76, 77, 92, 124, 128,

136. Biichner, Ludwig, citado, 6. Buddhi, 57, 104, 115.

Calórico, 114. Raios catódicos, 13.

Causa, 22, 33, 41, 42, 43, 51, 53, 120, 138.

e efeito, 66, 131.

primordial, 1, 11, 16, 18, 131, 135. Células, 27, 43, 53, 99. Centauri, o, 107.

Centros, sete primários, 137. Corrente, de aço, elos reais da, 110, 111. Acaso, cego, 28. Caos, 31, 38, 68. Mudanças químicas, 51, 123. Química, 8, 51, 52, 61, 68, 92, 108, 120. oculta, 93, 94, 116, 138. Classificação, natureza da oculta, 87,

128. Coesão, 60, 111, 133, 138. Frio, 133, 138. Colisão de corpos, 9, 10. Cor, 42, 131. Cometa, o de Halley, 107.

cauda do, 108, 139. Conceitos, finais ou raízes, 1, 6, 134. Consciência, 1, 2, 27, 28, 34, 37, 47, 48, 51, 141, 142. características da, 51. cósmica, 3, 50, 79, 142. ciclos e, 88. evolução e, 89. da humanidade ou do homem, 87, 88. individual, 3, 28, 35, 51, 53, 79. vida e, 2, 21, 28, 50, 53, 58, 66,

79, 80, 89, 139. do Logos, 53, 79. e matéria, 2, 21, 29, 38, 40, 41,

61, 65, 66, 73, 79, 80, 134. modos de, 40. e fenômenos, 2, 21, 46, 134,

141. física, 23, 66, 71, 87, 88. planos de, 22, 79, 87. problema da, 1, 21. terrestre, 119, 120. Corpúsculo, 13, 20, 72, 73, 90, 93, 94, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 107, 108, 134, 140. Correspondência, 78, 81, 86, 91, 96. e analogia, 20, 28, 46, 49, 51, 55, 63, 64, 79, 92, 98, 100, 105, 107, 111, 125. Formas cósmicas da Substância Raiz, 49. Cosmogonia, 38, 51, 59, 62, 76, 135.

caldaica, 38. Cosmos, 3, 20, 40, 46, 53, 59, 68, 69, 85, 92, 104, 106, 113, 115, 123, 124, 136, 137, 138, 140, 141. Criação, 61, 68, 125. Criador, 133.

Crookes, Sir Wm., 56, 102. Cruz, símbolo da, 64. Cristalização, 67, 68. Ciclo, -ico, 37, 48, 67, 81, 88, 90, 114, 142.

ÍNDICE

Ciclo de manifestação, 38, 48, 65, 86, 89, 128.

Teoria atômica de Dalton, 8.

Divindade, 54, 62.

Densidade, 22, 70, 72, 81, 82, 111.

da matéria, 23, 72.

de substância, 72, 83. Diabo, 133.

Devolução, 11, 36, 47, 65. Dhyan Chohans, 51, 62, 77, 79, 130,

137. Dhyanis, 67. Diagrama dos planos, etc., 85.

de átomos e sub-átomos, 95. Ser Divino, 1.

Ideia, 47, 48, 49, 129. Dolbear, Professor, citado, 4. Dualismo, 34. Dualidade, Q6, 79. Dzyan, Livro de, 47, 131.

Ouvido, 42, 118, 119.

Terra, 72, 75, 81, 82, 85, 90, 91, 117, 118, 119, 120, 123, 130, 133, 141. Elemento, 32, 58, 59, 60, 61, 63, 64,

68, 69, 70, 82, 84, 85, 92. energia possuída por, 11. Efeitos, físicos, 118, 120, 123, 131,

133, 134, 138. Ovo, Mundano, 49. Ego, -s, 36, 52, 53.

Eletricidade, 7, 15, 42, 60, 115, 130, 131, 134, 136. natureza atômica de, 22, 100, 101, 131,

132. átomos e, 5, 103, 116, 132. e corpos carregados, 14, 140. e corpúsculos ou elétrons, 14, 100,

101. cósmica, 131. corrente de, 100, 101. e éter, 15, 19, 25, 40, 60, 90,

108. e Fohat, 129, 131, 134. e vida, 129, 130, 133, 134. e matéria, 42, 131, 132, 133. sete forças primárias de, 131. sol e, 122, 123. vital, 122, 123, 130. Eletrificação, 101, 102. Elétron, -s, 13, 14, 15, 20, 22, 24, 27, 41, 90, 93, 94, 97, 100, 101, 103, 108, 134. carga elétrica de, 14. massa de, 13, 14.

Teoria eletrônica da matéria, 14, 60,

Elemento, quinto, 80, 83. Elementos, 36, 51, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 6Q, 67, 69, 70, 77, 80, 81, 83, 85, 86, 88, 90, 91, 120, 125, 134. químicos, 56, 58, 61, 68, 83, 93, 98,

100, 108, 118, 120, 122. Cósmicos, 32, 55, 56, 62, 63, 64, 68,

70, 77, 81, 91. e eletricidade, 60. evolução de, 79, 80, 81, 82, 83, 84,

85, 86, 88, 89, 90. metafísicos, 62. de Platão e Aristóteles, 60. Elementar, 62.

homem, 61. Reino elemental, 57. Emoção, 51, 52, 53. Energia, 22, 31, 44, 76, 118, 126, 130, 132, 140. conservação de, 3, 7, 8, 9, 10, 17,

24, 28, 76, 134. de ideação cósmica, 130. de éter, 15, 25, 73, 108, 111. Fohat e, 130. e força, 7, 22, 26, 44, 112, 131,

132, 133. calor, 9, 122. inércia e, 140. vida, 50, 126. luz, 122, 123. do Logos, 106. e massa, 7, 9, 17, 26. matéria e, 2, 26, 31, 44, 125, 131,

132, 133. modificação de, no globo terrestre, 118,

123, 125. e movimento, 7, 9, 10, 17, 26, 108. irradiado no espaço, 122, 123, 124. do rádio, 123, 124. do sol, 118, 122, 123, 124, 125. Equilíbrio, 133, 141. Equinócio, precessão do, 96. Esoterismo, Arcaico, 76, 110. Éter, 12, 18, 30, 90, 96. e éter, 18, 31, 32, 62, 63, 97,

104. e Akasha, 32, 33, 62, 83, 88, 102,

104. astral, 102, 103, 104, 107, 113, 118. e luz astral, 32, 33, 89, 102,

104, 114. centros de força no, 22, 41, 74,

111. elementos cósmicos e, 58, 60, 62, 63, 68, 83, 84, 85, 86, 88, 90.

ÍNDICE

Éter, densidade do, 71, 72, 73, 74. elasticidade do, 74, 97. eletricidade e, 15, 19, 25, 40, 52,

90. e elétrons ou corpúsculos, 15, 22,

27, 41, 73. e faculdade da visão, 118, 119. quinta raça, 91, 97. gravitação e, 25. interestelar, 80, 88, 90, 91, 96, 101,

103, 118. luz e, 12, 15, 19, 25, 40, 71, 74,

90, 118, 119, 125. massa ou inércia do, 26, 108. matéria e, 8, 12, 13, 15, 19, 23, 25,

26, 32, 40, 58, 72, 73, 91, 96, 108,

117, 120, 127, 132, 139. ciência moderna e, 12, 15, 17, 18,

26, 32, 44, 73, 75, 90, 91, 97, 102,

103. modos de movimento do, 11, 15, 17,

19, 22, 27, 40, 74, 75, 76, 96. movimento da terra e, 117. natureza do, 15, 19, 20, 24, 26, 44, 69,

72, 74, 75, 97, 103. físico, 97, 101, 102, 103, 104,

110, 117, 118, 120, 127. Substância Primordial e, 8, 15, 16,

19, 21, 23, 24, 25, 30, 31, 32, 44,

62, 72, 75, 135, 139. e psicologia, 21, 91. sentidos e, 108. a alma da matéria, 12. espaço e, 12, 23, 72, 73, 75, 90,

103, 108, 111, 113, 124. Sol e, 107, 113, 114, 118, 127. teorias do, 19, 26, 97- Euclides, 131. Evolução, 25, 28, 31, 44, 46, 47, 55,

79, 98. dos elementos químicos, 56. e consciência, 47, 48. cósmica, 45, 49, 56, 57, 79, 85,

129. dos elementos cósmicos, 56, 57, 58, 63,

79, 81, 84, 85. ciclos de, 34, 48, 57, 65, 81, 89. da terra e do homem, 80. e involução ou devolução, 11, 36,

48, 65, 86, 100. lei da, 3, 17. da vida e da consciência, 79, 80, 89,

125. do homem ou da humanidade, 79, 80, 81, 84,

89, 119, 142. da matéria física, 48, 56, 63, 80,

81, 89, 98, 100, 127.

Evolução das plantas e animais, 6Q.

Substância Primordial e, 44, 45, 48, 49, 54, 55, 56, 58, 66.

estágios de, 49, 54, 55, 56, 61. Existência, o Uno, 76. Olho, 42, 118, 119.

Faculdades, astral, 89. Faraday, 42.

tubos de força, 95, 111. Pai-Mãe, 62, 84. Fermentação e vida, 27. Fogo, 54, 85, 90, 126, 133. elemento, 32, 58, 59, 60, 61, 63, 64,

68, 70, 82, 84, 85, 86. névoa, 84. Sobrevivência do mais apto, 80. Cinco Anos de Teosofia, citado, 72,

126. Chama, 133, 136. Fohat, 116, 117, 129, 130, 131, 134,

136. Força, -s, 1, 39, 42, 51, 68, 70, 133, 134, 136, 137, 138, 140. astral, 105, 106, 112. átomos e, 42, 44, 50, 77, 105, 106,

111. atrativas e repulsivas, 137, 138,

139. centros de, 22, 41, 42, 77, 116. centrífuga, 137, 138, 140. centrípeta, 137, 138. de coesão,

111. consciência ou sensação e, 22,

36, 40, 41, 134, 141. correlação de, 126, 129, 131, 133. Elementos Cósmicos e, 60.

dual, 137, 138.

eletricidade e, 131, 132, 133, 134.

energia e, 7, 26, 35, 131, 132.

éter e, 22, 25, 40, 44, 111, 135.

Fohat e, 129, 130, 131, 134.

de gravitação, 111, 138.

vida e, 2, 22, 27, 36, 50, 54, 130,

134, 135, 140. Logos e, 35.

massa ou inércia e, 139, 140, 141. matéria e, 2, 8, 22, 23, 24, 25, 36,

37, 39, 40, 41, 42, 44, 52, 54, 77, 78, 100, 131, 132, 134, 138.

ciência moderna e, 7, 22, 42, 44,

119. modos de, 7, 22, 23, 25, 40, 41, 42,

44, 118. movimento e, 7, 22, 24, 25, 26, 39,

40, 54, 55, 70, 112, 136, 139. Millaprakriti e, 35, 54.

ÍNDICE

Força, -s, natureza de, 7, 22, 42, 43,

44. origem de, 24, 51, 68, 77. Substância Primordial e, 22, 23,

24, 26, 31, 35, 39, 40, 45, 54, 55,

70, 77, 105, 135. espiritual, 36. estática, 112. natureza substancial de, 7, 22, 39, 42,

52, 105, 106. -Substância, 24, 25, 39, 54, 55, 134,

135, 139. sol, 114. Tattvas e, 77. pensamento e, 35, 52. tubos, linhas ou campos de, 95, 99, 108,

111, 112. vontade, 130. Quarta dimensão, 105.

Galvanismo, 115.

Gênesis, 38.

célula-germe, 45, 48, 49, 58, 66, 67.

germoplasma, 36, 45, 63.

Globos, 80, 82, 83, 85, 86, 90, 91, 96, 105, 107, 113, 114, 115, 117, 118, 119, 124, 125, 127, 128, 137.

Deus, 39, 126, 133, 136.

Deuses, 36, 55, 59, 60, 68.

Deusas, 59.

Bem e mal, 68, 133.

Gravitação, 25, 26, 111, 137, 138.

Haeckel, citado, 51. Saúde e doença, 68. Calor, 7, 9, 19, 25, 40, 41, 42, 54, 59, 90, 96, 108, 120, 122, 126, 130, 131, 133, 136, 138. Hélio, 61. Hereditariedade, 142. Herschell, Sir John, 123. Hierarquia, 22, 36, 79. Humanidade, 57, 80, 81, 83, 88, 90, 91, 119. consciência da, — ver Consciência, evolução da, 81, 89. Hidrogênio, 13, 20, 96, 97, 98, 99, 101, 103, 108, 132.

Ideia, divina, 47, 48, 49, 129.

Ideal, eterno, 137.

Idealismo, 66, 80, 135.

Ideação, 21, 30, 35, 36, 39, 130.

Ilusão, 137.

Impersonalidade do Princípio-Substância, 135. Imponderáveis, 7.

Inércia, 5, 8, 9, 22, 25, 26, 108, 139, 140, 141. Infinito, 36.

Infinitude, 46, 76, 106, 126. Iniciados, 69, 75. Iniciação, escolas de, 59. Instrumentos, físicos, 21, 93, 94. Inteligência, -s, Q6, 142, 143.

consciente, 22, 45, 135.

cósmica, 52, 105.

divina, 35, 50, 53, 64, 79. Intuição, 86, 87. Involução, 92, 95, ou devolução, 48, 65, 68, 70, 86, 100. Íon, 101. Ísis sem Véu, 126.

Cabalistas, 33, 89, 114, 125, 136.

Kala, 44.

Kama Rupa, 127.

Elemento kâmico, 133.

Kaufmann, observações sobre elétrons, 14. Kelvin, Lord, teoria do átomo-vórtice, 13. Conhecimento, primitivo, 121.

Lei, -s, 136, 137.

mecânica, 2,

natural, 39, 53. Estado de Laya, da matéria, 62, 136. Levi, Eliphas, 30, 33. Vida, -s, 1, 28, 37, 58, 6Q, 67, 127, 130, 135.

Éter e, 31.

Akasha e, 31.

átomo e, 48, 51, 127, 130.

centros de, 126.

começo da, 16.

consciência e, 1, 2, 21, 50, 53, 58, 66, 79, 80, 89.

cósmica, 5, 50, 53, 79.

elementos cósmicos e, 68, 82.

Divindade e, 54.

Divina, 67.

eletricidade e, 129, 130, 133, 134, 138.

evolução e, 28, 80, 82, 89.

Fogo e, 54.

Fohat e, 129, 130, 134.

força e, 22, 27, 50.

individual, 50, 51, 79.

Logos, o, e, 49, 50, 53, 79.

Senhores de, 51.

matéria e, 16, 17, 21, 31, 48, 50.

de micróbios, células, etc., 53.

ÍNDICE

Vida, -s, ciência moderna e, 16, 27, 48. movimento e, 37, 54, 115, 116, 126,

139. natureza de, 27. o Um, 22, 27, 37, 50, 51, 54, 116,

128, 133, 134, 140. origem de, 53. Substância Primordial e, 17, 21,

27, 37, 48, 54, 135, 139. Sol, 116, 122. Luz, 7, 30, 42, 54, 59, 97, 120, 122, 123, 126, 131, 133, 136. astral, 30, 32, 33, 89, 102, 104, 114. teoria corpuscular da, 22. éter e, 12, 19, 25, 40, 41, 42, 71,

74, 90, 108, 119, 125. Fohat e, 130. do Logos, 30. teoria ondulatória da, 12. velocidade da, 14, 71, 99, 140. Relâmpago, 133. Lodge, Sir Oliver, citado, 15, 16, 18,

71, 73, 74, 80, 108, 113, 140. Logos, 34, 35, 36, 45, 47, 48, 49, 50, 53, 55, 79, 130. Primeiro, 30. Solar, 116.

pensamento do, 35, 55, 106, 129. Lúcifer, 140.

Macrocosmo, 20, 36, 52, 62, 107, 111,

139. Indução magnética, 95, 111, 140.

linhas de força, 112. Magnetismo, 25, 40, 90, 115, 133, 136. Magnum Opus, 82.

Homem, 57, 62, 69, 80, 82, 87, 88, 92, 109. divino, 62. elementar, 61. imortal, 89. físico, 61. Manas, 32, 57, 76, 104, 127. Manifestação, 130, 137. Manvantara, 34, 62, 116, 124, 136. Vibrações de Marconi, 44. Massa, 5, 6, 7, 8, 9, 17, 22, 25, 26, 72, 103, 106, 108, 139, 141. de um corpo carregado varia com a velocidade, 14, 140. Materialismo, -ista, 2, 19, 50, 51, 55, 66,

70, 80, 109, 135. Matéria, 1, 2, 3, 4, 5, 9, 18, 28, 30, 33, 43, 44, 45, 50, 65, 68, 77, 108, 113, 120. astral, 101, 102, 104, 105, 112, 124, 125, 127.

Matéria, consciência e, 2, 21, 29,

38, 40, 41, 66, 73, 79, 80, 134. cósmica, 34, 55, 68, 69. elementos cósmicos e, 60, 61, 62, 68,

82. definição de, 28, 79. densidade de, 22, 23, 70, 72, 73, 77,

81, 82, 90. um efeito, 9, 25. eletricidade e, 60, 95, 131, 132,

133. éter e, 8, 12, 15, 19, 22, 23, 25,

26, 32, 40, 48, 72, 73, 75, 90, 96,

108, 111, 117, 132, 139. evolução de, 15, 16, 57, 65, 67, 80,

98, 100, 127. e extensão no espaço, 5, 6, 25. força ou energia e, 2, 8, 22, 23, 24,

25, 31, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 44,

52, 54, 55, 60, 77, 78, 131, 132,

133, 134, 138. formação de, 100. quarto estado de, 102, 103. indestrutibilidade de, 3, 4, 7, 12, 16,

17, 27, 81, 134. vida e, 16, 21, 31, 37, 48, 66, 106,

127, 135, 139. Manásico, 124, 125, 127. massa ou inércia e, 5, 6, 9, 25, 26,

106, 139. mente ou sensação e, 9, 130, 135. e movimento, 22, 23, 24, 26, 39, 40,

41, 42, 55, 73, 76, 77, 106, 125,

126, 141. natureza de, 7, 8.

passagem da matéria através, 90. e fenômenos, 2, 3, 19. físico.

4, 8, 9, 15, 16, 19, 21, 22,

23, 25, 27, 31, 32, 37, 40, 42, 48,

50, 52, 56, 57, 60, 64, 68, 69, 72,

73, 75, 76, 81, 91, 95, 96, 102,

106, 107, 109, 112, 117, 118, 120,

Prânico, 124, 125, 127. Prótilo e, 56, 57, 68, 95. radiante, 102, 103. realidade de, 6, 109.

Rondas e evolução de, 86, 88, 89. Espírito e, 129. tensão sobre, 111.

estrutura de, 73, 75, 107, 132. Substância e, 15, 17, 18, 22, 23, 24,

25, 28, 33, 37, 40, 52, 54, 55, 56,

70, 76, 105, 109, 113, 115, 121,

126, 129, 132, 134, 136. um símbolo, 2, 69. Maxwell, Clerk, citado, 4, 132.

ÍNDICE

Maya, 72, 73, 136.

Metafísica, 1, 6, 8, 11, 21, 23, 26, 28, 30, 34, 37, 46, 59, 60, 62, 73, 81, 86, 109, 128, 129, 134, 135,

137, 140. Micróbios do corpo, 53. Microcosmo, 20, 36, 62, 111, 137, 138. Via Láctea, 108, 118, 125.

Mente, 2, 127, 130, 131, 137, 141, 142.

Moléculas, 20, 24, 27, 41, 42, 43, 50, 52, 55, 56, 61, 77, 91, 95, 100, 105, 107, 110, 111, 120, 126, 132,

138, 139, 140, 142. Momento, 7. Mônada, 36, 52, 55, 89. Monismo, 34. Mãe, primeira, 126.

Movimento, 54, 67, 75, 76, 125, 136. absoluto, 37, 54, 71, 74, 76, 77, 99. dos átomos, 6, 9, 10, 12, 22, 24, 95, 96,

99, 106, 108, 116, 137. centros de, 111, 116, 125. de um corpo carregado, 14. circular ou orbital, 136, 137. Consciência e, 40, 41, 73. conservação de, 10, 23, 24, 26. cósmico, 54.

equilíbrio ou balanço de, 139, 141,

142. éter e, 11, 17, 19, 73, 74, 75, 95,

108, 112. força ou energia e, 7, 8, 9, 23, 25,

27, 40, 41, 42, 54, 55, 70, 73, 76. Grande Sopro e, 54, 76, 77, 124, 136. involução ou limitação de, 70, 94,

100, 126.

vida e, 16, 27, 37, 54, 55, 115, 116.

Logos e, 55.

da massa, 7, 9, 14, 22, 26.

matéria e, 15, 19, 40, 41, 42, 55,

67, 73, 76, 77, 106, 109, 131. modos de, 15, 19, 23, 24, 27, 95, 116,

138. molecular, 9, 133. perpétuo, 10, 76, 77, 115, 126, 136,

141. fenômenos e, 6. forma primária de, 136, 137. espaço e, 54, 71, 76. Substância e, 19, 23, 24, 26, 27,

40, 41, 54, 55, 70, 71, 74, 76, 115,

126, 136. Tattvas e, 77. vortical.

111, 114, 116, 137. Mulaprakriti, 30, 31, 33, 34, 35, 36,

48, 49, 54, 62, 106, 129, 136. Ovo Mundano, 36, 49.

Mysterium Magnum, 69. Mitologia, mitos, religiões, 59.

Folhas de salgueiro de Nasmyth, 123. Lei natural, 39, 129, 130. Natureza, 38, 39, 41, 51, 54, 57, 61, 62, 63, 64, 68, 78, 81, 82, 83, 88, 111.

forças da, 77, 136.

manifestada, 38.

raiz da, 30, 33, 36.

unidade da, 20. As Forças Mais Sutis da Natureza, citado, 77. Nebulosa, 55, 84, 118. Netuno, 107, 124. Nervos, 52. Urtiga, 133. Newton, Sir Isaac, 12, 62, 140.

citado, 4. Nitrogênio, 82, 98, 100. Númeno, 11, 39, 42, 50, 51, 59, 61, 128, 129, 133, 137.

Ensinamentos ocultos, 26, 34, 41, 63, 73, 78, 81, 82, 101, 106, 107, 108, 117, 128, 131, 136, 142. química — ver Química, filosofia, 46, 53, 122, 136. física — ver Física, ciência — ver Ciência, secreto, 131. Ocultismo, 51, 54, 61, 66, 67, 87, 110,

130, 132, 133, 137, 138. Ocultista, -s, 32, 41, 42, 48, 61, 75, 79,

89, 109, 120, 127, 136, 137. Oceano, elétrico, 138. Olcott, Cel., 131. Oxigênio, 98, 100, 103, 108.

Parabrahman, 33, 34. Paracelso, 69. Passado, presente e futuro, 47. Percepção, 139. Periodicidade, lei da, 46. Permeabilidade, 83, 90. Fenômeno, -os, 3, 6, 9, 12, 21, 25, 46, 47, 51, 79, 108, 110, 112, 121, 127, 134, 138, 142.

causa do, 16.

etérico, 15, 108.

vida e consciência e, 2, 3, 27, 43, 46, 50, 51, 54, 55, 127.

da mente, 127.

movimento e, 39, 55.

númeno e, 42, 50.

objetivo, 39, 66, 79, 130, 133, 136.

oculto, 59.

ÍNDICE

Fenômeno, -os, físico, 3, 9, 11, 12, 15, 18, 27, 59, 91, 110, 114, 120, 127. raiz do, 43. substância e, 16, 28, 34, 38, 44, 46,

54, 55. terrestre, 138. Filosofia, 1, 5, 37, 38, 135. Indiana antiga, 62. Oriental, 49. Esotérica, 61. Física, 46, 51, 52, 80, 89, 90, 92, 106, 129, 133, 140. Oculta, 72, 128. ortodoxa, 8, 107, 110. Fisiologia, 52. Plano, -os, 25, 36, 40, 48, 52, 59, 64, 68,

69, 70, 71, 72, 73, 75, 76, 77, 79, 85, 86, 87, 94, 95, 98, 99, 101,

104, 105, 108, 111, 112, 113, 114, 115, 119, 125, 127, 130, 131, 139, 141, 143.

Astral, 61, 64, 69, 89, 90, 95, 104,

105, 106, 112, 115.

Subplanos atômicos, 96, 98, 99, 100,

102, 103, 104, 106, 112. Cósmicos, 22, 31, 52, 55, 56, 63, 64,

68, 84, 98, 100, 127, 128, 141. Etéricos, 8, 25, 40. De ilusão, 137, 140. Materiais, 40, 85. Objetivos, 30, 34, 87. Fenomênicos, 31. Físicos, 8, 10, 11, 16, 18, 20, 25,

17, 32, 45, 50, 57, 63, 64, 68, 69,

70, 85, 87, 92, 94, 95, 97, 102, 104, 110, 131, 133.

Prânicos, 124. Planetas, 20, 90, 91, 105, 106, 107, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 119, 120, 123, 138. Platão, 60, 126. Plêiades, 124. Plenum, 109. Pleroma, 109.

Polos, polaridade, 21, 34, 100, 137. Positivo e negativo, 136, 138. Pradhana, 33. Prakriti, 30, 33, 56, 77. Prana, 124.

Prasad, Rama, citado, 77. Pralaya, 77, 128. Precessão, 96. Predestinação, 67. Primum Mobile, 10, 36, 58. Princípio, -a, 32, 64, 85, 113.

ativo, energizante, 36, 37, 39.

Princípios, astrais, 89, 103.

cósmicos, 32, 85.

eternos ou absolutos, 35, 36, 136.

femininos, 33, 35.

do homem, 78, 85, 127.

da matéria, 133.

Substância-, 134, 135, 143.

vitais, 50, 130. Protoplasma, 16.

Protilo, 56, 57, 58, 68, 92, 102, 131. Pesquisa psíquica, 21, 89. Psicologia, 21, 51, 72, 80, 89. Puranas, 38. Purusha, 77.

Raças, 81, 85, 87, 88.

quinta, 80, 81, 84, 89, 91, 104.

sexta, 58.

sétima, 58. Radicais, sete, 133. Radioatividade, 4, 13, 93, 97. Rádio, 4, 13, 48, 73, 93, 97, 121,

122, 123, 124. Realismo, 121. Realidade, -s, 2, 66, 69, 109, 127, 135.

o Uno, 2, 34, 35, 66. Relatividade, 70. Religião, 1, 5, 6, 37. Repulsão e atração, 138, 139. Resistência, caminho de menor, 141. Repouso, centro de, 125. Reynolds, Professor Osborne, teoria do

Éter, 26. Richardson, Dr. W. B., e a Força Solar,

114. Enigma do Universo, 1. Princípio Raiz, 1, 12, 16, 21, 14, 30,

46, 77. Cordas de areia, 110, 111. Rondas, 81, 82, 84, 85, 86, 87, 88, 89.

primeira, 82.

segunda, 82, 83.

terceira, 82, 83, 89.

quarta, 58, 81, 82, 83, 84, 86.

quinta, 58, 83, 84, 88, 89, 90, 91, 104, 142.

sexta, 58.

sétimo, 58.

Sarvaga, 44.

Satã, 140.

Satélites, 102, 107, 138.

Ciência, 1, 5, 16, 20, 37, 41, 44, 46,

71, 81, 90, 93, 108, 120, 126, 131,

132, 138. esotérica, 127.

ÍNDICE

Ciência, história do século XIX, 12.

moderna, 1, 3, 11, 12, 13, 15, 16, 17, 18, 20, 21, 22, 26, 27, 32, 44, 45, 48, 51, 52, 56, 58, 59, 60, 63, 65, 75, 81, 82, 83, 84, 90, 91, 94, 97, 102, 103, 106, 113, 125, 127, 134, 135, 137.

oculta, 3, 7, 11, 16, 17, 18, 20, 21, 22, 27, 31, 32, 37, 40, 41, 42, 45, 47, 48, 49, 50, 52, 55, 56, 58, 60, 62, 65, 66, 68, 69, 74, 75, 76, 79, 82, 83, 89, 90, 91, 93, 96, 97, 102, 106, 109, 120, 123, 132, 133, 134,

138, 141.

física, 1, 2, 4, 13, 21, 22, 32, 42, 51, 52, 60, 75, 89, 96, 99, 100, 102, 109, 119, 121, 133, 134, 140, 141.

Escrituras, Antigas, 3.

A Doutrina Secreta, 3, 42, 43, 44, 45, 46, 51, 59, 63, 64, 67, 80, 85, 86, 87, 91, 93, 96, 98, 104, 108, 110, 115, 118, 121, 128, 129, 130, 134, 135, 139.

Videntes, 137.

Self, universal, 3.

Sensação, 42, 115, 116, 141.

Sentidos, 38, 48, 51, 93, 118, 119, 120, 133. físicos, 8, 11, 17, 19, 21, 28, 37, 45, 75, 106, 109, 110, 112, 121, 138.

Sete, e classificação setenária, 64, 67, 77, 115. Irmãos ou Filhos de Foliat, 131, 133.

Shekinah, 36.

Shiva, 77.

Sistema Solar, 10, 20, 28, 45, 46, 48,

50, 55, 57, 80, 90, 91, 107, 109,

111, 112, 113, 114, 115, 116, 118,

119, 122, 123, 124, 125, 126, 139.

habitantes, 123.

Alma, 69, 82, 106, 109, 133.

Som, 42, 43, 108, 119, 130, 131, 133. causa do, 32. ondas, 43. Espaço, 11, 12, 18, 21, 23, 30, 31, 34, 37, 43, 46, 47, 49, 54, 70, 71, 74, 75, 77, 90, 91, 103, 105, 107, 108, 109, 110, 111, 113, 114, 115, 119, 122, 123, 124, 126, 135, 136, 138,

139, 140.

extensão no, 5, 6, 25, 75, 106.

Espaço, quadridimensional, 72.

Espécies, origem das, 80.

Espectroscópio, 118, 119, 120, 121, 122.

Fala, pensamento e ação, 142.

Spencer, Herbert, 6, 10, 65.

Coluna espinhal, forças atuantes na,

52. Espirais e espirilas dos átomos últimos,

95. Espírito, 21, 38, 77, 109, 129. Divino, 31. e matéria, 21, 77. Percepção espiritual, 108. Quadrado, símbolo do, 64, 85. Estrelas, 107, 118, 119, 120, 122, 123, 142. Tensão sobre a matéria.

111. Sujeito, consciente, 43, 135. e objeto, 1, 21, 34, 35, 38, 40, 66, 79, 119, 130, 135. Substância, 8, 25, 28, 30, 31, 33, 34, 35, 38, 44, 55, 62, 69, 77. consciência e, 73. cósmica, 35, 49, 50, 52, 56, 129, 131. elementos cósmicos e, 36, 49, 51, 58, 62, 68, 77. definição de, 18. pensamento divino e, 36, 37, 39, 55, 68. éter e, 15, 24, 25, 32, 41, 44, 48, 62, 71, 72, 75, 95, 107. evolução e involução da, 44, 54, 56, 62, 65, 67, 100. Substância-Fogo, 104. força ou energia e, 24, 26, 39, 40, 41, 44, 54, 55, 72, 77, 118. Substância-Força, 24, 25, 39, 54, 55, 134, 135, 139. célula-germe e, 45, 48, 49, 67. Grande Sopro e, 76, 92. estado Laya da, 62. vida e, 16, 17, 21, 27, 28, 37, 48, 50, 54, 55, 58. Logos e, 36, 37, 50, 55, 68. Manásica, 76. matéria e, 15, 17, 20, 22, 24, 25, 40, 43, 48, 50, 55, 70, 72, 77, 118, 126, 132, 139. Substância-Mãe do Sol, 114, 115, 117, 121, 123. movimento e, 19, 22, 23, 24, 26, 27, 40, 41, 54, 55, 70, 71, 74, 76, 92, 100, 136. Ovo Cósmico e, 36, 49. planos da, 40, 52, 56, 68, 70, 75, 76, 94, 105, 119, 139.

ÍNDICE

Substância, Primordial ou Raiz, 15, 16, 18, 19, 22, 23, 24, 25, 27, 28, 30, 31, 32, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 44, 45, 46, 48, 49, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 65, 67, 68, 70, 71, 72, 74, 75, 76, 92, 104, 105, 109, 113, 115, 126, 129, 134, 135. prótila e, 56, 57, 58, 68, 94. espaço e, 15, 18, 19, 21, 22, 23, 25, 37, 44, 70, 71, 72, 75, 107, 115. Tattvas e, 77. terrestre e sideral, 120. Substância-Princípio, 134, 136, 136, 143. Sol, sóis, 11, 20, 77, 90, 105, 106, 107, 109, 112, 113, 114, 115, 116, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125, 126, 127, 137, 139, 142. Símbolo, eletricidade um, 133. matéria um, 2. serpente, 49. Simbolismo, 3, 49, 69, 69, 86.

Tait, P. G., 7.

Tattvas, 77.

Telepatia, 76, 141.

Telefone, 119.

Telescópio, 118, 119, 121.

Teogonia, 51.

Teorias, modernas, tornam-se antigas, 101.

Theos, 68.

Sociedade Teosófica, 94, 131.

O Teosofista, 94.

Coisa em si, 47.

Coisas e coisidade, 47.

Thompson, Sir J. J., e elétrons, 13. citado, 15, 71, 73, 95, 132. Pensamento, 30, 36, 37, 51, 52, 53, 76, 115, 141, 142. divino, 32, 37, 39, 55, 106, 129, 130. do Logos, 35, 68. Tempo, 20, 31, 42, 43, 44, 46, 47, 49. Analogia do tonic sol-fa, 88. Triângulo, símbolo do, 64, 84. Verdade, templo da, 87. Tímpano, 43, 119.

Inconsciente, o, 1. Ondulações, 19, 23, 126. Unidade, necessidade de, nos conceitos do Universo, 1, 2.

da natureza, 2, 3,

nos fenômenos, 46, 47.

princípio da, 1, 6, 16.

Universo, -s, 2, 20, 25, 28, 30, 35, 36,

37, 44, 47, 67, 69, 80, 105, 109,

135, 141, 142, 143. centro do, 124. energia ou força e o, 7, 26,

54. equilíbrio ou balanço do movimento no,

139, 141, 142. evolução do, 31, 35, 44, 45, 46,

49, 54, 55, 57, 65, 67, 68, 79,

80. pedras fundamentais do, 82. célula germinal ou plasma do, 36, 45, 49, 63,

66, 67.

Grande Sopro e, 54, 136.

Vida ou Consciência do, 22, 27, 37,

51, 53, 58, 66, 80, 130. Logos e, 35, 45, 47, 48, 49. fenômenos materiais e, 9, 11, 26,

67. teoria mecânica do, 2, 7, 66. Ovo Cósmico e, 36, 49. outra extremidade do, 76. movimento perpétuo e, 10, 54, 136,

141, 142. fenomenal ou manifestado, 25, 30,

31, 35, 46, 47, 53, 54, 57, 58, 65,

67, 68, 79, 104, 109, 128, 135, 136, 138.

físico, causa do movimento molecular no, 133.

Planos do, 85, 105.

Substância Primordial e, 31, 36, 44, 45, 47, 48, 49, 56, 57, 65, 77.

refletido no átomo, 28.

Enigma do, 1.

régua de escala do, 87.

Espiritual ou Noumenal, 128.

estelar, 139.

substância do, 17, 18, 135, 143. Incognoscível, o, 1. Urânio, 61. Urstoff, 15.

Vácuo, 119, 139.

tubo, 103. Vedas, 32. Verbum, 36.

Vibrações, 19, 41, 42, 43, 44, 71, 76, 93, 119, 125, 126, 127.

do éter e da matéria física comparadas, 95. Viscosidade, 108. Vishnu, 114. Visão, física, 94, 106. Força vital, 130.

ÍNDICE

Anéis de vórtice, 19, 23, 70, 74, 95, 105. Movimento vortical, 95, 112, 115.

Água, 19, 85, 89, 90, 108, 133.

elemento, 32, 58, 59, 60, 61, 63, 64,

68, 69, 70, 82, 83, 84, 85, 89. Ondas, 19, 23, 120, 126. Turbilhão e matéria primordial,

136.

Vontade, 51, 52, 53, 106, 130, 142, 143.

Ovo do Mundo, 49. Mundo, invisível, 106.

processo, 28, 49.

visível, 109. Mundos, 110, 130.

Young, Thos., teoria da luz, 12.

IMPRESSO POR NEILL AND CO., LTD., EDIMBURGO.

IDEALISMO CIENTÍFICO

ou

Matéria e Força e sua Relação com a Vida e a Consciência.

Por WILLIAM KINGSLAND.

Publicado recentemente.

pp. Tecido, 7/6 net.

ALGUNS EXTRATOS DE NOTAS DA IMPRENSA.

Times.

— "Um Monismo idealista exposto por um escritor que é um físico competente e um pensador perspicaz, com um dom considerável para a expressão filosófica lúcida."

Scotsman — "O tratado elaborado e rigorosamente argumentado do Sr. Kingsland pode ou não ser definitivo, mas tem o mérito de estar atualizado. . . . Pensado de forma nova, se não realmente original, será uma leitura sugestiva para estudantes especulativos, ansiosos por alcançar alguma compreensão, mesmo que mística, dos problemas filosóficos da personalidade e da vida interior."

Sheffield Daily Telegraph — "É um volume habilmente escrito, e tanto mais sugestivo e estimulante por não se basear em linhas ortodoxas."

Dundee Advertiser — "Exibem-se fina habilidade filosófica e domínio magistral do fato científico. ... Um livro que deve atrair a atenção de todas as pessoas que desejam compreender uma das grandes correntes de pensamento que estão moldando os destinos espirituais do nosso tempo."

Luz, — "De todas as maneiras, um grande livro é o *Idealismo Científico* de William Kingsland, ou *Matéria e Força e sua Relação com a Vida e a Consciência*. . . . Dissemos que a obra abrange um vasto campo, mas é belamente conduzida, e embora ocasionalmente o ritmo do leitor possa ter de diminuir, nenhuma pessoa ponderada achará realmente difícil acompanhar o argumento, sutil e profundo como é; pois o livro trata de um assunto intensamente fascinante e é admiravelmente escrito: e ninguém que o leia poderá jamais voltar a pensar em si mesmo como só ou à deriva, ou no mundo e na vida como pequenos e mesquinhos."

The Christian World, — "A obra do Sr. Kingsland bem merece estudo, e isso por homens de todas as teologias ou de nenhuma. Ele nos dá aqui uma visão do universo que, em sua grandeza, sua unidade e sua espiritualidade essencial, é um contraste refrescante com as teorias que o reduzem ao jogo de forças irresponsáveis."

The Christian Commonwealth, — "Não podemos recomendar demasiadamente o 'Idealismo Científico'. Este livro cobre todo o campo, desde a natureza da matéria até a do espírito, e encontra sua culminação na Unidade Superior, que nos dá *A Ciência Superior*, *A Religião Superior* e *O Realismo Ideal*."

PODE SER OBTIDO DA

SOCIEDADE TEOSÓFICA DE PUBLICAÇÕES, 161 New Bond Street, W.

SOCIEDADE TEOSÓFICA DE PUBLICAÇÕES,

161 NEW BOND STREET, LONDRES, W.

Corroborações Científicas da Teosofia:

Uma Reivindicação da Doutrina Secreta pelas mais recentes Descobertas.

Por Dr. A. Marques.

Edição revisada e grandemente ampliada, 152 pp., demy 8vo, cloth, 2/6 net.

Trata da Eletricidade, Química, Fisiologia, Astronomia, Geologia, Arqueologia, Filologia e Antropologia, em relação às afirmações da Doutrina Secreta, e é valioso para consulta de todos os leitores dessa obra.

Química Oculta:

Uma Série de Observações Clarividentes sobre os Elementos Químicos.

Com inúmeras pranchas e diagramas, e incluindo artigos sobre "O Éter do Espaço" e os "Sólidos Platônicos".

Por ANNIE BESANT e C. W. LEADBEATER.

Pp. 92, xxii, e Índice, cloth, 8vo, 5/- net.

Deve ser lido em conexão com A Física da Doutrina Secreta.

OUTRAS OBRAS SOBRE ASSUNTOS SEMELHANTES.

As Forças Mais Sutis da Natureza
Por Rama Prasad
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A Construção do Cosmos
,, Annie Besant
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O Crescimento da Alma
,, A. P. Sinnett
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A História da Atlântida
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